CARTAS
Concha Acústica
Gostaria de saber até quando nós - moradores, lojistas da Concha Acústica e milhares de pessoas que por aqui passam - teremos de conviver com a incompetência a céu aberto que estamos sofrendo há quatro meses. O descaso com a obra do Memorial dos Pioneiros é inconcebível. Onde está o mestre de obras? Os paralelepípedos, tão bem assentados décadas atrás, foram removidos e reassentados sem estética e perigosamente cheio de lacunas. A calçada é um faz-e-desfaz, não decidem como terminá-la e os buracos estão espalhados, pondo em risco o equilíbrio dos transeuntes. Onde está o fiscal de obras? Gastos desnecessários e absurdos. Não podemos mais conviver com tanta irresponsabilidade e incompetência pública.
MARIA APARECIDA FELIZOLA (professora aposentada) - Londrina
Vai ou não, Osmar?
Já virou uma grande novela a indecisão do senador Osmar Dias em sair ou não candidato ao governo do Estado. Cotado meses atrás como imbatível, o senador deu uma de Rubinho Barrichelo e foi travando o motor quando mais necessitava de gás. Com toda esta situação, Requião, o ''El Supremo'', ri à toa: com Osmar fora do páreo, torna-se imbatível. Não me esqueço de um artigo da colunista deste Jornal, Ruth Bolognese, de um ano atrás, que dizia que o senador só perderia o governo do Estado para ele mesmo, de tão certa era sua vitória. E vejam o destino: isto está acontecendo. Porém, acredito que, devido à força e ao respaldo de Osmar, mesmo que ele decida optar pela candidatura tardiamente, ainda é muito forte e será um páreo duro para ''El Supremo'', que até agora nadou de braçadas no cenário estadual. Nossa torcida é pela recuperação e pela candidatura de Osmar, pois assim o povo paranaense terá duas opções de peso para as eleições de 3 de outubro.
FRANCISCO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo
Dívidas públicas
O delicado e sensível sistema financeiro gera o fardo que todos carregamos. Qualquer mudança ou alteração pode desencadear transtornos imprevisíveis e afetar a vida não apenas daqueles diretamente envolvidos no processo, mas de todos nós. Romper com esse sistema ou modificá-lo, além de conhecimento, exige coragem e, principalmente, um projeto factível, capaz de despertar a confiança e o empenho de todos os segmentos envolvidos. O endividamento público brasileiro é o nó górdio - difícil, desconhecido, misterioso... - que políticos, economistas e banqueiros utilizam para tentar mostrar suas habilidades e prometer mudanças que nunca acontecem. A proposta do economista Almir Rockembach (Folha Economia de 14/6) pode ser a solução para a crise do endividamento público: pagar, gradativamente, as dívidas dos Estados - começando pelos menos endividados -, com recursos oriundos das receitas da dívida ativa da União. O mais difícil será, com certeza, mobilizar os múltiplos interesses envolvidos, isto é o pacto (Opinião da Folha 16/6).
DRAUZIO DE JESUS CAVALI (economiário aposentado) - Campo Mourão
Copa do Mundo
É muito fácil criticar ou levantar questionamentos. Em todas as Copas, os mesmos ''marketeiros''. Vamos com calma, pé no chão, o Mundial só está começando. Não podemos esquecer que o Brasil é pentacampeão! Futebol é equipe, todos trabalhando para um único objetivo. Todo mundo tem os seus dias de glórias ou desilusões. Então, vamos lá, deixa a bola rolar. Não vamos avaliar um grupo de atletas inteligentes, experientes e importantes só por causa da individualidade de um atleta. Neste momento, é preciso exercer a maturidade e dar nossas opiniões de maneira que a seleção brasileira se sinta incentivada, com apoio e alegria. Vamos deixar nossos meninos mostrarem o que sabem. Eles são os ''melhores do mundo'', por isso serão atacados, defendidos, criticados e observados. É certo que toda concentração é acompanhada de muita ansiedade, sob a tal responsabilidade. Vamos lá! Com Ronaldo, Galvão ou não, torcemos para a seleção ser hexacampeã.
ANDRÉ SILVA SOLA (representante comercial) - Londrina





