CARTAS
Triste exemplo
Já começou a acontecer o que a lógica nos mostra há muito tempo. A invasão e quebra-quebra da Câmara Federal pelos ignorantes do MLST, os violentos ataques à polícia paulista, bem como o assustador aumento da criminalidade, são simplesmente reflexo da impunidade, da ineficiência e comprometimento de nossa Justiça. Exemplos dessa impunidade são centenas de políticos ladrões e empresários, tipo Marcos Valério, que continuam soltos desfrutando do dinheiro roubado do povo e zombando da nossa cara. Com toda certeza, chegará um dia que o resultado dessa impunidade atingirá seus próprios responsáveis, como já começa a acontecer. Já estamos assistindo ao início do caos social que vem por aí e eles ainda querem ser reeleitos.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina
Despertar do povo
A invasão da mais nova facção dos sem-terra, o MLST - Movimento pela Libertação dos Sem-Terra - chocou o país com sua atitude de vandalismo e anarquia. Presenciamos o que pode ser um início do despertar do povo. Mas reparem uma coisa: ainda nesta semana também foi lembrado o ''aniversário'' de um ano da instauração de inquérito sobre a corrupção no governo: o caso dos Correios, caixa 2 nas eleições presidenciais e apenas três políticos tiveram a pena capital da cassação do mandato. Você lembra o nome dele? Ou deles? O que será que mais abalou a população: o grito dos desesperados que são usados por uma minoria ou a dor silenciosa de milhões de desempregados e miseráveis que sofrem com as consequências da corrupção? Não defendo a violência e a desordem pública, mas esse fato no Congresso serviu de amostra do poder que o povo tem, se ele quiser usá-lo. Já conseguimos sair da ditadura militar, eleições diretas e até o impeachment de um presidente, tudo isto através da força e da ação popular. Vamos usar esta força para dizer não à corrupção que está levando o Brasil a uma calamidade pública sem precedentes.
JULIO ROMÃO GUERREIRO LEME (professor) - Londrina
Deputados acuados
A invasão que o MLST promoveu na Câmara dos Deputados foi errada, violenta, baderneira, etc. Essa é a opinião dos críticos, muitos deles por força do ofício. Só que existe algo que não tem demagogia que possa esconder: essa foi a primeira atitude que deixou os deputados acuados, pois CPIs e o Judiciário provaram ser ineficientes e até aliados. E para vergonha das autoridades, uma pesquisa não só confirmaria essas afirmações, como também revelaria a satisfação da maioria da população com o ocorrido.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)
Sem-respeito
A invasão na Câmara Federal mostra o verdadeiro sentimento de baderna e desordem que estão tomando conta das entidades governamentais e sociais do país. Não é desta forma que se reivindica soluções para um classe. Tudo isto é resultado do péssimo trabalho desenvolvido pela Câmara que, envolvida no escândalo do mensalão, fica sem moral no momento para pedir respeito ao povo. É preciso competência, honestidade e respeito para mudarmos o país, e é necessário que tudo isto parta de nossos representantes no Executivo e no Legislativo. Os movimentos sociais estão perdendo o respeito pelos poderes que regem o país e, se assim continuar, tenho certeza que este não será o único quebra-quebra a ocorrer.
FRANCISCO ANTONIO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo
Troco do povo
Sou contra a baderna, mas a baderna começa no Congresso Nacional. A mídia mostra diariamente as negociatas dos desavergonhados ''repesentantes do povo'' que legislam em causa própria e não são dignos de respeito. São demagogos, hipócritas. O povo se cansou de tolelar e pedir soluções definitivas para sua sobrevivência, por isso, os miseráveis depredaram a Câmara Federal. Com certeza a tendência é aumentar a indignação popular. O Brasil é uma imensa fazenda mal-administrada.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão
Celular em presídios
Existem diversos aparelhos que são utilizados para detectar metais e outros objetos. Prova disso são os aeroportos e bancos, onde os aparelhos de detecção acusam se alguém tentar passar com metais ou celulares. Existem aparelhos de raios-X (como os dos aeroportos) que mostram todo o conteúdo das malas e bagagens que vão ser embarcadas. Por que não usar a mesma tecnologia para evitar a entrada de celulares nos presídios? Proibindo totalmente a entrada de aparelhos celulares, inclusive dos funcionários e advogados que entram nas dependências da instituição. Comparado ao elevado custo que causam as rebeliões e os sistemas pouco convencionais já adotados, talvez essa simples medida solucione o problema dos celulares nas prisões.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
OAB Jovem agradece
Passada a euforia inicial oriunda do sucesso do I Encontro de Advogados Iniciantes do Paraná e do II Encontro de Jovens Advogados de Londrina, realizados simultaneamente nos dias 25 e 26 de maio em conjunto pela Seção Paraná e Subseção Londrina da OAB (representadas, respectivamente, pela Comissão Estadual dos Advogados Iniciantes e pelo Núcleo OAB Jovem), gostaríamos de agradecer à Folha de Londrina pela divulgação e cobertura dos eventos através de entrevistas com palestrantes e membros da comissão organizadora.
NÚCLEO OAB JOVEM - SUBSEÇÃO LONDRINA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL





