Faltam idealistas

As eleições se aproximam e o que sentimos é a falta total de candidatos idealistas. Salvo raríssimas exceções, como os PSOL, o restante dos candidatos são os já conhecidos de outras eleições. Corruptos, demagogos, desvairados, sem nenhum compromisso sério com a melhoria de vida da população e sem nenhuma capacidade real de legislar. É a mesmice de sempre, só discursos. O único interesse deles é continuar roubando nossos impostos e satisfazer seus egos doentes de poder e saciar suas frustrações profissionais anteriores. Tomara que surjam pelo menos alguns nomes respeitáveis como opções, senão só nos restará rezar ou pedir socorro às Forças Armadas para colocar a casa em ordem.

LEANDRO FRATIA (designer) - Londrina


Conto do paco

Conheço uma senhora que recentemente caiu no conto do paco. Ela foi iludida por espertalhões com a promessa de que iria levar vantagem e iria ganhar muito dinheiro. Claro que era só conversa, e ela acabou perdendo tempo, dinheiro e a moral. Ela disse que pior que ter perdido o dinheiro, foi a vergonha de todos saberem que ela foi tapeada. Parece que aconteceu a mesma coisa com os simpatizantes do atual governo. Antigamente eram artistas, contestadores, estudantes que integravam o partido. Era chic, ou da idade não sei, ser do contra. Estava na moda ser PT, marxista, comunista e bradar ''viva Che Guevara!, abaixo o FMI!''. Estava na moda chamar o povo que trabalhava de burguês, e eles próprios e aos dirigentes de companheiros. E agora? Vocês não se sentem tapeados pelos dirigentes do PT? Cadê a ética ou moral prometida? Cadê o Fome Zero? Cadê o primeiro emprego? Cadê o dinheiro das cuecas? Cadê os 10 milhões de empregos? Cadê a soberania nacional? Cadê o apoio do governo aos agricultores? Não dá a maior vergonha seus amigos saberem que foram vocês que elegeram esse povo? Na minha opinião, está parecendo um belo conto do paco .

OSVALDO SANTOS JUNIOR (arquiteto) - Londrina


Jornalismo responsável

Os jornalistas têm nas mãos o poder da informação e a nobre missão de moralizar o Brasil. Não desperdicem toda essa força. Não dêem trégua à grande quadrilha que se instalou no poder. Raras são as exceções e muitos os assaltantes. Divulguem semanalmente a lista de nomes dos parlamentares que foram indiciados pelas dispendiosas e inúteis CPIs e posteriormente inocentados pelos seus próprios comparsas, apesar de todas as evidências criminosas. Bandido julgando bandido só poderia dar no que deu, praticamente todos absolvidos, um verdadeiro e vergonhoso pacto de acobertamento mútuo, para que essa cambada continue nos assaltando. Com repetidas divulgações semanais dessa lista de corruptos, chegaremos às eleições com esses nomes bem gravados na memória e vamos julgá-los nas urnas. Eles não podem ser reeleitos. Lugar de corrupto é na cadeia!

JAZON BELTRÃO DOS SANTOS (letrista) - Londrina


Voto nulo

Me causou espanto algumas cartas publicadas neste Jornal defendendo voto nulo. Como pode um cidadão renegar um poder que foi conquistado após anos e anos de luta? Quem vota nulo desdenha a luta e a morte de seus antepassados pela liberdade de escolher seus representantes. Mostra omissão em participar arduamente na formação para o exercício da cidadania, na política e na construção do país. Vão votar nulo e entregar o poder aos partidos que já estiveram no poder como PT que desta vez mostrou seus ''talentos'' ao trair no governo a vontade popular no voto? Vamos sair da omissão, formar saberes e partir para a ação.

GERSON MACHADO (servidor público) - Londrina



Pacote não ajuda

Este ''Pacote de ajuda'' do governo federal não resolve os problemas dos agricultores. O crédito para próxima safra aumentou, mas quem terá acesso a este crédito? Os prazos de prorrogações apresentados não darão a margem necessária para uma capacidade de pagamento viável. Outras duas importantes questões não aparecem neste pacote: diminuição de impostos de defensivos agrícolas e o câmbio do dólar. O ministro da Agricultura disse que a negociação com o setor está encerrada. Encerrada estará a atividade agrícola para vários produtores com esta inversão de valores, que privilegia o sistema financeiro (bancos), que nunca ganharam tanto, e se esquece dos setores produtivos. O que se faz necessário de imediato é a securitização dos financiamentos agrícolas por um prazo viável, além do aval do tesouro nacional junto ao Banco do Brasil para liberação dos limites de créditos e garantias dos produtores.

JEFFERSON OSIPI (engenheiro agrônomo) - Londrina

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