Agentes da CMTU

Parabenizo a Folha pela excelente e corajosa reportagem ''Agentes da CMTU - heróis ou vilões?'', onde fica evidente a existência da indústria da multa em Londrina. Como o próprio réu confesso diz: ''A política era a da quantidade''. Certamente, os agentes foram orientados a fazer o milagre da multiplicação das multas. Porém, isso não é o que há de mais perverso nesta situação. Esses funcionários públicos esqueceram-se dos princípios da lealdade e da boa-fé previstos na Constituição Federal, tudo isso em troca de alguns reais. Mentem, forjam e declaram ao público que houve a política da multiplicação e, mesmo com todas as manifestações, não há ninguém para responsabilizá-los ou puni-los. Resta ao cidadão pagar as multas e lamentar que em Londrina não exista nenhum órgão capaz de acabar com essa safadeza, restando apenas a iniciativa de alguns indignados e desta Folha.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina


Indústria da multa

Se os agentes de trânsito estão abertos ao diálogo, então me deparei com um que era mudo. Não teve conversa. Fui multada porque na hora do rush, na Avenida Higienópolis, após eu e mais dois motoristas que vinham logo atrás termos passado pelo sinal verde, e acabamos obstruindo o cruzamento uma vez que o carro à nossa frente ''morreu'' com problemas mecânicos. O agente da CMTU, no caso uma mulher, ao invés de sair da calçada e organizar o trânsito, que é sua atribuição principal, preferiu anotar as placas dos carros que estavam fechando o cruzamento, e passou a aplicar as multas. Infelizmente tive o azar de ter encontrado um agente insatisfeito com o salário e querendo mostrar serviço. Não sou contra a multa, apenas defendo sua aplicação de forma justa e realmente necessária. E se há um descontentamento generalizado dos motoristas de Londrina, então é porque alguma coisa está errada. Resta somente deduzir quem realmente é o vilão dessa história!

ANA BARBARA DE TOLEDO LOURENÇO JORGE (bacharel em Direito) - Londrina


Pirataria

Certos assuntos fogem totalmente ao controle das pessoas e trazem, por consequência, prejuízos inestimáveis, como é o caso da pirataria mundial que assombra cofres públicos de vários países. Além dos números negativos (para o Estado), ainda temos a questão da baixa qualidade desses produtos que têm uma vida útil curta e podem ser prejudiciais à saúde. Tudo isso não passa de efeito colateral de um sistema que os próprios países adotaram: o capitalismo, cujo principal objetivo é fabricar e vender. Este sistema não dá condições para que os trabalhadores comprem esses produtos, pois em seus salários só estão embutidos custos de alimentação, moradia e transporte, raramente vestuário, obrigando-os a optarem por produtos falsificados que custam muito menos. Portanto, o combate e a eliminação da pirataria têm que ser muito bem planejados, uma vez que uma ação mal estudada pode se transformar em uma ferida incurável para toda a sociedade.

ALEXANDRE HORACIO ESGOTE SCAFF (estudante) - Apucarana


Turismo e decepção

Gostaria de manifestar minha profunda decepção, quando um sonho torna-se um pesadelo. Dia 8 de maio, fiz minha primeira viagem internacional, juntei dinheiro e fui para Londres visitar meus tios que lá vivem, legalmente é claro. Fiquei indignado pela forma como fui tratado: fui preso, deportado, sendo inclusive acompanhado para o avião por policiais. Não é possível que o governo brasileiro aceite de forma passiva que um país, que se diz de primeiro mundo, trate um cidadão brasileiro como um bandido e ou quem sabe, um terrorista. Não discuto a soberania da toda-poderosa imigração inglesa, o que não pode é tratar dessa forma uma pessoa, cujo único ''crime'' foi querer conhecer um outro país, uma outra cultura. Acho que os agentes da imigração do terminal 2 do Aeroporto de Heathrow não sabem o que significa turismo, porque se soubessem não teriam me mandado para Colnbrook, que segundo eles é um centro de detenção de curta duração, mas que na realidade se trata de uma cadeia. Quando os ingleses aqui chegam também os prendemos e mandamos para cadeia, ou estendemos tapetes vermelhos atuando eternamente como colônia?

LEOPOLDO RIBEIRO FERIA (contador) - Ibiporã


Mortes inúteis

Com relação ao artigo ''Os riscos e mortes inúteis'', do jornalista Walmor Macarini, gostaria de lembrar que aventuras e riscos ao desconhecido fazem parte da genética na evolução das espécies. Foi, é e será assim que os seres vivos irão evoluir. Não é pura vaidade correr o risco de perder a vida. Está lá em nossos genes. É uma forma de desenvolvermos as potencialidades máximas como indivíduo. Isto é estudado por uma das especialidades médicas que é a fisiologia do exercício. O homem está constantemente ''consciente ou não'' em busca de um recorde e quando o supera, conseguiu de alguma forma subir um degrau para a sobrevivência das futuras gerações.

WALDYR MARTINS CUNHA (nutricionista e fisiologista do exercício) - Londrina


Medida eleitoreira

Extremamente eleitoreira essa atitude do presidente Lula de reduzir os juros para os aposentados nas operações de crédito bancárias. O que ele precisa fazer é reduzir as perdas salariais acumuladas por vários anos, que vêm degolando os aposentados pelo Brasil. Quanto à redução de juros, os bancos estão morrendo de rir.

HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)

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