CARTAS
Ladrão é o povo
Se existe ladrão é porque tem quem compra produto roubado, se existe pirataria é porque tem gente que compra o produto pirata e se tem político vagabundo é porque o povo aceita vender o voto. Tenho visto vários adesivos e várias críticas a respeito do governo, mas será que o mensalão é dos últimos quatro anos? Depois de 24 anos de mandato, por que só agora o deputado Roberto Jefferson denunciou o mensalão? Será que eles nascem ladrões ou estamos criando a espécie sem que perceber? Desde que nasceu, minha geração está pagando conta de planos políticos e vendo aumentar a criminalidade e a pirataria. Conclusão: tem gente vendendo voto para vagabundo, tem gente comprando produtos piratas e produtos roubados.
LUCAS CALVI (executivo de vendas) - Londrina
Proibição de festas
Londrina é reconhecida como cidade prestadora de serviços e a maioria dos empregos está nesta área. Grande parte de nosso potencial econômico vem do fato de sermos uma cidade universitária e milhões de reais do nosso comércio chegam através dos estudantes de outras localidades quem vêm para Londrina estudar. Desde que o mundo é mundo os jovens se reúnem e comemoram. Suas festas, em grande parte das vezes, são para arrecadar dinheiro para a formatura, ápice da vida acadêmica e da juventude. A partir de agora os universitários deverão levar bolo de chocolate, brigadeiros, limonada e salgadinhos para vender no intervalo das aulas se quiserem arrecadar dinheiro. Senhores, proibir gera a clandestinidade e tudo que se faz escondido é mais perigoso. Vamos regular os excessos, inclusive do poder público.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (produtor rural) - Londrina
Parabéns promotora
Quero parabenizar a atitude louvável da promotora Solange Vicentim com relação à balbúrdia nos postos de combustíveis de Londrina. Desde o dia em que eu e meu marido fomos agredidos e quase mortos dentro do pátio do Posto Shangri-lá, na tenebrosa noite do dia 3/12/2005, até hoje a polícia nada concluiu, a fita da câmera da loja de conveniência continua ''mofando'' em Curitiba e a farra ''rolava à solta''. Parabéns promotora, que atrás desta silhueta de ''sexo frágil'' teve a coerência, garra e coragem para tomar atitudes que dificilmente partiriam de um homem despótico dotado de músculos e covardia.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina
Governo populista
O populismo tem dominado a ação deste governo. Na questão das aposentadorias, de valores um pouco mais elevados, são tidos como privilégios, e não como um direito de quem contribuiu, de quem pagou para obtê-la. Na tentativa de aniquilar o sistema previdenciário, são construídos déficits fantasmas que não resistem à menor análise contábil. Enquanto isso cresce o assistencialismo. É uma espécie de transferência de recursos. Tira daquele que contribuiu para dar ao outro que nada pagou. Não há uma data-base para o reajuste salarial do funcionalismo. Ficam aí anos e anos sem nenhum reajuste. É por isso que a população se vê atormentada no meio de tantas greves dentro do serviço público. Além de querer acabar com o direito de greve, o governo propõe a quebra da paridade entre ativos e inativos, o que será um desastre para os aposentados. Esse tipo de atitude, essa quebra de direitos e contratos, são típicas de governos populistas que querem nivelar tudo por baixo, menos para os que estão na cúpula palaciana.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
'Ovo de Colombo'
De todas as atividades produtivas a agricultura apresenta-se como a mais importante porque é dela que se extraem recursos para outras atividades, promovendo o desenvolvimento, gerando empregos, impostos e o mais importante: alimentando a humanidade. Há mais de dez anos fui um dos primeiros a defender a tese da prorrogação das dívidas dos agricultores, entendendo ser a solução da agricultura. Entretanto, nesse período ocorreu o fenômeno chamado ''El NiÀo'', com duração de cinco anos, e os agricultores amargaram prejuízos com as adversidades do tempo. Hoje, atônitos, assistimos o desespero dessa classe valorosa e a consequente falência da agricultura. Estamos diante da hecatombe. Urge que medidas sejam tomadas pelas autoridades antes que seja tarde. Sugiro uma divisão da dívida do agricultor em três partes iguais: cabendo 1/3 ao governo, 1/3 aos bancos financiadores e 1/3 ao agricultor endividado. Na minha modesta visão, é a solução como o ''ovo de Colombo'': simples, porém de alcance gigantesco.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix (PR)
Deputado responde
Em relação à carta da estudante Vanessa Pierone, publicada ontem na Folha, o deputado Irineu Colombo (PT) informa que se reuniu com o presidente da UNE, Gustavo Petta, e um grupo de estudantes para discutir em comum acordo a melhor forma de votar em Plenário o Projeto de Lei 341/2003, de autoria do deputado Paes Landim (PTB-PI). O projeto trata sobre novos requisitos para a contratação da anuidade ou semestralidade escolar e também sobre o atraso na mensalidade dos estudantes de escolas ou universidades privadas. Colombo se comprometeu em retirar do projeto a cláusula que trata da inadimplência dos alunos da rede privada de ensino, equiparando o prazo limite de atraso de mensalidades até 60 dias, como no caso dos planos de saúde.
LUIS OTÁVIO DIAS (assessor de imprensa) - Curitiba





