Direitos humanos?

Tenho acompanhado pelos meios de comunicação as manifestações de diversas entidades de ''direitos humanos'' preocupadas com a identificação e esclarecimento das mortes de bandidos pela Polícia paulista, após a ''chacina'' de policiais no final de semana do Dia das Mães. Onde estavam essas organizações quando dezenas de policiais, no cumprimento do dever, foram executados pelas ''santas e inocentes vítimas'' da sociedade, e suas famílias desamparadas, num prêmio às suas mães e às mães de seus filhos? Preocuparam-se os arautos da justiça social em saber os nomes dos policiais mortos? E quando três desses inocentes apontaram uma arma para minha esposa e minha filha, subtraindo-lhes o carro e outros pertences pessoais sob ameaça de morte, onde eles estavam? É triste vermos que seres da raça humana deixaram de ser humanos, de serem divinos, pois quem semeia ódio e violência, quem tira vidas e destrói famílias por simples vingança ou maldade, não deveria ser chamado de humano. E quem se importa mais com eles do que com os que vivem em paz, o que seriam? Esses fatos precisam e devem permanecer vivos em nossas mentes para não corrermos o risco de colocarmos novamente no poder as pessoas que permitiram ou colaboraram para que tudo isso acontecesse.

JOSÉ CARLOS DOS SANTOS (funcionário público) - Londrina


Plano de segurança

Vim de Curitiba, há dez anos, e me considero pé-vermelho, ao contrário de certas pessoas que se identificam como presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina e tratam um londrinense sério e competente como ''pessoa que interagiu'', ''integrante'' e ''interlocutor''. Achei deplorável o comentário sobre uma cobrança normal de uma situação que todos os londrinenses estão vendo, convivendo e sentindo todos os dias. Mostra a incompetência dos nossos governantes e dessas pessoas que demonstram um verdadeiro ''puxa-saquismo'' em alguém que comprovamos estar fazendo quase nada pela nossa cidade. Conheço o dr. Alvino Aparecido Filho, um verdadeiro londrinense, por seu trabalho e amor por Londrina. Deixem um criminalista cuidar de criminosos. Os engenheiros e arquitetos, desde que competentes, deviam cuidar de embelezar, urbanizar e humanizar Londrina. É mais fácil ficar badalando o governador para conseguir privilégios do que cuidar da cidade onde vivem com seus familiares. Sinto muito ''sr. presidente'', mas acho que o sr. deveria deixar alguém cobrar do governo algo que o sr. não teve competência de fazê-lo.

JÚLIO CESAR PUCCI (representante comercial) - Londrina


Pombas e o bosque

Estou indignado com o abandono em que se encontra Londrina, principalmente nossas praças e quadras esportivas municipais. O descaso com o problema dos pássaros no Bosque central é um caso especial. Definindo: ele fede, tal a atual administração. Passar pela ''faixa de gases'' no final da tarde é arriscar ser atingido por fezes dos pássaros ou estacionar o carro nas ruas em volta do Bosque é certamente ter o veículo defecado. É um absurdo não haver um plano para resolver isto! Até parece que nossos administradores não sabem que o problema só irá aumentar e esperam que em um belo dia de verão os ''ratos com asas'' resolvam sair voando para nunca mais voltar.

ORLANDO NARDINI (aposentado) - Londrina


Palmito branco

Peço que a Prefeitura de Londrina plante 50 mudas de palmito branco em cada quadra do Bosque para complementar a vegetação nativa, que é escassa. Essas mudas deverão ser plantadas em espaço irregular, como é da natureza, e jamais em alinhamentos. Isso resgataria parte da originalidade do bosque e o deixaria ainda mais belo. Por favor, não plantem outras variedades de palmeiras e árvores para não descaracterizar ainda mais o Bosque. Se essas iniciativas forem tomadas, nos sentiremos mais alegres, recordando o passado na convivência exuberante da mata virgem que aqui existia.

OTÁVIO ANTONIO PEDRIALI (pecuarista) - Londrina

Não à repressão

Gostaríamos de esclarecer a confusão ocorrida na madrugada do último domingo entre policiais e estudantes na República ''Bicho de Sete Cabeças''. A caravana do AIFU (Ação Integrada de Fiscalização Urbana) e o Pelotão de Choque da PM chegaram ao local por volta da 1h30. Foi determinado que a festa teria de ser encerrada em 20 minutos, sem negociação. Houve ameaça por parte das autoridades de invadir a casa. Porém, não havia um mandado que legitimasse a ação. A ordem foi acatada pacificamente no mesmo instante. No término do tempo, as autoridades voltaram. Porém, parte dos frequentadores mantinha-se na rua, ou seja, num local público. Embora as autoridades tenham dito em outros veículos de informação que não houve confronto físico ou que desconhecem o fato, cerca de 20 pessoas foram agredidas com cassetetes e balas de borracha depois de vaiarem os policiais; 7 boletins de ocorrência foram feitos depois de muita insistência, já que o delegado da 10º SDP recusava-se a atender os estudantes. A grande questão é a necessidade da presença do Pelotão de Choque. Os estudantes não reivindicam festas, mas sim o fim da brutal repressão e violência por parte das autoridades.

IVONE CRISTINA DE SÁ CAVALCANTE (estudante de Ciências Sociais); JULIANA FARIA CAETANO (estudante de Ciências Sociais); LUCAS GUSMÃO MENDES (estudante de Geografia) e REGIANE SILVA AMORIM (estudante de Farmácia) - Londrina

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