CARTAS
Crise no campo
A sociedade está assistindo diariamente as dimensões da crise que o setor agropecuário enfrenta. Não encarem os fatos como um fator isolado, ou seja, como um simples protesto dos produtores rurais do país, pois isto já vem ganhando repercussão também no meio social, pois milhares de empregos estão arriscados de serem sucumbidos, tanto dentro das porteiras das propriedades, como nos vários segmentos da indústria de insumos necessários à atividade agropecuária e de transformação das matérias-primas oriundas do campo, que chega ao cidadão nas gôndolas do comércio. Os excedentes agrícolas são exportados mundo afora, geram divisas de bilhões de dólares ao país e favorecem os vários segmentos da extensa cadeia da economia brasileira. Mesmo assim, precisamos implorar e reivindicar nossos direitos com preço mínimo de nossos produtos, coisa tão óbvia que é o valor mínimo pelo nosso trabalho. Ledo engano quem acha que não ter nada a ver com o problema: do café da manhã de todo o santo dia até o último lanche que você consome antes de dormir, além de alimentos, o vestuário, o calçado, etc., vêm do esforço daquele que está lá no campo dando um duro danado. Esse reflexo negativo que afeta pequenos e médios municípios pode contaminar os grandes centros, pois haverá o risco de desabastecimento de alimentos.
FLÁVIO HAJIME SAITO (agricultor e engenheiro agrônomo) - Santa Mariana
Tumulto em república
A notícia ''Tumulto em festa acaba em prisão de estudante'' (Folha, 22/5), a respeito do ''confronto'' entre estudantes e policiais ocorrido no último sábado (20/5), durante festa na república ''Bicho de Sete Cabeças'', é preconceituosa. A matéria não delegou voz aos estudantes. Se o tivesse feito, a reportagem poderia ao invés de apresentar integralmente o discurso da PM , ter questionado sobre a real necessidade de tropas de choque, tiros de borracha e agressão física contra estudantes universitários.
BRUNA ALVES ROCHA HADDAD (estudante de Jornalismo) e KIARA ARANTES DE SOUZA (estudante de Letras) - Londrina
Segue-se a vida
Mais uma cena lamentável para os cidadãos honestos e de bem. Na madrugada de sábado para domingo uma festa que estava sendo realizada em uma residência foi interrompida, de forma brutal (parecendo uma batalha), devido à ordem de ''alguma pessoa''. Os jovens estavam lá apenas buscando diversão. Por que não acabam com a ''diversão'' dos políticos? Por que certas pessoas têm medo desses políticos? Será que se a festa fosse na residência de algum político o desfecho seria o mesmo? E como sempre quem sofre é o cidadão de bem, honesto. Parece ser mais fácil mexer com pessoas desprovidas de poder.
FERNANDO HEY SIMÕES PEREIRA (estudante) - Londrina
Vale transporte
Está na CLT para quem quiser ver, decreto nº 95.247 de 17/11/1987, artigo 2º: ''O vale-transporte constitui benefício que o empregador antecipará ao trabalhador para a utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa''. Parágrafo único: ''Entende-se como deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do beneficiário, por um ou mais meios de transporte, entre sua residência e o local de trabalho''. A lei nada diz se o funcionário mora em outra cidade ou se utiliza duas ou três conduções. Não é problema do empregado se o vale-transporte municipal é eletrônico e o intermunicipal é de papel, são apenas desculpas para uma administração que prima pela ilegalidade de seus atos. Essa é mais uma prova do que é uma cidade ser administrada por um partido que se dizia ''dos trabalhadores'', mas trata seus servidores (assim como sua população) com descaso, desrespeito às leis e desprezo. O pior é saber que essa administração incompetente tem mais de dois anos de mandato a cumprir. Talvez Londrina não sobreviva até lá, a não ser pela coragem e fibra de seus moradores.
RUBENS BARBOSA JUNIOR (assistente de departamento pessoal) - Londrina
Quem explica?
Alguém pode explicar tamanha diferença no preço dos combustíveis, em especial o do álcool? Apelar para quem? Pedir socorro aonde? Ao governo do PT ou a Marcos Valério, Delúbio Soares, Silvinho ''Amnésia Land Rover'', Zé Genoíno Roberto Jeferson, Zé Dirceu ou a Lula?
DUREIDE CHINI (consultor de pesquisas) - Londrina
Vestibular da UEL
Sempre achei a Universidade Estadual de Londrina (UEL) uma entidade muito valiosa para nosso Estado. A UEL é perfeita? É óbvio que não, pois ela tem problemas como qualquer instituição. Um exemplo é a Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops). Prestei o último vestibular e achei um desastre a prova de conhecimentos gerais. Quando surgiu a proposta de incrementar nos vestibulares as matérias Artes, Filosofia e Sociologia era para ser uma pincelada nesses assuntos e não colocar na metade da prova todas aquelas ideologias que apenas serviram para empobrecer o teste seletivo, levando em conta a péssima distribuição do conteúdo programático. Geografia, Biologia e, principalmente, História quase ficaram no anonimato. E a linguagem usada? Às vezes acho que eles querem tornar a linguagem mais complexa do que o próprio conteúdo. E o que dizer dos temas propostos para elaboração da redação nos vestibulares? Já prestei vestibulares tanto na UEL, quanto na UEM e digo que a prova de redação da UEM é tudo o que uma prova de redação tem que ser: objetiva e prática.
MARCELO JUNIO LONGO (estudante) - Apucarana





