Incultos no poder
Nas últimas sessões da Câmara de Vereadores de Londrina, o presidente daquela Casa Legislativa, Orlando Bonilha, vem utilizando-se do expediente parlamentar para atacar o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), numa retórica tão canhestra e requentada, porém da altura do intelecto cultural dele, no sentido que o tucano teria sido vice-líder de FHC e nada fez por Londrina. Quem nunca fez por Londrina foi o nobre edil que em três mandatos só soube dar trabalho para o Ministério Público por mazelas desenvolvidas, desde contratações irregulares na época do Belinati, passando pela ''brilhante'' idéia de construir um anexo na Câmara de Vereadores, até esses malfadados cabides de empregos criados sob a égide de corregedoria. Corregedor com cargo de confiança não corrige nada. É bom que se diga isso. Depois da era Bush (EUA), Lula (Brasil), Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia), é bom que se aprenda que lugar de inculto é na escola e não no poder.
JOSÉ VALDENOR LANDIOSO (empresário) - Londrina

Síndrome de Estocolmo
Existe na psiquiatria uma distorção do comportamento humano chamada Síndrome de Estocolmo, que se manifesta quando uma vítima passa por humilhações ou grandes sofrimentos na mão de um qualquer. Essa distorção provoca na vítima, além do sofrimento, dor e medo, uma grande paixão, chegando a mesma a se apaixonar pelo seu algoz. Muitas vezes essa paixão não permite que ela enxergue a realidade, e se bandeie para o lado do algoz. Com todos esses escândalos acontecendo no governo, deputados nos humilhando com suas dancinhas das impunidades, com todo esse sofrimento causado aos agricultores pela falta de apoio e crédito financeiro, utilização do dinheiro publico nos caixas 2 e nas cuecas, com esse entreguismo da Petrobras para a Bolívia, com todos esses nepotismos, todas essas falsas promessas não-cumpridas, tipo Fome Zero, primeiro emprego, criação de 10 milhões de empregos, etc., a gente não faz nada? Até quando vamos aturar? Será que ainda tem gente que acha que os fatos são de mentirinha? Será que quem não reclama está na panela do mensalão ou estamos todos com uma coisa parecida com a Síndrome de Estocolmo?
OSVALDO SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina

Pública ou privada?
Na maioria das vezes no Brasil, a vida pública é uma extensão da privada. Os políticos perderam a consciência da representatividade popular e do real significado da administração pública findando suas bases políticas em alianças partidárias e benefícios privados. Os egos políticos se agigantaram assustadoramente onde a única diferença entre Deus e um deputado é que Deus não pensa que é deputado. Senhores intocáveis pelas mãos da Justiça escondidos atrás de caríssimos ternos de grife e de inexistentes títulos de doutor. De tempos em tempos, esses deuses descem do Olimpo, fazem um planejamento de campanha, gastam rios de dinheiro de origem duvidosa e se transformam em salvadores da pátria, em homens do povo. Deixem a vida pública e voltem para a privada. Sabemos que os doutores não têm culpa da ignorância eleitoral, mas por favor, juntem seus penduricalhos e seus cúmplices, quero dizer, assessores e todos juntos voltem para a privada. Viva na vida privada tranquilamente com seus milhares de reais, adquirido com o suor dos brasileiros, com suas empresas e fazendas. Não queremos nada de volta, mas por favor, não tentem sequer a candidatura à presidência do asilo.
JONATHAN MARTINS (publicitário) - Bandeirantes

Exame da OAB
Sou estudante do 1º ano de Direito da UEL e fico assustado com as reivindicações de alguns que são favoráveis à extinção do exame, pois é por meio deste que se busca uma melhoria para a classe. Acredito que o exame precise de algumas reformulações para que não se torne apenas uma barreira para a entrada no mercado de trabalho, e sim que cumpra com seu objetivo de estabelecer um nível mínimo de qualificação para o exercício da profissão. Sem o exame, se lançariam no mercado milhares de ''advogados'' despreparados, o que acarretaria em uma saturação da profissão e sua eventual desvalorização. Não só defendo, portanto, que a OAB aplique este exame, como também que outros órgãos, em outras carreiras, façam algo parecido para melhor garantia de serviço qualificado. A qualidade dos profissionais é essencial para a evolução nacional.
FELIPE AUGUSTO MAZZARIN DO LAGO ALBUQUERQUE (estudante) - Rolândia

Conta injusta
No dia 18/2, recebi uma ligação a cobrar em minha residência. Como foi meu filho pequeno que atendeu, ele apenas me passou dizendo que era para mim, mas não disse que era a cobrar. Atendi e a pessoa se apresentou como operador da Brasil Telecom e ofereceu várias promoções, em troca teria comprar e fornecer o número de cartões telefônicos. Como achei muito suspeita a ligação deixei a pessoa na espera, liguei imediatamente de um outro telefone para a central da operadora e informei o fato. Minha denúncia foi ouvida e protocolada. Para meu espanto no dia 4/5, recebi uma conta no valor de R$ 106,95 da operadora. O trote ou tentativa de golpe foi feito de Fortaleza. Entrei em contato novamente com a Brasil Telecom para esclarecer e tentar parcelar o valor da conta, ficaram de me dar resposta e fizeram um novo protocolo, como chegou o dia de pagamento e nada de resposta, liguei novamente, mas ouvi que como não era cliente da operada, eles nada poderiam fazer e ainda me ressaltaram que após o vencimento teria encargos. A operadora não teve a menor sensibilidade, cheguei até a falar com a Ouvidoria deles, mas foi em vão, mesmo tendo o protocolo em mãos para provar a minha denúncia. Fica aqui a minha indignação, pelo desrespeito com que a operadora tratou meu caso.
ROSANGELA ANGELOZI (secretária executiva) - Londrina

mockup