Pré-guerra civil

Demorou mas o Brasil chegou a uma situação de pré-guerra civil, com todas essas rebeliões em presídios, assassinatos de policiais, queima de ônibus, bancos e bombas em Fóruns de várias cidades paulistas. Esse era o caminho mais lógico resultante de um desgoverno total dos nossos três poderes constituídos. É o reflexo de tanta corrupção de nossos parlamentares sem punição pelo Congresso e muito menos pela nossa Justiça falida e comprometida. Resultado também de um regime de execuções penais frouxo, de fiscalização corrompida em presídios, onde entram armas, celulares e drogas através de visitas íntimas ou pela própria carceragem. As penas no Brasil têm de ser muito mais duras e acabar com todos os benefícios ao apenado, tipo redução de penas, indultos, visitas íntimas e visitas em pátios de presídios. O criminoso preso perdeu o direito a muitas regalias no momento que escolheu o seu destino. Portanto, não tem nenhum direito de reivindicar qualquer benefício. Será que nossos políticos, ministros e juízes só tomarão as providências necessárias quando as balas e bombas dos bandidos forem endereçadas a eles e suas famílias?

ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina


Morte de policiais

A certeza da impunidade, progressão da pena e habeas corpus para quem pratica crimes hediondos, liberdade condicional, indulto do dia das mães e de Natal, este é o fermento para tudo o que está acontecendo hoje. A onda de violência que toma conta do nosso país é em função do abrandamento das penas impostas pelos legisladores e ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça), avalisados pelos políticos corruptos. Não adianta investir em armamentos, prisões e policiais, sem uma reforma séria das nossas ''leis virtuais''. Vários pais de família foram assassinados. Está na hora dos policiais também reivindicarem que as leis sejam cumpridas. O próximo poderá ser você.

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê


Caos na segurança

Estamos tendo a certeza que vivemos em um país tomado pelo medo e pela insegurança civil. As rebeliões organizadas e os massacres a policiais e pessoas ligadas ao meio da segurança nestes últimos dias, têm nos espantado e deixado numa sensação de insegurança como jamais visto. O que mais nos chama atenção é a organização dos criminosos que agem ordenadamente, muito diferente de nossa força policial totalmente desestruturada e sem comando. É necessário acabar com o crime organizado dentro da própria Polícia, para daí sim acabar com o crime organizado nas ruas. Já que estamos vivendo uma guerra civil é necessário colocar o Exército nas ruas, pois é a entidade que nos parece oferecer maior segurança. Enquanto não lutamos contra a Bolívia, de Evo Morales, precisamos acabar com a guerra interna. E para acabar com este problema, infelizmente, muito sangue há de ser derramado, e entre um bandido e um cidadão de bem, fica a critério de cada um quem deve sofrer.

FRANCISCO ANTONIO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo


O que há Sercomtel?

Volta e meia, o serviço supervia da Sercomtel está lento ou fora do ar. Quando o cliente liga no 0800 (serviço de informação), os atendentes mandam fazer várias coisas no computador que não resolvem nada. Em último caso, eles mandam aguardar que logo voltará. Mas não basta a internet. As progagandas anunciam que agora podemos adquirir créditos para o celular de R$ 2,00, mas onde comprar, se não tem nas bancas, nem na loja da rua Maringá ou do shopping Quintino e nem nas lotéricas? Mesmo assim o serviço do 0800 afirma que esses cartões podem ser comprados em qualquer loja. Gostaria de saber o real objetivo do 0800?

FLÁVIA TESTA (estudante) - Londrina


Aluno ilustre

Três anos atrás enviei uma carta a esta mesma seção com os alunos que faziam parte da nossa turma de 1973 do quarto ginasial do Vicentão (Vicente Rijo). Hoje reenvio com muita honra, destacando o nosso filho ou aluno mais ilustre que tomará posse como reitor da Universidade Estadual de Londrina nos próximos dias. Ao Wilmar Sachetin Marçal nossas congratulações, pois ele merece.

PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor) - Londrina


Vamos exigir

Não é propaganda não! Adquira a Constituição da República Federativa do Brasil - 1988 - é baratinho. Inicie lendo o preâmbulo e vamos utilizar a mesma Carta Magna que estão utilizando e com a mesma intensidade para cobrarmos o que estão cobrando dos cidadãos brasileiros, a mesma rigidez da tributação, as mesmas responsabilidades de nossos representantes. Afinal, reunidos em um só objetivo comum de um Estado democrático, destinados a assegurar nossos direitos sociais e individuais, nossa segurança, bem-estar, desenvolvimento, igualdade e a justiça de uma sociedade justa e perfeita, necessitamos de seriedade e transparência. Vamos parar de transformar em histórias de humor o desrespeito de nossos direitos. Momento de parar, momento de refletir, momento de exigir de forma justa e ordeira nossos direitos. Chega!

ARY CHIMENTÃO (advogado) - Londrina



Correção

- Diferentemente do que foi publicado no quadro sobre a frequência dos deputados na Assembléia Legislativa (pág. 3 de ontem), as duas primeiras colunas se referem às presenças nas sessões e votações, e não às ausências.


- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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