CARTAS
Caos na agricultura
Quero parabenizar os agricultores pelas manifestações justas e pacíficas a fim de sensibilizar o governo para o caos que a agricultura vem sofrendo há décadas. O problema começou com o incentivo do governo para o plantio de mandioca, quebraram as farinheiras e o agricultor está com a mandioca entalada até hoje, mesmo com a securitização. Que este caos sirva de exemplo ao MST: não adianta fazer a reforma agrária se não resolver a política agrícola. E para reformar a política agrícola só terá um jeito: os agricultores se unirem e não plantar um grão sequer enquanto persistir a atual política.
RUBENS VERPA (agricultor) - Porecatu
Parabéns produtores
O movimento dos produtores rurais com a paralisação total das rodovias e transporte de cargas do país é a maneira mais eficaz do governo federal olhar um pouco para a classe que sempre sustentou e alavancou o país e que, no atual governo dos ''corruPTos'', está abandonada, largada às traças. Por toda esta iniciativa, os produtores merecem os parabéns por este ato. Espero que o movimento continue de forma eficaz, até que uma decisão seja tomada em benefício da agricultura. Enquanto esperamos uma solução termino com uma frase de pára-choques de caminhão: ''Lula a nova praga da agricultura''.
FRANCISCO ANTONIO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo
Grito da terra
Mulheres batendo panelas, tratores soltando fumaça e agricultores, desesperados pedindo uma política agrícola justa. Este é o grito do homem do campo. Grito que não é ouvido pelas autoridades do nosso país. Sou a favor desse manifesto dos agricultores. Eu alimento este país, sou agricultor.
EVANDRO OHLAND (estudante) - Maripá
Protesto justo
A agricultura está passando por uma fase difícil com a quebra da safra dos últimos dois anos. Concordo com os agricultores porque eles não têm como pagar suas dívidas e querem que o governo as prorrogue para quatro anos, sem juros. E, como se não bastasse, o preço dos produtos agrícolas está muito baixo em relação ao custeio. E o presidente Lula ainda fala que não há crise na agricultura!
RAFAEL KRGER (estudante) - Maripá
Garotinho
Algumas pessoas tomam atitudes inexplicáveis para a sociedade. O que aconteceu com o ex-governador do Rio Anthony Garotinho é um absurdo. Fazer greve de fome não é uma atitude de uma pessoa inteligente, e, sim, de quem não tem capacidade de enfrentar seus problemas de cabeça erguida. Isso mostra a burrice de nossos políticos. Estamos em ano eleitoral, por isso precisamos ficar atentos a este tipo de atitude para não cometer erros e votar com inteligência.
ALINE MARCHIORO (estudante) - Maripá
Estranha coincidência
Sou professor da UEL, e faço trabalho de prestação de serviços junto às distribuidoras de gasolina, diesel e álcool carburante para o POOL da cidade. O que me intriga é o fato de todos os postos apresentarem o mesmo preço tanto para gasolina quanto para o álcool. Sou proprietário de veículo e às vezes fico indignado, pelo fato de postos com menor custo de operação, venderem pelo mesmo preço daqueles com custo mais alto. A concorrência simplesmente desapareceu. Está sendo também noticiado que começou a safra da cana-de-açúcar, e consequentemente, maior disponibilidade de álcool no mercado. Mas isto não se reflete ainda nos preços. O álcool tem conteúdo energético menor que a gasolina, cerca de 30%, então se a diferença entre os preços não estiver neste valor, não é vantajoso para os veículos flex. Esses veículos são a defesa do consumidor, devido às altas constantes no preço da gasolina. A nossa tão cara gasolina contém 20% de álcool, o que significa que possui menos teor energético que um litro de gasolina pura. Mais uma vez somos punidos, pagamos um preço maior por um conteúdo energético menor. Na minha opinião, 20% de álcool na gasolina, embora oficial, é uma adulteração. Para aumentar a qualidade de nossa gasolina, bastaria adicionar 9% de álcool, isto seria suficiente. Quanto ao custo para o meio ambiente, as refinarias de petróleo poderiam nos destinar uma gasolina ''mais verde'', com menor teor de enxofre, o que já é possível com o diesel.
OLÍVIO FERNANDES GALÃO (professor) - Londrina
SAS x servidor
Aproveitando o ensejo das discussões sobre saúde pública, gostaria de expressar minha profunda indignação com o governo estadual que oferece a seus servidores o SAS. O que significa? O mesmo que SUS, ou seja, vá ao hospital doente, após um dia inteiro de trabalho, caro servidor, e espere feito um cão sem dono pela piedade de algum médico que não queira somente o dinheiro de quem possa pagar. Ou então, tenha um ''piti'' em seu domicílio e solicite que venha uma ambulância, pois quem chega de ''maca-táxi'' com ''indisposição'' é atendido prontamente. Vocês sabiam que um professor, mesmo doente precisa ir trabalhar, senão tem que repor aulas aos sábados, ainda que cumprido o conteúdo programático, pois não há uma organização de substituição com profissionais capacitados para auxiliar em momentos de crise?
THAÍS REGINA CARDOSO E OLIVEIRA (arquiteta) - Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi publicado ontem na página 2 do caderno Cidades, o autor da coluna Seu Direito sobre INSS é o advogado André Benedetti.
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





