Barulho incômodo

Moro na Rua Piratininga, esquina com Avenida Tiradentes, (rua da Catedral Metropolitana de Maringá) há mais de 18 anos. Há 3 anos surgiu uma boate que virou um transtorno noturno. Acabou a nossa liberdade de ir e vir, o direito de dormir e a nossa paz. Geralmente tem evento às quartas, quintas, sextas, sábados e domingos, mas agora é a semana toda por causa da Expoingá. A gente liga para Polícia Militar, eles dizem ser problema da Polícia Civil. A gente liga para Polícia Civil, eles dizem ser problema da Prefeitura. A Secretaria do Meio Ambiente funciona até às 17 horas, mas o problema é noturno e madrugada adentro. Os frequentadores muitas vezes saem bêbados, drogados, perdem a noção de cidadania e saem falando alto, gritando, não se importando se existem moradores ao redor. Motoristas ficam acelerando carros, outros com som altíssimo, buzinaço e isto a partir da meia-noite. Às vezes, às 5, 6 e 7 horas da manhã ainda estão na frente da referida casa promovendo ''bagunça'' que tira nossa paz. Estamos sem amparo, sem proteção. A quem recorrer?

MARILENE MIYAKO PADILHA (dona de casa) - Maringá


Terra estremecida

Foi muito esclarecedora a reportagem da Folha de domingo sobre os assentamentos. O curioso é que os hábeis repórteres não conseguiram dados sobre a produção agrícola dos sem-terra e a gente até não a vê em lugar algum. No entanto, contraditoriamente, fala-se muito em desapropriar as terras improdutivas. A seguir este critério, teriam que começar desapropriando os assentamentos improdutivos. A excelente reportagem confirmou o livro do jornalista Nelson Barretto, ''Reforma Agrária: o mito e a realidade'', já em 2 edição em 2003. Ele percorreu 20 mil quilômetros pelo Brasil inteiro, visitou 60 assentamentos e chegou à conclusão de que o fracasso é evidente. Poucos são auto-suficientes: vivem de cestas básicas. Por outro lado, a Folha mostra que somam 120 mil os assentados e acampados no Paraná. Se um homem em cada dez armar-se com um simples facão, poderemos ter uma reedição do Contestado agora com mais sangue. Tomara que a reportagem alerte os homens do campo para que não mais elejam socialistas inclusive para dirigir suas associações de classe.

ÊNIO JOSÉ TONIOLO (professor Unesp/Assis) - Londrina


Cidadania

Cidadão pode ser definido como habitante livre de uma cidade, estado ou país que possui direitos e deveres tanto civis quanto políticos. No entanto, a noção da imensa maioria de como pode exercer seu papel de cidadão acaba restringindo-se ao voto. E é isto que muitos dos políticos querem, pois a perpetuação da limitada faculdade do processo e atuação da sociedade, proporciona a inércia dos questionamentos e práticas relevantes à construção de um mundo melhor.

VIVASVAN CAMPOS E PRADO (relações públicas) - Curitiba


'Banda na Praça'

A Associação dos Moradores da Vila Nova (Amovin) vem a público externar sua indignação e lamentavelmente comunicar à população que a Secretaria Municipal da Cultura, em cima da hora, cancelou a homenagem que seria prestada às mães londrinenses nesta sexta-feira, dia 12, às 20 horas, na Praça Nossa Senhora Aparecida na Vila Nova, no lançamento oficial do ''Projeto Banda na Praça'', iniciativa da Amovin. É bom que a comunidade e a cidade saibam que os entendimentos para realização deste evento não foram feitos no ''afogadilho'' e sim com mais de 40 dias de antecedência com tempo suficiente para a Amovin divulgar o evento. Fica difícil acreditar que a Secretaria Municipal da Cultura e a Prefeitura de Londrina não tenham dinheiro para bancar os gastos irrisórios da montagem do palco, da iluminação da praça e do som conforme foi alegado pela Secretaria.

MANOEL GRANADO RAMIREZ (presidente da Associação dos Moradores da Vila Nova) - Londrina


Abuso

Constrangedor o posicionamento de alguns agentes da CMTU na região central de Londrina. É impressionante a postura ostensiva e até agressiva, o gesto de sacar as cadernetas a todo instante. Parece até filme de bangue-bangue, quando os pistoleiros sacam suas armas. Absurdo e intimidatório são os momentos em que passei ao ser abordado por dois agentes que não aceitaram de forma alguma que alguém também lhes chamasse a atenção, pois se acham donos da verdade e ainda me ameaçaram multar. Os agentes da CMTU carecem de treinamento e de um direcionamento estratégico mais aprimorado. Algo que os distancie do folclore que já se estabeleceu entre os pobres contribuintes de que são ''uma indústria de multas''.

ELVIS DOUGLAS BRANTEGANI (empresário) - Londrina


Bravo Zezé

No dia 18 de abril fomos agraciados pela Folha de Londrina, através das palavras da repórter Ana Paula Nascimento, com uma matéria muito especial. A atitude da cantora Zezé em reverter a renda do seu primeiro CD ''Luar, Poesia e Seresta'' ao Hospital do Câncer de Londrina por si só já era motivo de ser exaltada. Mas isso não bastou. Zezé nos reverenciou com um derramamento de cultura ao resgatar verdadeiras poesias do cancioneiro brasileiro, numa interpretação brilhante e emocionante. Imperdível. Enternecedor. Bravo, Folha de Londrina e aos patrocinadores do CD. A vocês, Zezé, Alex e Edson...Bravo! Agora estamos à espera de um recital para que vocês possam receber, ao vivo, vivas pelo magnífico trabalho.

DALVA MARIA BERBERT DE ANDRADE (pedagoga) - Londrina


As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

mockup