Apatia de Lula
De atuação pífia a diplomacia brasileira, no caso da nacionalização das indústrias petroleiras na Bolívia, entre elas a Petrobras que lá investiu nosso dinheiro. Ela está sendo desfalcada de suas divisas e vemos aqui contemporizações incompatíveis com a soberania e respeito às leis internacionais. Nos vemos privados de nosso capital, desmoralizados, e sendo comandados por um Hugo Chávez populista, que tem Evo Morales como seu discípulo, e também obrigados a ouvir nosso presidente dizer que a Bolívia foi realmente massacrada pelos estrangeiros e quer apenas defender suas riquezas naturais! O dinheiro de nosso país, que também é um país que tem a população massacrada, vai ser perdido. Por aqui continuamos a aguentar essa diplomacia e essa apatia do governo Lula até quando?
PAULO AFONSO MAGALHÃES NOLASCO (advogado) - Londrina

Muda 'Lulla'
A minha sugestão é que o presidente ''Lulla'' mude para Bolívia e vá se unir ao companheiro Evo. O próprio ''Lulla'' disse que é um direito de uma nação sofrida como a Bolívia tomar as medidas que tomou de expropiação de bens da Petrobras e desrespeitar contratos. Também seria ingênuo de nossa parte esperar outra atitude de um presidente que em suas viagens se acostumou fazer caridade com o dinheiro alheio. Basta lembrar do perdão da dívida dos países pobres, doação de helicópteros, etc., além de ter socializado a pobreza em nosso país. Se o companheiro Evo tem o direito de invadir patrimônio brasileiro para reivindicar revisão de contrato, nós também temos o dever de exigir de forma veemente uma carga tributária mais justa, uma taxa de juros que não seja extorsiva, nem que para isso tenhamos que sair às ruas e parar o país. Se ''Lulla'' quer fazer caridade que faça com o seu dinheiro ou o do valerioduto.
FRANCISCO XAVIER KNABBEN (representante comercial) - Paiçandu

Resposta à Bolívia
É pura bazófia do mestiço Evo Morales determinar que forças do exército boliviano tomem conta da refinaria de petróleo da Petrobras instalada em seu território. A melhor maneira de responder à agressão de países vizinhos é enfrentá-los, demonstrar que não se brinca com fogo. Nestas alturas já devíamos estar com tropas do Exército brasileiro guarnecendo nossa fronteira com a Bolívia, de maneira a demonstrar que podemos defender nossos interesses à altura das manifestações hostis às nossas instituições, amparando a Petrobras e outros investimentos brasileiros no território boliviano.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina

'Mui amigo'
Em janeiro quando esteve por aqui em campanha, o índio cocaleiro Evo Morales garantiu ao presidente Lula que se fosse eleito seriam sócios na Petrobras. Agora, o que vemos é a ocupação populista e oportunista do ''grande amigo'' e irmão de Lula das refinarias da Petrobras na Bolívia. Morales ofereceu ao governo brasileiro um grande acordo: a Bolívia fica com 82% e o Brasil com 18% e os encargos sociais de seus empregados. Esse é o reflexo da política externa de Lula que construiu estradas e pontes para os bolivianos, enquanto os brasileiros padecem nos atoleiros no Mato Grosso e perdem suas safras de soja e algodão por falta de infra-estrutura.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba

Calçadas
O problema das calçadas em Londrina pode ser resolvido de maneira simples: criando o cargo de fiscal de calçadas. Somente um, pois agora não há necessidade de salvar o mundo num dia só. Teria que ser interessado, aplicado, honesto e disposto a percorrer a cidade a pé, na maioria dos casos, e atendendo as reclamações por telefone sobre calçadas fora do padrão. Quanto ao padrão é fácil estabelecer. Estará dentro a calçada em que os cadeirantes, pessoas com carrinho de bebê e outros, com deficiências importantes para locomoção, possam andar com liberdade, evitando utilizar o asfalto das ruas, muito melhores mas sobremodo perigosos. O fiscal combateria, com muita educação e bom senso é claro, o piso escorregadio, cheio de buracos, com valetas, ressaltos, inclinações e outros obstáculos, além da falta de calçada e rebaixamento do meio-fio nas esquinas. Todos poderiam ser auxiliares do fiscal: o povo e os órgãos de comunicação.
MARIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina

Carta a Igor
Igor é uma criança de 8, 9 anos no máximo. Dias atrás o conheci quando tive de parar em um semáforo entre Londrina e Cambé. Aquele menino chamou minha atenção e não consegui, apesar do medo, manter a janela erguida. Quando baixei o vidro ele veio ligeiro até mim. Perguntei o que fazia ali, tão tarde, as primeiras gotas de chuva caindo e o frio do outono antecipando o inverno. Ele me respondeu que precisava de dinheiro. Essa foi nossa conversa, naquele momento. O semáforo abriu e tive que seguir viagem. No dia seguinte tornei a encontrá-lo. Foi quando perguntei seu nome. Interpelado sobre onde morava, fez um gesto mostrando algum lugar ao longe. Então, algo incomum aconteceu comigo, normalmente tão cheia de argumentos. Pensei em dizer a ele ''vá para casa'' (que casa?), ou ''está na hora do seu jantar'' (que jantar?), ou ainda ''seus pais devem estar preocupados com você'' (?). Nada disse. Apenas fiquei olhando para ele, seminu, descalço, e tentei enxergar, dentro dos seus olhos, que mostravam o peso de todos os anos ainda não vividos, o Igor que encontrarei, inevitavelmente, no futuro. Não consegui. Talvez porque o Igor do futuro dependa mais de mim do que dele. Talvez porque seus olhos já procuravam por outras janelas. Igor, meu nome é Eliane.
ELIANE BENATTI DE FREITAS (professora) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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