CARTAS
Copa e política
Ainda devemos crer no processo democrático. Crença essa que não se resume a irmos todos no primeiro domingo de outubro votar. Como cidadãos, temos o dever e o direito afirmado constitucionalmente de lutar diretamente pela democracia. Temos o poder de voz. E queremos a vez. Ser candidato num país em que os bancos e empresas multimilionárias dominam o patrocínio, o que lhes dá vantagens legislativas e lucros inimagináveis, deve ser mesmo muito difícil. Todavia é mais difícil constatar a população sofrendo, um sistema público de ensino manco, as universidades públicas sucateadas, a ausência de caráter naqueles que confiamos nossos votos, a falta de emprego, o aumento da criminalidade e, principalmente, nossa desilusão. Incito a todos os brasileiros de boa vontade, que sejam patriotas e vistam a camisa verde-amarela não apenas durante a Copa. Que lutemos por todos os meios de justiça com o mesmo amor e contágio que sentimos nos jogos da seleção. Que nosso destaque no mundo ultrapasse o futebol, para sermos cidadãos respeitados, com emprego, comida, educação e paz.
EMMANUELLA DENORA (estudante de Direito) - Londrina
Água por cerveja
Se toda vez que você for lavar o carro, regar seu jardim ou lavar as calçadas de sua casa utilizar a água tratada da Sanepar, estará pagando pela água que passou pelo seu hidrômetro e mais o valor cobrado pelo esgoto. Provavelmente, você demorará uma ou duas horas nessas tarefas, consumirá perto de 1,6 m3 de água tratada que no total lhe custará em torno de R$ 12. Lembro que a água da Sanepar foi tratada para ser bebida, por isso custa caro. Além do que, todos sabemos que temos que economizar para não faltar. Porém, se você captar a água da chuva do telhado de sua casa com calhas e condutores e guardar essa água em tambores ou em caixa d'água, dessas simples de plástico, quando for utilizá-la naqueles casos citados, você fará a economia de aproximadamente R$ 12,00. Com o valor economizado, compre 6 cervejas, convide os amigos e bom final de semana.
OSVALDO SANTOS JUNIOR (arquiteto) - Londrina
Centro no buraco
A área central de Londrina, o chamado ''centrinho'', está uma fedentina. É fezes de passarinho para todo lado. O órgão municipal encarregado da limpeza deve tomar providências urgentes. É bom lembrar que o centro não se resume apenas ao Calçadão. Do jeito que está não pode ficar. O pó dessas fezes faz mal à saúde. As calçadas estão em frangalhos, cheias de buracos, em desníveis, sendo fácil constatar também a presença de fezes de cachorros e outros tipos de sujeira, dificultando a circulação principalmente de idosos. Parece que nossos governantes não andam a pé. Não adianta aquela conversa de que as calçadas são de responsabilidade do proprietário do imóvel correspondente. O Município tem o poder de Polícia para obrigar quem de direito a tomar as providências necessárias. Onde está a Londrina das promessas de campanha?
SEBASTIÃO BUENO DOS SANTOS (advogado) - Londrina
Garotinho
A atitude do senhor Anthony Garotinho traz à tona o que é o PMDB de hoje. Se fosse em outros tempos, os mandatários do partido já o teriam expulsado. Só que o PMDB de hoje não é mais o MBD ''velho de guerra'' como costuma dizer sempre o governador Requião. Infelizmente, é só mais um partido com interesses fisiologistas e sem mais nenhuma ideologia político-partidária.
EZIDIO BIASI REDE (professor) - Santa Cruz de Monte Castelo
Boa idéia
O pré-candidato à Presidência pelo PMDB Anthony Garotinho deu uma ótima idéia a todos os parlamentares denunciados por corrupção. A população aplaudiria de pé se todos os denunciados pelas CPIs, Conselho de Ética e pela procuradoria pública iniciassem também uma greve de fome coletiva e acompanhada por câmeras de TV, 24 horas por dia. Essa greve de fome deveria chegar até às últimas consequências, sem nenhuma possibilidade de arrependimento ou de desistência. O Brasil assistiria ao vivo o sofrimento e a fome dos parlamentares, da mesma forma que há muitos anos, esses mesmos parlamentares assistem impassíveis ao sofrimento e à morte do povo causada pela vergonhosa fome que assola o país. Se todos eles tivessem a dignidade de aceitarem a morte como castigo pelo mal que já causaram, talvez tivessem alguma chance do perdão eterno.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina
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