Mínimo eleitoreiro

Com certeza, não existe proposta mais eleitoreira do que esta do salário mínimo regional. Não se enganem, o que parece um benefício, logo se traduzirá como um engodo. Inúmeras serão, com certeza, as demissões. Os pagadores destes salários não receberam aumentos e, em seus negócios, sofrem as consequências da situação econômica do país e, por este motivo, demitirão, pois, além do salário, aumenta, proporcionalmente, a tributação. É interessante observar que esta classe terá também uma data-base e tudo, não que eles não mereçam, pois todo o trabalho deve ser dignificado. Entretanto, tiremos, como exemplo, o professor que não recebe aumento real há mais de dez anos, não tem data-base (antigamente era outubro, devido ao Dia do Professor) e, com certeza, se algum ainda mantém uma faxineira terá que demiti-la. Pelo andar da carrruagem, sem aumentos e sem data-base, a classe do magistério (ativo e inativo) será ultrapassada, em questões salariais, por outras que também merecem, mas que não precisaram passar anos e anos estudando antes exercer a profissão. Quem sabe, veremos um fenômeno que ocorreu nos anos 80 quando algumas professoras deixaram o magistério e foram até a capital federal trabalhar como domésticas nas mansões de políticos, pois o salário era muito, mas muito maior. Porque políticos legislam sobre seus salários e aumentos e, neste caso, aumentos frequentes nunca faltam.

CLAUDETE DEBÉRTOLIS RIBEIRO (professora) - Cambé



Vergonha no Pacaembu

Lamentável o comportamento da torcida corintiana no Pacaembu nesta quinta-feira em jogo pela Libertadores da América que resultou na desclassificação do time brasileiro. Os torcedores, ao verem seu time levar o terceiro gol no final do segundo tempo e a impossibilidade de reação, tentaram invadir o campo causando pânico entre os jogadores dos dois times. Conseguiram abrir o portão mas não adentraram em massa no campo graças à ação de corajosos policiais militares que ali estavam e bravamente encararam a torcida furiosa. A imagem do Brasil, mais uma vez fica arranhada devido à cena ridícula de torcedores que não admitem a derrota. A vergonha maior não é perder mas sim ter uma reação enérgica e a demonstração de falta de educação pela derrota.

FRANCISCO ASSIS FRIGÉRIO (estudante de Direito) - Londrina



Copel e apagão

Ao que parece a Copel se vê acima da lei e alheia ao Código de Defesa do Consumidor. Tanto que a deficiência da qualidade do fornecimento de energia, em razão das constantes interrupções da energia (sem prévio aviso e desmotivadas), obriga os consumidores das cidades de pequeno porte, como de Guaraci e região, ficarem à mercê de tais interrupções diárias e expostos aos riscos de danos em seus aparelhos eletro-eletrônicos, especialmente computadores, perdendo e danificando trabalhos e inúmeras horas de trabalho. Aludidos transtornos não ocorrem em cidades como Londrina e Maringá por exemplo, o que demonstra com clareza o descaso e desrespeito à população residente nas cidades de pequeno porte.

HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (advogado) - Guaraci



Dom Albano

Somos casais do Grupo Serra, Movimento da Igreja Católica cujo carisma é orar e trabalhar por vocações. Tivemos a grande alegria de logo no começo de nossa caminhada conhecer um grande pastor, dom Albano, que nos encorajou e nos impulsionou nesse tão difícil carisma. Gerador de novas lideranças em nossa arquidiocese, proporcionou momentos de muita espiritualidade, de muita coragem. Aprendemos que a autoridade de que a Igreja se veste no anúncio da verdade, deverá ser exercida como serviço de animação, coordenação e organização. Tudo isso encontramos em nosso pastor, o qual dispensa qualquer outro comentário. Seremos sempre gratos a Deus por ter colocado dom Albano em nossas vidas. É pena que nem todos saibam desfrutar do amor gratuito que dom Albano tem por cada um de nós.

CARMEN MARIA RABELLO DE OLIVEIRA (secretária paroquial) e SERRA CLUBE LONDRINA - Londrina



Padre José

A ''Soame'', Organização Não-Governamental (ONG) que funciona em Rolândia, apresenta seus votos de felicitações a esta Folha pela reportagem feita com os monsenhores José Agius e Bernardo Gafá. Especificamente, nós de Rolândia, ficamos felizes com as palavras ditas sobre a atuação do padre José Agius em nossa comunidade. E, realmente, do padre José só podemos falar o melhor. Para nossa ONG, que cuida de 185 menores, o padre José tem sido um pai. É ele um dos incentivadores do nosso trabalho, procurando ajudar também materialmente na manutenção dessas crianças nos projetos. A nossa ONG mantém ainda projetos de alfabetização de adultos, cooperativa de costureiras, educação infantil, escola de informática e outros vários. E é sempre ao padre José que recorremos quando as coisas começam a apertar. Agradecemos, então, de público, a bela reportagem da Folha, e agradecemos ao padre José pelo seu trabalho em prol da comunidade rolandense.

MARIA LUIZA MLLER (ONG Soame) - Rolândia

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