CARTAS
Podemos salvar o país
Acompanhando os acontecimentos políticos, mais particularmente no Congresso Nacional, fiquei imaginando o que o simples cidadão poderia fazer para impulsionar o retorno das tão importantes moralidade e ética política. O voto é nossa salvação e, mesmo sabendo que existem alguns bons deputados e senadores, está na hora de mostrarmos nossa insatisfação com os governos que prometem, não cumprem e ainda escancaram o desvio de recursos públicos como se isso fosse o correto e com os congressistas, que por se deixarem levar pelas alianças políticas, às vezes não votam dentro da moral que o povo merece. As eleições de outubro estão aí, vamos mostrar que importantes somos nós. Que quem precisa de nós são eles e dar um basta naqueles que já estão muito acostumados a fazer pouco caso com as reais necessidades do povo. Por isso, concito-os a não votar em nenhum desses políticos que nos desrespeitam e principalmente nesse presidente que achou melhor alegar que nada sabia não tendo sequer humildade de admitir que seus companheiros erram e muito. Vamos eleger verdadeiros representantes, que honrem o lema governo do povo, pelo povo e para o povo.
UBIRAJARA DIAS PAREDES (ex-comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Paraná) - Londrina
Somos cidadãos?
Hoje assistimos pacificamente a ''pizzaria Brasília''. E o máximo que estamos dispostos a fazer é comentar com o irmão, pai, mãe ou quem quer que seja que esteja ao nosso lado, sentado comodamente num sofá em frente à TV. Desferimos críticas, nos indignamos, debatemos soluções e só, nada mais. Falta de exemplo não é. Na França a população saiu às ruas recentemente, bateu, apanhou, gritou e conseguiu modificar a lei do primeiro emprego. Temos também o exemplo nacional dos caras-pintadas, mas parece que tudo se apaga de nossa memória quando ouvimos a palavra ''mensalão''. Talvez, exista algum efeito paralisante que só nos permita ''molhar o bico'' e proferir ''é uma vergonha''. Será que o problema real do Brasil são os políticos que tanto criticamos ou nós mesmos? Nós que conquistamos a democracia e sentamos no sofá!
FELIPE AUGUSTO MAZZARIN DO LAGO ALBUQUERQUE (estudante) - Guaíra
Bobo da corte?
O famoso personagem ''Alibabá e os quarenta ladrões'' se tornou mundialmente conhecido por milhares de leitores e conquistou seguidores. No Brasil, já existe o ''Lulalá e os quarenta denunciados''. O que diferencia os dois é que o primeiro é ficção e ''tinha conhecimento'' das ações de seus comparsas, exercendo liderança sobre eles, enquanto o ''nosso'' é real e insiste em afirmar que ''nada sabe'' sobre as atividades ilícitas dos quarenta denunciados que, a rigor, formavam a coluna mestre de seu governo. Lula sabia ou não sabia? Se sabia é cúmplice, merecendo exemplar punição cuja pena há de ser aplicada pelo povo nas próximas eleições presidenciais. Se não sabia, resta demonstrada cabalmente sua incompetência para o exercício do cargo, deixando de ser o ''Lulalá e os quarenta denunciados'' para se tornar o ''Bobo da corte''.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix
Falso sequestro
Quase fui vítima de um falso sequestro na última quinta-feira à tarde. Atendi uma ligação a cobrar e um homem, com voz firme, disse ser da Polícia Militar. Muito receosa, disse meu nome. A princípio, ele perguntou se todos meus familiares estavam em casa. Como desconfiei, disse que estavam. Depois, ele disse ter acontecido um acidente e que um dos corpos estava com o número do meu telefone. Então, pediu para eu dizer o nome de um parente. Falei que não diria. O sujeito disse que eu estava obstruindo a investigação da Polícia. Respondi que tinha todo direito de descofiar, pois a Polícia estava me ligando a cobrar. Ele disse que era uma ligação transferida e que a chamada não seria cobrada. Pedi para que ele me dissesse como era essa pessoa. Ele fingiu perguntar para um superior e respondeu que era uma mulher. Perguntei qual a descendência dela (caso se tratasse de um parente meu, obviamente seria oriental). Ele respondeu que a pessoa estava desfigurada e sem documentos. Disse podia ser um milhão de pessoas. Ele novamente perguntou se eu poderia dizer algum nome de parente, mas insisti em não dizer. Ele desistiu e disse que se fosse um parente meu, ligaria. Como não houve crime, não registrei queixa na Polícia. Só relato isso para deixar em alerta à população de Assaí.
MARIANA MASSAKO SHIBAYAMA (desempregada) - Assaí
Você confiaria?
Você confiaria num prefeito que pede votos a um deputado que está envolvido em corrupção? Em um vereador que pede votos a um deputado que estava envolvido em acidentes de trânsito por estar bêbado? Em um vereador que quer mais vagas para os parentes? Qual o interesse de um deputado que foge da Justiça (como o diabo da cruz) em fechar acordo com 100 prefeitos e que interesse estes prefeitos têm em apoiá-lo? Faça a pergunta ao seu prefeito, vereador, autoridade municipal, estadual, federal, a pessoas que têm cargo comissionado, seja lá qual for. Pergunte por que apoiam este político que só quer vantagens para si? Quando alguém apresentar a você um político profissional ou que esteve ou está envolvido em corrupção, desconfie, mas desconfie dos dois. A lei que eles mais conhecem é a lei do Gerson: levar vantagem em tudo.
OMAR BENEDITO GOMES DE AZEVEDO (representante comercial) - Londrina
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





