CARTAS
Jardim Botânico
No momento em que os candidatos começam a definir suas respectivas candidaturas, a necessidade de votos faz com que essa gente se lembre da abandonada Londrina e de todo o Norte Velho. É nessa hora que começam a surgir as pedras fundamentais e as promessas de inauguração. A mais recente é o Jardim Botânico. Esqueceram as autoridades que Londrina já tem um autêntico jardim botânico, o Parque Arthur Thomas, que está abandonado e transformou-se em criadouro de carrapatos. Em um ano de eleição, vem o governador do Paraná vender a idéia de um memorável jardim botânico. É irônico que os governantes tenham a cara-de-pau de alardear a construção deste jardim, enquanto o que está feito não recebe o mínimo de cuidado. Quando passar a campanha, o Norte do Paraná terá ganho uma maquete e uma promessa de jardim que, se um dia for concluído, terá o mesmo destino do Arthur Thomas.
NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante) - Londrina
Lixo da corrupção
Se o lixo que vai para a lata de lixo, não é lixo, o que é isso? No Brasil nosso lixo é um luxo, se o que vai para lata de lixo é o que sustenta muitos de nós, isto não é lixo. Na lata de lixo se encontra até pequenos seres humanos abandonados, isto não é lixo nem luxo isto é vida que respira na lata de lixo. Então o que é lixo na lata de lixo? Se o lixo que é mais lixo está fora da lata de lixo, ele fala e dá ibope na TV e em outros veículos de comunicação: é o mensalão, é o Jefferson e são todos os políticos que se embrenharam no caminho da corrupção que assola o futuro da nação. Como nós, pobres mortais, sobrevivemos sem ação dentro deste turbilhão? Nas vésperas de mais uma eleição, vamos discutir, formar opinião para poder banir maus políticos, acabando de uma vez por todas com estes baderneiros que fazem festas, dançam em plenário com o dinheiro público.
REINALDO DE OLIVEIRA SILVA (microempresário) - Londrina
Acesso à Rodoviária
Os motoristas que acessam a Rodoviária pela Rua Potiguares à noite estão sendo vítimas de assalto. Ao odebecer a sinalização e parar no semáforo da Via Expressa (Dez de Dezembro), eles são prato cheio para marginais e assaltantes que se aproveitam da ausência de policiamento no local. Por que alguém da Prefeitura, com alguma inteligênica, não abre uma rua prolongando a rua Caingás até a entrada da Rodoviária? Tal medida, evitaria o transtorno dos assaltos aos motoristas.
SEBASTIÃO FERREIRA ALVES (corretor de imóveis) - Londrina
Resíduos na UEL
A coordenadora do programa de gerenciamento de resíduos químicos da UEL, Carmem Luísa Barbosa Guedes, tem sido obstinada e renitente em sua luta por uma Londrina limpa. Tem criticado empresas que estariam dando uma destinação inadequada aos seus resíduos. O que talvez ela desconheça é que a maioria das empresas de grande porte são continuamente fiscalizadas por toda sorte de órgãos ambientais, seguem à risca uma rigorosa legislação e investem em tecnologia que permitem dar uma destinação adequadas aos seus resíduos. Na UEL foram encontrados produtos tóxicos/explosivos expostos ao ar livre, armazenamento e destinação fora dos padrões, um crime ambiental embaixo do seu nariz. Ela que conhece tão bem a legislação, que tanto cobra das indústrias de Londrina, tem sido permissiva com a universidade. Onde estão os órgãos ambientais do Paraná que ainda não multaram a UEL?
MÁRCIO AMÉRICO ALVES (escritor) - Londrina
Crematório
Por que não se instalar um crematório em Londrina? Os cemitérios estão com dificuldade de espaço e o atendimento é precário, o que é muito desagradável para quem precisa se utilizar desse serviço. Nos tempos atuais, encaramos as coisas de maneira mais prática. A aceitação e compreensão dos fatos nos induzem a pensar e agir, diferente do passado. Seria uma opção, cada um poderia escolher dentro de suas possibilidades, e pontos de vista, o que lhe conviesse. Deveriam fazer uma grande pesquisa onde o povo pudesse assinar confirmando sua opinião.
IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) - Londrina
Sugestão ao LEC
No ano de seu cinquentenário, o nosso Londrina Esporte Clube (LEC) melancolicamente chega quase ao fim afogado pelas mazelas administrativas. A falta de dinheiro para o oneroso custeio, aliado às dividas não podem ser tão caras como dizem. Para que hospedar a equipe em hotéis luxuosos ou viajar em primeira classe de aviões, se os resultados nem sempre são conquistas? As malfadadas ''conquistas sociais'', com voracidade cobradora e arrecadora, igualmente contribuíram para o desastre atual. Cada um que conhecesse o íntimo de qualquer organização semiprofissional adotaria uma melhor conduta. Nada de bom aconteceu nesta última década e o time foi gloriosamente para a terceira divisão, onde nem vaga conseguiu. Como co-fundador do ''Caçula Gigante'', deixo uma sugestão: vamos começar tudo de novo e preservar o nome da nossa urbe: ''Londrina Sporting Clube''.
ANTONIO TOKAIRIN VIANNA DE CARVALHO (médico aposentado) -Londrina
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