CARTAS
Impeachment já
Bendita seja a OAB e a ''Carta de Minas Gerais'' e sua autora Elenice Carrille que, num momento de plena lucidez, expõe aos brasileiros e ao mundo o delicado momento que atravessamos e a ''necessidade em analisar jurídica e politicamente o pedido de impeachment do presidente Lula''. Por muito menos apeamos do poder Collor & companhia, que pelo visto fizeram apenas um ''cursinho'' em matéria de corrupção, ao contrário da quadrilha instalada neste governo acéfalo, que nada vê e nada sabe. Nada sabe porque não governa, nada vê pois lá nas alturas a bordo do avião presidencial em seus devaneios diplomáticos não consegue enxergar o que deveria. Vivemos uma aberração de natureza política, e pior, patrocinada por quem sempre defendeu a ética e a moral na política, o combate à corrupção, o trabalhador e, principalmente, as instituições - totalmente ignoradas no episódio da quebra do sigilo fiscal envolvendo a CEF. A iniciativa da OAB nos remete à verdadeira democracia, dando-nos uma oportunidade ímpar que não pode ser desperdiçada com pífios argumentos de que o Brasil não suportaria um novo impeachment. O que o país não suporta é ser saqueado pela ''elite podre'' de políticos responsáveis pelo maior estelionato eleitoral da História do Brasil.
LUIZ CARLOS FLÁVIO (funcionário público) - Londrina
Restrição a vans
Dizer que as ruas estão cheias das conhecidas vans escolares não é necessário, basta trafegar nos horários de pico. Com o preço do transporte coletivo em constante alta, a procura por meios de locomoção alternativos cresce e a demanda nem sempre é suficiente. O que chama a atenção é a posição burocrática da CMTU para o licenciamento de vans escolares, tornando-se cada dia mais difícil trabalhar dentro da lei. Acredito haver uma ''união'' no mínimo ilegal entre a CMTU, Associação do Transporte Escolar de Londrina e TCGL. Caso esteja certa, estamos lidando com um tipo de ''protocooperação'' ou, em outras palavras, o conhecido e criminoso cartel! Enquanto uns são impedidos de trabalhar com dignidade e dentro dos parâmetros legais, outros tiram vantagem, usam e abusam do poder conquistado.
ETIENNE LARISSA DUIM - estudante
Ônibus lotado
Estudantes da UEL questionaram a superlotação e garantem que não há ônibus suficientes para a demanda de usuários em reportagem da Folha da semana passada. Há reclamações do tempo de espera e, segundo os usuários, durante a noite o tempo de espera chega a 40 minutos. A exemplo da UEL, estudantes da Unopar também questionaram a lotação e, no início do ano, reclamaram sobre os horários estabelecidos na linha 202 (Roseira-Vale Azul). O horário oficial de saída no período matutino é às 11h40. Entretanto, o ônibus expresso - que parte do ponto da universidade e vai direto ao terminal central - passava às 11h30, incentivando os alunos saírem mais cedo das aulas.
PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina
Frase infeliz
Dom Tomas Balduino afirmou que o ''O MST não é nada santo. Não é um movimento que a gente possa canonizar, mas é a grande força patriótica desse país''. A infeliz afirmação merece ser contestada. O que vemos na TV, rádio e nos jornais é bem outra coisa. O MST deve ou deveria ser a grande força produtora desse país. Aí sim seria digno de homenagens.
AFONSO GARCIA (barbeiro) - Arapongas
Martírio
Os fatos recentes ocorridos no Brasil (mensalão, etc.) já manietaram definitivamente os principais envolvidos e outros surgirão. Diminuída a pseudo aptidão ou desaparecida a circunstância que os elevou ardilosamente a cargos importantes e solenes, voltam à sombra e assistem, em vida, seus próprios funerais. Então, pagam caro e com juros sua notoridade malconduzida: viver em eterna nostalgia e arrependimento é o seu martírio. E pagar os desvios e logros particados contra o povo e contra as leis é o seu destino. É o que a nação espera. Caso contrário, a hipocrisia terá obtido maior notoriedade que o mais puro e verdadeiro sentimento do mais altaneiro e honrado brasileiro.
ANTÔNIO DA COSTA FUNFAS NETO (médico) - Londrina
Paradoxo do TC
Ao mesmo tempo em que fez um alerta sobre o prazo de entrega de contas das prefeituras do Paraná, o notável Tribunal de Contas do Estado anunciou que irá desengavetar contas lá existentes há mais de 10 anos, muitas delas prescritas pelo decurso de prazo, pai generoso da impunidade. Por que manter um organismo tão dispendioso que não oferece à população que o sustenta os resultados esperados? A resposta poderá ser encontrada ao analisar a história recente. Quando um político ou um apadrinhado tem dificuldade em sobreviver com um mísero salário equivalente ao de vice-governador, por exemplo, e que está próximo a aposentar-se, é indicado para o cargo de conselheiro do TC o mais cobiçado e disputado no Paraná. Mas já foi pior. A mesma egrégia Corte dispunha de uma excrescência que concedia ao conselheiro, no dia de sua posse, para efeito de aposentadoria, 15 anos de serviços prestados ao Estado. A prerrogativa foi denunciada depois das aposentadorias dos conselheiros Chiquinho Borsári Netto e Saul Raiz, com 37 anos de idade e com 35 anos de serviço, isto é, iniciaram no glorioso serviço público aos 2 anos de idade.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (funcionário público) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





