CARTAS
Tudo igual
Está na mídia: Lula é que nem massa de pão com fermento, quanto mais batem nele, mais ele cresce. Isso está incomodando a oposição. Para o povo é tudo farinha do mesmo saco. Tanto faz PT como PSDB, todos seguiram a mesma trilha do neoliberalismo. Coisas que o Governo de FHC não conseguiu, foram aprovadas agora com o beneplácito do PSDB, como a contribuição dos inativos, que nada mais é do que um confisco nos salários dos aposentados em 11%. Oposição sim era feita pelos esquerdistas do PT. Agora não existe mais oposição, pois PT e PSDB se igualaram. Muitos que discordaram foram expulsos do PT, e é dessa forma que caminhamos para a reeleição do presidente Lula.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Que país queremos?
O Brasil já foi na mitologia uma ilha itinerante e transformou-se numa nação de dimensões continentais. A terra das oportunidades e de braços abertos para todos os cidadãos do mundo, tornou-se o país do futuro. Um futuro que dia-a-dia é moldado pelas monstruosidades, negligências e desvirtuamento da ética, favorecendo as iniquidades, a escalada da violência e a perda da esperança de seus cidadãos. Constatamos que as regras foram e estão sendo constantemente burladas; não há mais padrões éticos e morais que possam ser utilizados pelos nossos governantes, e no fim das contas, por nós mesmos para resgatar os conceitos de probidade e honestidade, restando apenas a indignação. Meu sonho de país se desvanece à medida que me deparo com a prisão de quem rouba manteiga ou galinhas para comer, e não vejo a punição de quem desvia milhões dos cofres públicos. Torna-se pesadelo, quando ministros de Estado e parlamentares abusam do poder e intimidam pessoas simples, com a quebra de sigilo bancário, enquanto os manipuladores de finanças obscuras e os magos da propaganda se escondem sob o véu de liminares judiciais. Então, o retorno à realidade me remete a Rui Barbosa, dando-me a plena convicção de que o dia em que o cidadão honesto terá vergonha de sua condição, está cada vez mais próximo.
FERNANDO AGUILERA (cirurgião dentista) - Rolândia
Sobrevivência
Estamos diante de um sistema corrupto onde tudo depende da propina em nome da liberdade condicionada. Como funciona o sistema? O ser humano está cada vez mais condicionado a viver enclausurado sobre a pressão de produzir cada vez mais em nome da sobrevivência. Quem são os escravos do sistema? O trabalhador que já tem descontos diretos em seus vencimentos e demais impostos para manter o sistema burocrático. O que é o sistema? É composto de pessoas esclarecidas que detêm imunidade, seja parlamentar ou dos colegas da casa (municipal, estadual e federal), para ditar as regras que nós, contribuintes, estamos sujeitos. O que fazer contra o sistema? Neutralizar diminuindo o consumo, não corromper ou deixar ser corrompido, respeitar os direitos de seu semelhante para que possamos recuperar a dignidade pela sobrevivência que em época de eleição é comprada pelo voto em troca de esquecidas promessas de campanha em prol da melhoria de vida dos trabalhadores. Seja cidadão, exija seus direitos, lute sem violência, repudie quem quer tirar proveito de tudo e de todos.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (eletricitário) - Londrina
Cobrança ilegal
Ainda bem que foi suspenso o acordo feito entre Ministério das Comunicações e a Anatel, acordo que só favoreceu as empresas telefônicas. A assinatura básica não foi alterada e muito menos extinta como queria o ministro Hélio Costa. Imaginem daqui 20 anos quanto estaria o valor dessa injusta, inconsequente e maldosa assinatura básica? Na minha opinião, é ilegal. Li o contrato de compra da minha linha telefônica e não achei nenhum item que diz sobre a cobrança da tão criticada taxa, e também nem assinei compromisso algum autorizando tal cobrança. Gostaria de conclamar a todos que pagam essa indevida taxa obrigatória a formar fileira num protesto contra essa cobrança. Todas empresas telefônicas foram blindadas pela toda-poderosa Anatel que nem o direito do consumidor conseguiu convencê-la da ilegalidade.
OCTACILIO PONTES CAMPOS (aposentado) - Londrina
Fórmula Truck
Corre na imprensa de todo país que Londrina não terá mais as etapas das corridas de Fórmula Truck e Stock Car. Todos sabemos que tais eventos trazem movimentação para cidade, porém o que vemos é um total comodismo do poder público (o prefeito nem comenta o assunto). Não sei se o prefeito ou alguém ligado a ele costuma ler este espaço, mas será que não estaria na hora de descruzar os braços e ir à luta, convidar os políticos e empresários de prestígio de nossa região (como o ministro Paulo Bernardo) e negociar junto às empresas organizadoras a volta destas provas para Londrina? Ou fazer algum tipo de investimento no autódromo para atrair de volta esse pessoal? Não podemos ver as coisas escapando de nossas mãos e ficar parados. Vamos lutar pela nossa cidade, agora sim é hora de demonstrar que sabe fazer política. Tenho um amigo que está na cidade há seis meses e disse que nunca viu o prefeito em nenhum veículo de comunicação!
JOSÉ FERNANDO CARVALHO (contador) - Londrina
Correção
- A reportagem ''Grupo monta projeto para zerar dívida'', publicada na capa da Folha Economia (19/4), traz duas incorreções. O valor atual da dívida pública brasileira é de R$ 1 trilhão e a dívida consolidada ao final de 2002 era R$ 881 bilhões. Pedimos desculpas aos nossos leitores
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





