CARTAS
Diga não!
Presenciamos mais uma falta de caráter dos nossos parlamentares na votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) antinepotismo. Nosso país está parecendo um grande cassino com jogadas de mestre só que sempre a favor da banca (os políticos e seus familiares). Nós, povo e eleitores, que somos a grande maioria não temos direito de mais nada a não ser votar (direito não, obrigação!). Quero fazer um alerta a todos os eleitores. Até agora fomos coadjuvantes nas decisões. Só não devemos nos esquecer que este ano tem eleição e é a nossa vez de mostrarmos que somos sim atores principais: nosso valor e nossas vontades é que devem prevalecer. É claro que os que estão fora e os que vão querer continuar virão pedir nosso voto e desta vez vão ouvir em alto e bom tom: não!
GERSON NAVARRO DE OLIVEIRA (consultor de informática) - Londrina
Voto nulo
Tenho 16 anos e tirei ontem o meu título de eleitor. Vou votar nulo em 2006 porque não aguento mais esses mensalões, propinas, desvios de dinheiro, etc. Decidi não compactuar com esse sistema político ultrapassado que só sabe roubar. E votando nulo, acredito que é possível mudar o Brasil para melhor, já que com mais de 50% dos votos a eleição é anulada e uma nova tem que ser marcada. Antes de dizerem que estou jogando meu voto fora, quero dizer que jogar voto fora é votar no ''menos pior'', já que nunca vamos encontrar esse ''messias'' que todos continuam procurando. É hora de mudar o sistema e a mentalidade do brasileiro que acha que os políticos são os donos do Brasil. Lembrem-se que eles são minoria e nós maioria. Eles que têm que temer o povo e não o contrário. Conto com vocês para devolver o controle do país para o povo. Por isso, em 2006 vote 00 e ''confirma''.
NESSER CRISTIANO DE ANDRADE (estudante) - Londrina
Discriminação
A Agência do Trabalhador de Londrina, na Rua Guaporé, está compactuando com empresas que estão agindo ao arrepio da Constituição e da CLT. Conforme anúncio de vaga publicado em seu site, no dia 18/4, pude pessoalmente comprovar quando fui à procura de duas vagas códigos 475768/473433, observei que essa unidade estava compactuando com prática discriminatória, conforme Lei Trabalhista 9.029/95, restringindo o acesso a estas vagas (supervisor de vendas e professor na área administrativa). O anúncio limitava a contratação a candidatos com idade até 42 anos. Empresas desse tipo não merecem respeito e têm uma visão míope do próprio futuro.
LUIZ AGNELO PITTA (administrador desempregado) - Londrina
Veículos na UEL
A matéria sobre a falta de segurança na UEL, publicada no último dia 15 pela Folha, relata a ocorrência de arrombamentos de automóveis de alunos. Concordo com o prefeito do campus, o sr. Laerte Matias, de que o vigia não tem a obrigação de cuidar dos veículos e sim do patrimônio da instituição. Por 5 anos fui aluno da UEL e usuário do transporte coletivo. Neste período, a UEL teve que construir novos estacionamentos para abrigar a demanda crescente dos veículos, enquanto os acessos e pontos de ônibus para embarque eram pequenos e com manutenção falha. Devido a esta desigualdade, acredito que os alunos que reclamam da falta de segurança de seus veículos possam avaliar também toda a estrutura do transporte dentro do campus. Será justo que o dinheiro público ainda favoreça os que possuem condição social mais privilegiada em detrimento do transporte coletivo que é mais econômico, ecologicamente correto e democrático?
JOÃO CARLOS DIAS (gerente de cooperativa) - Mariluz (PR)
Cinema alternativo
Quero deixar publicamente meus parabéns a toda equipe de administração do Cine Com-Tour, ao pessoal da UEL, a Carlos Eduardo Lourenço Jorge e demais pessoas ligadas ao projeto do cinema. Eles conseguiram criar um espaço alternativo de cinema em Londrina de altíssima qualidade. Os filmes exibidos naquela sala sequer se acham nas locadoras, daí a grandiosidade do projeto. É uma pena que durante a semana a sala tenha poucos espectadores. Quem gosta de cinema de qualidade tem que apoiar e apreciar, pois só dessa forma manteremos os espetáculos em cena.
CARLOS EDUARDO SARDI (advogado) - Londrina
Mínimo do Paraná
Os vários sindicatos que atuam em prol da sua classe e assinam as várias convenções coletivas de trabalho com os demais Sindicatos dos Trabalhadores acham que é equívoco pensar que poderemos manter um salário básico no Estado, sendo que há diversificações salariais em cada ramo e região, mantendo sua integridade, padrão salarial e o emprego dos cidadãos paranaenses. Estes, aliás, sofrem pela inconsequência de um péssimo governo federal, seus aliados e correligionários que mostram a sua incompetência, principalmente no setor agrícola que fazia o Paraná ser chamado o celeiro da Nação. O descalabro é notório, desfazendo o poder de aquisição da população, causando prejuízos à indústria e ao comércio. Assim, repudiamos a instituição do salário mínimo no Estado. Querem tirar a autonomia dos sindicatos, representantes legais das várias classes econômicas. As autoridades públicas esquecem a CLT em seu artigo 513, alínea ''a'', que diz que é prerrogativa dos sindicatos representar, perante autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais das respectivas categorias. O artigo 8º, inciso III da Constituição Federal, é claro quando determina que cabe aos sindicatos a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria.
NICOLAU BULGACOV JÚNIOR (presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico no Estado do Paraná) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





