CARTAS
Vergonha
Não dá mais para ficarmos calados diante dessa triste realidade que enfrenta a cidade de Ibiporã. Ficamos surpresas ao saber que o vereador Paulo Sérgio da Silva, o mais votado das últimas eleições, havia sido preso na principal avenida de Ibiporã por dirigir embriagado e não possuir habilitação, e que ainda responde processo por ter sido preso em janeiro pelo mesmo motivo. A população tem uma parte de culpa por eleger alguém que não está preparado para fazer parte da Câmara de Vereadores. Não somos perfeitos e, às vezes, nossa atitude causa problemas, por isso, cabe a nós valorizarmos o voto e analisarmos os candidatos e a sua preparação antes de elegê-los. O que retratamos nesse caso específico do vereador mencionado é apenas um caso isolado dentro da crise política que o país atravessa.
KEILA CRISTINA DE SOUZA (professora) e BIANCA MARIA RITA DA SILVA (estudante) - Ibiporã
Transferência na UEL
Neste ano, a bancada do ''colegiado'' da UEL que analisa currículos foi trocada. Parece que também os critérios de avaliação. Para se capacitar, de acordo com o processo seletivo, há necessidade de que o aluno se enquadre na série à qual pleiteia. Sua inscrição pode ser negada já no primeiro processo de seleção se o mesmo não for enquadrado. Se o candidato atingir média, na avaliação escrita, estará matriculado. Porém, se o mesmo ficar para análise curricular (2 fase), aí então fica evidenciada a incongruência e falta de transparência no processo. Atribuiu-se a eliminação do candidato à diferença de carga horária e adaptação. Obsta-se, portanto, a oportunidade para que o aluno possa conciliar as matérias já realizadas e as que estão ainda por realizar. Cabe ressaltar que as faculdades particulares já elaboram uma grade de matérias para cada ano letivo diferentemente da UEL para que o aluno seja mantido na instituição dificultando, assim, sua transferência. De quem é o interesse? Talvez o Ministério Público possa avaliar.
ANTONIO CARLOS NOGUEIRA (administrador de empresas) - Londrina
Farra do boi
Quanto vale a vida de um boi? Para mim vale mais que a de um ''ser humano'' quando este se trata destes imbecis que, em nome da tradição torturam, espancam e matam cruelmente estes pobres animais inocentes e indefesos para satisfazer seus instintos assassinos, afrontando a moral, a educação, a ciência e a cultura, além de estarem infringindo as leis. Acho que jamais Deus aprovaria esta barbaridade que ocorre justamente na Sexta-Feira Santa. Os catarinenses deveriam se envergonhar desta dita ''festa popular''. E a Igreja, o que tem a dizer desta barbárie?
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê
Filas eternas
Tenho 44 anos de idade e faz exatamente este tempo que eu espero por educação, saúde, segurança e muitas outras coisas básicas para qualidade de vida de um cidadão. Gostaria de saber a quem dou voz de prisão já que se passaram mais de 15 minutos. Sei que os bancos ganham muito dinheiro, principalmente emprestando ao governo, mas lembro que os recursos que eles movimentam são voluntariamente depositados pelos cidadãos. A Folha de Londrina publicou uma matéria onde advogados londrinenses ganharam uma ação de 14 anos com o título''Dever cumprido'', o correto não seria ''dever comprido''? Busquei em minha memória um motivo que me levasse a ficar na fila do banco e não encontrei quase nenhum pois utilizo a internet, o débito em conta, caixa automático, auto atendimento, a rede alternativa (lotérica, mercado, farmácia) e se não me bastar ainda posso mudar de banco. Comemorar a existência e aplicação de uma lei que dá limites de tempo para espera em uma fila de banco é, no mínimo, pouco inteligente.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (produtor rural) - Londrina
Poder do cidadão
No último dia 10, o escritor Domingos Pellegrini Jr. fez com que a frase de Martin Luther King (''O que me espanta não é a violência de poucos, mas sim a omissão de muitos'') fosse esquecida por alguns minutos. Indignado com a demora no atendimento num banco, o escritor deu voz de prisão ao gerente. A Polícia foi até o local, prendeu o gerente e o encaminhou à 10 Subdivisão Policial de Londrina. O delegado Antônio do Carmo afirmou que não houve delito (''parece mais um caso de relacionamento comercial onde houve mal atendimento''). Lamentável esta colocação, pois todos que dependem do atendimento bancário sabem muito bem que ficamos nas filas muito mais do que 30 minutos, principalmente em dias de pico. Todos acompanham os balancetes divulgados pelos bancos, os lucros são bilionários e eles não contratam novos funcionários, ao contrário demitem. Temos que reagir contra os abusos do poder capitalista e a tudo que nos indigna.
ANTÔNIO CARLOS FERREIRA MENDES (servidor público) - Londrina
Caso Suzane
Causou-me indignação a carta ''Caso Suzane'', publicada ontem pela Folha. Suzane e os irmãos Cravinho não decidiram cometer o crime naquela hora porque estavam sob efeito de drogas, sem discernimento do que iriam fazer. O crime foi premeditado por eles, sendo arquitetado muitos meses antes. O leitor deu a entender que só os irmãos Cravinho são culpados. E Suzane pensou nos pais dela? Para mim, ela é muito pior que os irmãos Cravinho. E a respeito de ser uma lástima uma garota de status ser acorrentada como um animal, digo que isto é muito pouco para uma pessoa que friamente pratica um crime tão brutal como este contra pessoas que lhe deveriam ser as mais importantes, pois é assim que considero meus pais por ter dado a vida. Ela deve ser não somente punida pela Justiça, mas principalmente por Deus.
LARISSA MOURA (estudante) - Sabáudia
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





