Japoneses
Quem assistiu ao filme ''Gaijin'' deve ter ficado orgulhoso da raça japonesa e de como os imigrantes lutaram, sofreram e se firmaram aqui no Brasil. Quem tem o privilégio de ser amigo de algum japonês, nissei ou sansei deve também ter gostado. É um povo trabalhador e estudioso. Eu não sou descendente de japoneses, mas sou nascido em Londrina e respeito muito esse povo. O que eu não estou de acordo, e fico envergonhado, é ver na televisão os personagens descendentes de japoneses nas propagandas ou nas novelas serem, na maioria das vezes, expostos como caricaturas ou apalermados. Vejam esse último personagem da novela ''Belíssima'' da TV Globo - o japonês Takai, do restaurante. É uma piada de muito mau gosto. A colônia japonesa e seus representantes também deveriam reclamar com a Globo e exigir uma mudança no comportamento do personagem de tal forma que ele nos desse orgulho e não motivo de zombarias.
OSVALDO SANTOS JÚNIOR (arquiteto) - Londrina

Jornal de serviços
Quero parabenizar a Folha de Londrina e seu colunista Rodrigo Nepel, pelos serviços que vêm sendo prestados através das colunas ''Sua Saúde'', ''Seu Dinheiro'' e ''Seu Direito''. A chance oferecida à pessoas como eu que trabalham poder tirar suas dúvidas.
ALBINA D. DEMARCHI MORENO (estudante) - Cornélio Procópio

Cidadania
Vivemos numa situação de violência, baixa renda, desemprego, políticos corruptos, falta de investimentos na educação, saúde e no crescimento do país. Gostaria de propor aos nossos líderes do país (Executivo, Legislativo, e Judiciário) que trabalhem juntos no sentido de mudar o destino da nação. Vou dar algumas idéias: investir o maior percentual possível na educação, saúde, incentivo e garantia de preço mínimo para agricultura, atualização das leis, controle da dívida pública, diminuição de impostos. Se as microempresas geram um número grande de empregos direto ou indiretos, tem que existir incentivos e facilidades de crédito para este setor. Todos reclamamos da falta de consciência e respeito das pessoas hoje. O que fazer? Colocar na grade curricular das escolas a disciplina ''Cidadania'', que iria tratar de sexo, drogas, religião, trânsito, política, economia, leis, meio ambiente, profissões, enfim, direitos e deveres de um cidadão. Será que vamos mudar este país? Tenho a certeza que sim, não chegaremos à perfeição, mas vamos mudar a médio e a longo prazos.
FLORINDO DA SILVA LIMA (comerciante) - Londrina

Pesquisas
Se os resultados das pesquisas estão certos, cai por terra aquela máxima de que ''cada povo tem o governo que merece'', porque o povo brasileiro não merece tanto vexame e desrespeito. Como se compra tudo nesse país, a esperança é que as pesquisas também tenham sido compradas. Ou, então, que Deus nos proteja.
MARIA A. G. CASTRO (universitária) - Porecatu

Honestidade
Uma pesquisa recente apontou uma situação preocupante e entendo que o momento atual das instituições que são os pilares da democracia, ou seja poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e o comportamento dúbio dos responsáveis pelas mesmas estão diretamente ligados e esta condição. A condição moral do Brasil chegou a tamanha degradação que, como já citou Rui Barbosa, quem é honesto sente vergonha em afirmar. Hoje em dia ''ser honesto'' chega próximo ao sinônimo de ''ser otário''. O que acontece é que em sua essência o povo é honesto e ético. Porém, está cansado de ser humilhado e ver pessoas antiéticas obterem vantagens, se darem bem, no meio político, por parentesco. O povo está descrente nas instituições políticas e de Justiça. A lei só é aplicada com rigor quando é contra ele. Quando é do lado dos políticos, sempre há um imbróglio que muda as coisas e verdadeiros bandidos do poder não sofrem a punição adequada. A maioria depositou suas esperanças no último presidente e vê que o seu comportamento é inadequado, as promessas de campanha foram esquecidas, a corrupção e o descalabro como a ''dança da vergonha'' são considerados mero acontecimento do dia-a-dia.
ADALBERTO BRANDALIZE (administrador) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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