Sercomtel
Londrina está há muito tempo sem perspectiva de algum desenvolvimento econômico. Já foi a segunda cidade no Estado em arrecadação do ICMS, hoje está em sexto lugar. A Prefeitura está falida e com expectativa de ficar pior, pois acabou de transferir uma dívida de R$ 215 milhões da Cohab para com a Caixa Econômica para o tesouro da cidade. Além desse passivo astronômico, mais dois cadáveres financeiros estão a caminho: déficit da CMTU e Codel. Para contar com algum recurso a fim de investir em infra-estrutura na cidade, a única solução é a venda da Sercomtel. Segundo estimativas, o valor de mercado da empresa é de R$ 600 milhões. Desse montante, 55% pertencem ao município o que geraria à Prefeitura R$ 330 milhões. Com esses recursos em mãos, a Prefeitura poderia aplicar no mercado financeiro. Esses rendimentos mensais aplicados em obras de infra-estrutura transformariam o perfil do município, de cidade estagnada para algo pujante. Os recursos dessa venda precisam ser gerenciados não somente pela Prefeitura, mas deve envolver a OAB, Clube de Engenharia, clubes de serviços, maçonaria, entidades religiosas e sindicatos para evitar o sumiço de recursos, com ocorreu na venda dos 45% da Sercomtel.
NIVALDO ANTÔNIO PIGATTO (comerciante) - Londrina

Medo de empregar
Na edição da Folha de Londrina, de 1º de Abril, ''Dia da Mentira'', li que ''não há desemprego e sim medo de se dar emprego''. É a pura verdade. Este problema ocorre nas empresas, principalmente, as micros e pequenas e também na agricultura. O empregador admite o trabalhador em casos de emergência e na última hora, faz uma pequena experiência com o trabalhador e o emprego fica garantido. No momento de registrar e arrumar toda a documentação, o empregado pede ao empregador para que não o registre de imediato para que possa também receber o salário desemprego. Pela emergência, o empregador acaba concordando. Este fato vem crescendo dia-a-dia e até com apoio de alguns sindicatos, transformando-se numa indústria do desemprego. Já passou da hora de rever nossas leis trabalhistas e sindicais para dar mais garantias e direitos aos empregadores, sem tirar os direitos dos trabalhadores.
RUBENS VERPA (agricultor) - Porecatu

Bons exemplos
Em um momento no qual a grande maioria dos políticos está desacreditada temos que cumprimentar os senhores Delcídio Amaral e Osmar Serraglio, respectivamente presidente e relator da CPI dos Correios. Ambos tiveram ações positivas durante todo o processo dando um bom exemplo de conduta correta e de apartidarismo a todo o país. Coisa rara, atualmente, entre os políticos. Confesso que, em função de todo um histórico de maracutaias do PT no governo Lula, tive preocupações em relação à condução da CPI pelo senhor Delcídio Amaral, que é senador pelo partido governista. Penitencio-me por isso.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Violência no trânsito
O trânsito, embora não intencional, mata e destrói vidas numa escalada sem precedente na história. Merece, portanto, a reflexão de todos nós, e de como podemos ajudar para diminuir esse flagelo. Quando saímos na direção de um veículo é preciso que tenhamos a consciência de que estamos indo para uma guerra, onde todo cuidado é pouco, e que estamos sujeitos a sermos acidentados a qualquer momento. Não basta que tenhamos cuidado, é preciso estar na defensiva, pois poderemos ser atacados por outros condutores que não têm responsabilidade e nenhum cuidado com a vida, nem dele, e nem com a dos outros. Os motoqueiros são os maiores perigos: são atrevidos, ultrapassam em alta velocidade e aproveitam qualquer brecha para enfiar suas motos, provocando acidentes. Quanto menos dirigirmos nossos veículos, melhor será para cada um de nós. Foi-se o tempo em que dirigir um automóvel era uma satisfação, hoje só nos causa estresse. O trânsito está caótico, o desrespeito à sinalização e a alta velocidade traduzem o desconhecimento total ao código de trânsito.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

Transporte coletivo
Lamentável a qualidade dos serviços prestados pela empresa de transportes coletivos que atende a região sul de Londrina. Quem está na área central e precisa se deslocar até a Av. Duque de Caxias, no trecho compreendido entre a Av. JK e o Centro Cívico, nunca sabe qual ônibus passará pelo itinerário, uma vez que dependendo do horário e do entendimento da empresa, os ônibus fazem um trajeto diferente: passam pela Av. Dez de Dezembro. É um absurdo tentar identificar os itinerários apenas com uma pequena placa: Via I ou Via Régia, como se nós tivéssemos a obrigação de conhecer as opções. Quando será que Londrina vai deixar de ser uma cidade provinciana? Onde está a CMTU com suas diversas diretorias, gerências e inúmeros cargos comissionados que não consegue pensar uma forma inteligente de identificar os itinerários dos ônibus da região sul?
LOURIVAL BARBOSA (aposentado) - Londrina

Injustiça
Uma mãe que furtou um pote de margarina para dar a seus filhos, acabou presa durante 4 meses. Mas nada aconteceu com a turma do João Alves, o anão do Orçamento, e os envolvidos no mais recente escândalo do mensalão que estão livres e dançando no plenário do Congresso. Mas se na Constituição está escrito que todos são iguais perante a lei, como podemos interpretar tamanho absurdo da execução da lei nesse caso onde apenas os mais pobres acabam sendo presos e o pessoal do ''colarinho branco'' fica impune. Como podemos usufruir nossa cidadania se as leis prevalecem sempre para o mais pobres?
JORGE LUIZ AMPESSAN (professor) - Arapongas

CORREÇÃO
As legendas das fotos da reportagem ''Salário de R$ 437 promete discussão acalorada'', na Pág. 3 de ontem, foram trocadas.

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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