CARTAS
Bom exemplo
Li a reportagem ''Estudante devolve R$ 10 mil em cheques'' (Folha, 9/4), e gostaria de parabenizar o estudante Aluísio Junior e seus pais pela formação de caráter e gesto de honestidade. É um grande exemplo a ser seguido por políticos como Janene, Jeferson, Palocci, Lula, etc. Tenho certeza que os pais desses últimos, se estiverem vivos, devem estar se perguntando: onde erramos? Graças a Deus que ainda existem Aluísios que mostram a importância deste gesto. Atenção eleitor: faça do seu voto uma arma contra esses políticos e não um gesto de lamentação mais tarde.
EMÍLIO ROBERTO DE PROENÇA (professor) - Ribeirão do Pinhal
Começou a fuzarca!
No mundo do consumo, fala-se hoje em ética concorrencial. O que é isto? As empresas brigam entre si pela concorrência, ou seja, nós os consumidores. Chovem reclamações da população e o Procon é prova disso, sendo que as campeãs são as empresas de telefonia, os planos de saúde, bancos e seguradoras que, muitas vezes, na briga feroz por eu e você, não cumprem extamente o prometido nas suas campanhas publicitárias e ações de marketing. Fazendo um paralelo com as campanhas eleitorais, estamos de novo na posição de público-alvo (e que alvo!) nessa ética (que ética?) concorrencial. Da mesma forma que as empresas esquecem do consumidor, os partidos políticos esquecem do cidadão. E os dois esquecem que somos a mesma pessoa. Quer dizer, estão atirando na gente com chumbo grosso. Começou a fuzarca, os esquemas, os acordos, o quem-fica-do-lado-de-quem, o quanto-eu-levo-nisso. E como diz um amigo meu: ''Estou cansado de votar no menos ruim''!
VICTOR BERNARDO DE POMPEI GOUVEIA (publicitário) - Londrina
Por quê?
O governador Roberto Requião quer obrigar os funcionários ativos e inativos a mudarem o local de receber o salário, que lhes é de direito. O aposentado, o mais prejudicado com isso, terá de fazer uma mudança total em sua vida financeira que é quase insignificante, pois o aumento só é conseguido através de greves e poucas vezes essa alternativa é usada. Isto é uma vergonha em pleno 2006 ainda existir o ''cabresto político''. Política neste país é de homens que não são sérios, pelo menos é o que se vê na imprensa como no caso da impunidade do mensalão. A verdade é que, pela reeleição, os deputados fecharam os olhos e nada fizeram para tirar da cabeça do governador tal absurdo. O funcionário pobre e humilde tem medo de ficar sem o salário. Qual é a dos deputados ''vaquinhas de presépio'' que só querem o salário (que não é nada baixo) e serem reeleitos pelos otários (nós, eleitores)? O governador está entrando em terreno que não lhe dá direito constitucional de fazer tal medida. Fica aqui o meu protesto contra este ato arbitrário.
DIRCE CASTANHEIRA NÉIA (professora aposentada) - Joaquim Távora
Lista de corruptos
Por não sabermos quem votou (o voto é secreto) contra a cassação dos deputados corruptos, os meios de comunicação, principalmente os jornais e revistas, deveriam publicar a lista dos deputados que votaram contra a criação da CPI dos Correios e contra a prorrogação da mesma. É muito provável que sejam os mesmos que absolveram os deputados corruptos. É um grande serviço que a imprensa estaria prestando à nação. Sem isso esses larápios voltam a se eleger novamente pois os eleitores não têm informação.
DOMINGOS SANKITH WATANABE (agricultor) - Ubiratã
Vaga na UEL
A prova para transferência externa realizada pela UEL duas semanas atrás me deixou muito indignado porque os organizadores colocaram em edital via online em que as provas subjetivas seriam de acordo com a grade curricular do 1º ano do respectivo curso de Letras (isso em relação aos alunos que iriam ser transferidos para o 2º ano) o que não ocorreu. Pelo contrário, houve reprovação de todos os alunos inscritos. Oito vagas estarão ociosas e não serão mais preenchidas. Isso seria somente para dizer àqueles que foram reprovados que não estão aptos para frequêntá-la, ou somente para afirmar que se trata de uma mera politicagem?
PAULO SERGIO NALIN (estudante) - Londrina
Microigrejas
Sou leitor assíduo deste conceituado Jornal, assim como milhares de leitores de Londrina e região. Confesso que, ao ler a matéria veiculada no caderno Especial, de 2 de abril último, pareceu-me um tanto pejorativo o título: ''Microigrejas pipocam por toda parte em Londrina''. Passa a impressão de disseminação de uma moléstia infecciosa. Não seria mais produtivo se a Folha tivesse abordado o papel social e humanitário dessas igrejas, fatores que mudam a vida de tantas pesoas? Por que esses temas não são abordados quando se trata de denominações evangélicas? Tantas coisas pipocam em Londrina (prostituição, drogas, homicídios) e não conheço nenhum órgão ou entidade mais preocupado em dar sentido à vida das pessoas que a igreja.
ELCIO ROSSI (médico veterinário) -Londrina
®MDNM¯
Nota da Redação: A Folha não teve a intenção de ironizar o surgimento de novas igrejas, mas sim de mostrar o crescimento indiscriminado das microigrejas.





