CARTAS
Animais à solta
Não presenciei a morte de uma cadela a tiros por um policial aposentado. Mudei para Londrina em 1998. Em seguida, assumi a presidência de uma associação de moradores e tentei inutilmente junto à Prefeitura descobrir como poderia resolver o problema dos animais sem dono que vagavam pelo bairro. A única informação que tive foi de que não há um órgão público que se responsabilize pela captura, tratamento, recolocação ou eliminação desta população de quatro patas. Já passei por vários problemas com animais soltos nas ruas. Animais de todos os portes: gatos, cachorros, cavalos e até bois, por incrível que pareça, pois moro em bairro afastado. Ano passado, a Prefeitura recebeu verba federal para implantar um centro de zoonoses. Foi considerado que o investimento não valeria a pena e a verba federal teve de ser devolvida aos cofres federais. Considero que o policial aposentado que eliminou o animal não pode ser acusado do que quer que seja. Ele, não sendo um veterinário para avaliar o grau de periculosidade do animal, estava apenas zelando por uma promessa que fez de proteger à população, tendo em vista que os responsáveis não se interessam por este trabalho em nenhum nível.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Agricultor
Certas atitudes do governo nos parecem paradoxais. Propalam que vão assentar milhares de famílias sem-terra e, agora, fico sabendo pela imprensa que os agricultores inadimplentes serão executados e poderão, inclusive, perder suas terras. Vão executar os agricultores, donos legítimos das terras, já assentados para fazer o que com a terra? Torná-las nuas, improdutivas, com sua infra-estrutura alvo de invasões que resultará em maiores despesas ao governo? Estão assentados, têm experiência e infra-estrutura, são lavradores legítimos, por que desalojá-los? Mantê-los, perdoando e renegociando dívidas e financiando novas safras, ficará infinitamente mais barato e os resultados serão os melhores possíveis. Ao invés de atormentá-los com ameaças, estendamo-lhes as mãos, não vazias, mas com recursos suficientes para mantê-los na terra.
IGARASSU LANDUCCI LOUZADA (aposentado) - Londrina
Dólar furado 2
Ao verificarmos que o governo continua com esta política do ''dólar furado', sentimo-nos na obrigação de continuar a combater esta medida econômica absurda. O dólar está com cotação baixa porque através de juros altos atraímos investimentos externos, até aí tudo bem. Mas quem paga estes juros altos? São os exportadores que, no Paraná, na sua maioria são os pequenos agricultores e indiretamente os trabalhadores, os assalariados. Todos pagamos estes juros altos. Esta política pode vislumbrar um país forte, mas com um povo pobre. É só verificarmos os lucros publicados pelos bancos e a antecipação de pagamentos feito pelo governo. Este dólar furado já está acabando financeiramente com milhões de agricultores e, consequentemente, com os trabalhadores. Até quando nossa sociedade vai permitir este desequilíbrio? O equilibrado seria buscarmos investimentos pagando juros dentro da realidade internacional, e não a taxa atual de cerca de 19%, ou seja, à custa dos exportadores,
ROMEU DEMATTE JÚNIOR (empresário) - Londrina
Revolta
Como dependente do transporte coletivo, me revoltei com o descaso e o desrespeito da TCGL. No dia 23/3, às 17h45, cheguei no ponto de ônibus da Rua Pio XII. Passaram então um Psiu e um 213 (via João Wiclif) que não passam pelo meu destino, a Faculdade Metropolitana. Às 18h20, chegou o 213 linha normal que eu e mais de 30 estudantes acreditávamos que passaria na Metropolitana, mas o fato é que isso não aconteceu. O motorista simplesmente virou na Unopar, tocando direto para o terminal do shopping, sem ao menos informar aos usuários que era aquela a rota definida já que não havia nenhuma placa ou aviso especificando o trajeto. Onde é que vai o dinheiro dos nossos impostos? Até quando isso vai continuar? Ou teremos que viver de esperança até as próximas eleições?
ANDRÉ DE PAULA (estudante) - Londrina
Forças de Londrina
O homem medíocre que se aventura à lição social e política tem apetite urgente: o êxito. Mas existe outra coisa: a glória, almejada somente pelos caracteres superiores. O êxito é passageiro. A glória é definitiva. O êxito se mendiga. A glória se conquista. O homem de mérito adianta-se ao seu tempo, impõe-se dominando, iluminando, fustigando abertamente disfarces, servilismos e atos desonestos. Com isenção de influência político-partidária, afirmo que Londrina tem seus trunfos no Paraná e em Brasília.
ANTÔNIO DA COSTA FUNFAS NETO (médico) - Londrina
Orgulho
Este ano muitos brasileiros sairão às ruas com camisas verde e amarelo, bandeiras do Brasil, etc. Por quê? Porque é ano de Copa, mas e nos outros meses e ano? O brasileiro é criado para se sentir inferior, veja os exemplos de personagens da TV, como o vampiro brasileiro de Chico Anísio, os super-heróis do Casseta & Planeta, entre outros. Por que se sentir inferior? Será que somos? O que temos de criar é uma cultura de patriotismo, ou seja, agirmos para que o Brasil seja um lugar melhor, criticarmos as pessoas que são o câncer deste país (muitos políticos), nos revoltar e nos unir contra injustiças e, principalmente, pensar no Brasil como um país que tem tudo para ser um lugar melhor para todos, não somente no ano de Copa. Muitos brasileiros estão mais preocupados com a Copa do Mundo do que com a eleição deste ano. Seja brasileiro, seja patriota!
BRUNO FONTANETTI FERREIRA (estudante) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





