Que país é este?

A música há muito tempo já questionava: que país é este? Mas tenho certeza que nenhum compositor imaginaria que o Brasil fosse chegar a este ponto. Vemos a corrupção correndo solta. A cada dia novas revelações comprometem nosso presidente e seu partido. Deputados são absolvidos, sigilos bancários são quebrados indevidamente, e as pesquisas eleitorais apontam Lula em primeiro lugar. Há alguns anos, ainda quando era estudante, pintei o rosto, me vesti de preto e saí junto com outras pessoas protestando contra a corrupção. Hoje o sentimento de indignação ainda brota em mim, mas o que fazer sozinha? É triste ver a inércia das pessoas e saber que um país tão lindo como o nosso está nas mãos de pessoas desonestas. Não é esse país que quero para mim e meus filhos.

RENATA CRISTINA DE ALMEIDA MANTTOVANNI (relações públicas) - Londrina


Venda da Sercomtel

Não sabemos ainda o destino da Sercomtel, mas uma coisa ficou clara. Os vereadores querem revogar o plebiscito. Além de acharem que são donos da verdade, estão jogando no lixo a vontade da população que votou contra a venda. É engraçado: o vereador é eleito pelo povo, mas não está nem aí para o que o povo quer. Deveríamos também anular a eleição e tirá-los da Câmara. Não perdi meu tempo indo votar para depois ser ignorado. Não dá para entender por que tanta ânsia na venda. Poderiam ocupar melhor o tempo e solucionar os vários problemas da cidade.

PAULO HENRIQUE HERRMANN (contato publicitário) - Londrina


Exame da OAB

Penso que o exame da Ordem deve existir sim! No entanto, deveria ser mais humano e justo, pois é humanamente impossível a pessoa sair de um curso de cinco anos e, logo em seguida, fazer uma prova contendo 100 questões objetivas em 5 horas. Dividido por questão, daria uma média de 3 minutos por questão. O sujeito nem pode ler direito a questão para responder. Isso é justo? Por que não dividir a prova em dois dias? Será que esse método não daria para avaliar os conhecimentos dos candidatos ingressantes na atividade profissional? Fica registrado como sugestão ao conselho da OAB e manifestada minha indignação com essa forma aplicada.

LEANDRO MORINI MARQUES (estudante) - Londrina


Indignos

Os últimos acontecimentos das CPIs serviram para sepultar qualquer vestígio de confiança que ainda depositássemos em nossos corruptos parlamentares. Estamos indignados e decepcionados com tanta safadeza. Salvo raríssimas exceções, nenhum deles presta e nunca mereceu nossos votos. Fomos enganados e estamos pagando o preço dessa ingenuidade. A podridão se espalhou pelos três poderes. A população está pasma e desamparada. A roubalheira é explícita e a impunidade foi comemorada ao vivo na Câmara com a bizarra dança da deputada. A quem recorrer se parece que os três poderes estão comprometidos e acobertam-se mutuamente? Não seria o caso de um impeachment geral? Só mesmo o povo e as entidades representativas teriam tanta força, se assim desejassem.

ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina


Descaso

Sábado à noite, dia 1º de abril, deparei com uma situação lamentável num grande supermercado da cidade. Uma moça deficiente, usando muletas, estava tentando comprar ovos de Páscoa. Diante da dificuldade, perguntei a ela se eu poderia pedir um carrinho, onde ela pudesse fazer as compras sentada. Ela disse que já havia pedido e que não havia nenhum disponível. Mesmo assim perguntei a um funcionário, e ele garantiu que não havia mesmo. Pedi então que ele atendesse a moça, mas ele argumentou que era de outro setor. Diante disso, dispus-me a ajudá-la. Tive então uma pequena idéia da extrema dificuldade que estas pessoas sofrem para caminhar, abaixar, apanhar as mercadorias tendo ao mesmo tempo que sustentar o corpo. Na hora de pagar, o caixa mais próximo estava fechando. Pedi ao rapaz que nos atendesse, mas ele nos aconselhou a ir no caixa apropriado, a uns metros dali. Fiquei indignada, mas com jeito ele acabou nos atendendo. Vi que os funcionários, todos jovens e saudáveis, não estavam sensibilizados para estas situações. Quantos carrinhos para pessoas especiais um supermercado de grande porte deve ter disponível? E por que não trabalha estas questões com seus empregados? Com certeza, seu faturamento permite estas ''extravagâncias''!

MARIA DE LOURDES MARSIGLIA (professora) - Londrina


CMTU responde

Na edição de ontem da Folha, a leitora Caroline Alves faz observações acerca do balanço da CMTU, sem atentar para a necessária separação dos serviços. O balanço, que demonstra prejuízo, nada tem a ver com a arrecadação de multas, seja de agentes ou de videovigias. O Fundo de Urbanização de Londrina, que engloba o trânsito, tem seus recursos direcionados obrigatoriamente para a melhoria do sistema viário, conforme reza o artigo 320 do Código Nacional de Trânsito. Esses recursos e essas atividades não fazem parte do balanço mencionado. O prejuízo demonstrado refere-se à operação global da companhia, que executa os mais variados serviços para a cidade, tais como limpeza pública, varrição, coleta de lixo, gerenciamento do transporte coletivo, fiscalização de ambulantes e feiras-livres, por exemplo, sem esperar lucros. Esses serviços geram despesas e, em sua maioria, não têm receita ou a receita não é suficiente. É o dia-a-dia necessário à manutenção dos serviços utilizados pelo cidadão. A CMTU está aberta à sra. Caroline e a todos que desejarem conhecer melhor o seu funcionamento.

NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA

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