CARTAS
CMTU
Gostaria de levantar alguns questionamentos para que os leitores e, principalmente, as autoridades fiscalizadores da lei e do patrimônio público reflitam: O que é a CMTU? Onde é empregado o dinheiro gerido por essa empresa? Sabe-se que é uma empresa de economia mista, ou seja, visa o lucro e, contraditoriamente, administra o fundo de trânsito, mas, onde está sendo aplicado o dinheiro de tantas multas, principalmente as de videovigia que já passam de 45 mil? É também responsável pelo gerenciamento de serviços vitais para a população, como coleta do lixo, limpeza e transporte coletivo, então, como pode visar o lucro? Lucro esse que não está sendo alcançado, pois o balanço de 2005 publicado no jornal demonstra um prejuízo de R$ 2,4 milhões, e o acumulado passa de R$ 8 milhões de prejuízo? Quem tem interesse nas ações de uma empresa como essa? A Sercomtel deu ''prejuízo'' e querem vender, farão o mesmo com a CMTU?
CAROLINE MENARA ALVES (analista contábil) - Londrina
MST e a ecologia
Curitiba sediou um evento com o pomposo nome de 8 Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), que atacou indiscriminadamente o agronegócio e do qual faz parte o ''grande'' ecologista MST, agora já usando o nome multinacional de Via Campesina. Lembramos aos ''distraídos'' organizadores que as recentes destruições e roubos promovidos pelo MST em fazendas, viveiros florestais e laboratórios não são fatos isolados e que o mesmo vem dizimando as áreas desapropriadas para reforma agrária há muito tempo. Se a preocupação das ONGs, ditas ecológicas, for além da luta ideológica, poderiam dar uma passadinha lá na Araupel, onde o MST já destruiu mais de 10 mil hectares de mata nativa nas áreas assentadas e agora o governo desapropriou, pelo fabuloso valor de R$ 132 milhões, mais 25 mil hectares, dos quais 13 mil são de reservas florestais e 6 mil de reflorestamento de araucária. Será que nós, produtores rurais, que estamos apanhando das condições climáticas e dos descaminhos dos governos, ainda temos que ser taxados de destruidores da natureza e ouvir propostas de novos impostos ecológicos?
MARCOS MENEZES PROCHET (presidente da União Democrática Ruralista) - Paranavaí
Sigilo
O Professor Luizinho (PT-SP), o deputado mensaleiro, deve fazer uma palestra aos companheiros petitas abordando o tema líquido/sigilo. Explico: em todo projeto de caixa d'água instala-se um ladrão para dar vazamento ao excesso de líquido. Em grandes projetos, claro que de caixas d'água, costuma-se instalar vários grandes ladrões, dando-lhes nomes como ''Cachoeira'', ''Diniz''. Em Caixas Econômicas, ao contrário, o sigilo é procedimento ético e não pode contemplar ''vazamentos''. A confusão entre o líquido (da caixa d'água) que deve vazar e o sigilo (da Caixa) que não pode vazar, às vezes confunde ''trabalhadores'', como o torneiro mecânico que faz o ladrão (tubo de descarga feito no torno) e o burocrata que segue mecanicamente o sistema. Nessa confusão primária, o intelectualizado FHC vai às gargalhadas com o sermão: ''A ética do roubar''. Afinal, popularmente falando violaram o sigilo do Francenildo em esquema semelhante ao do mensalão: a retaguarda pratica o crime e a vanguarda recepta o produto.
AGOSTINHO FARREL PIANTINI JUNIOR (aposentado) - Londrina
Apologia à safadeza
A população brasileira assistiu indignada a um repugnante espetáculo de uma deputada federal que numa atitude típica de pessoas pobres de espírito dançava freneticamente para comemorar a absolvição de dois safados pelo plenário do Congresso. Essa mesma senhora foi indicada por seus asseclas como relatora em um processo de cassação (parado por motivo de ''doença'' do acusado), que apura denúncia do recebimento de R$ 4,1 milhões do ''Valerioduto'' por um lídimo congressista que, sem nenhuma modéstia, aparece na TV afirmando comandar mais de 50 municípios paranaenses. ''Política é a arte e a técnica de dirigir e administrar corretamente o Estado, tanto no sentido da razão quanto no da ética, como uma única orientação: a supremacia da Justiça''. Pena que vossas excelências, em grande número, mesmo sabendo ser a honestidade uma virtude imanente a todo ser humano, persistem em fazer de suas vidas uma prática constante de atos incompatíveis com a honra e a dignidade.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (funcionário público) - Londrina
Crimes hediondos
Há uma preocupação muito grande da sociedade em combater os crimes chamados hediondos, aqueles definidos na lei 8.072/90, e que causam repulsa dada a sua gravidade. São crimes graves e devem ser punidos à altura. No entanto, é curioso que os crimes de desvio de dinheiro público, geralmente de milhões de reais, não são considerados hediondos. O desviador de dinheiro público deveria ser considerado o pior dos assassinos, pois com seu gesto (desvio) causa a morte de centenas de pessoas inocentes nas portas dos hospitais por falta de remédios, de alimentação, de consulta, de UTIs. Enquanto o latrocida (pessoa que mata para roubar) mata apenas um, o corrupto mata centenas. Quantas mortes foram provocadas ou poderiam ser evitadas? Quantas crianças (falcões do tráfico e outros) poderiam ser salvas? Quantos sofrimentos poderiam ser evitados com os milhões desviados dos escândalos PC Farias, FonteCindan, reeleição, Banestado, Ama-Comurb (Londrina), Paolicchi-Gianoto (Maringá), Valerioduto (mensalão), etc.? Ao invés de colocarmos esse tipo de marginal (que desvia dinheiro público) nas penitenciárias em regime fechado, os colocamos para dirigir o nosso destino.
ANTONIO JOÃO DE MELO (funcionário público) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





