CARTAS
Brasil no espaço
É interessante o momento que escolheram para mandar um brasileiro para o espaço - favor não confundir com o ex-ministro Antônio Palocci, que também foi pelos ares. Copa do Mundo, ano de eleições e o governo, em seu último suspiro, tenta mostrar seus grandes feitos, entre eles, mandar o astronauta Marcos Pontes para o espaço com o objetivo de plantar feijão. É exatamente a mesma experiência que todo estudante faz quando criança, utilizando um tubo de ensaio. Toda essa aventura ao custo de 10 milhões de dólares! Enquanto o astronauta vai para o céu, a educação e a saúde do povo vai para as profundezas do inferno.
NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante de Direito) - Londrina
Combustíves
A safra de cana começou há quase um mês com a promessa de que o preço do álcool abaixaria. O governo federal da ''incomPeTência'' baixou a porcentagem de álcool na gasolina. Resultado: não só subiu o preço desse combustível como aumentou ainda mais o preço do álcool. Até quando seremos obrigados a ouvir dos usineiros e das distribuidoras a desculpa esfarrapada do aumento da demanda? Até quando tudo será justificativa para aumentar os preços? Há poucos meses, o álcool custava em torno de R$ 1,20, contra os R$ 2,08 de hoje (um aumento de quase 90%), contra 4,65% de INPC acumulado nos últimos 12 meses. Isso sem contar que em Curitiba o preço dos combustíveis está baixando. Onde está o presidente do Sindcombustíveis com suas respostas prontas? O Ministério Público e o Procon precisam agir, pois são as únicas instituições que a população ainda pode contar. Talvez falte a nós um pouco de sangue francês correndo nas veias.
RUBENS BARBOSA JUNIOR (auxiliar de departamento pessoal) - Londrina
Av. Ayrton Senna
Não é possível que uma Prefeitura do porte de Londrina não tenha uma alternativa para uma saída negociada no caso da abertura definitiva da Av. Ayrton Senna. O obstáculo imposto no caso da troca do terreno é muito pequeno para a importância da obra. Sem ela o transtorno no trânsito daquela região é muito grande. Como está semi-abandonada, às escuras e sem sinalização, aquela artéria está servindo de pista para ''rachas'' automobilísticos e outras orgias. Acho que, com mais vontade política, arrojo e criatividade o problema pode ser resolvido com rapidez. Já se comenta na cidade que, no ritmo que a obra anda, o seu nome será mudado para Av. Rubens Barrichello.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Quebra de sigilo
Funcionários públicos, provavelmente acobertados por alguém muito superior, violaram o sigilo de um cidadão. Sigilo bancário, telefônico e fiscal é protegido pela Constituição a todos os brasileiros. Sua violação é crime que viola todos os direitos básicos de um cidadão. Os responsáveis deveriam ser imediatamnte demitidos, presos e processados criminalmente. Mas estamos no país da impunidade e os responsáveis provavelmente perderão os cargos por vontade própria. O presidente Lula, ao tomar conhecimento, deveria imediatamente demitir os envolvidos, porém o mesmo se encontrava em campanha e muito ocupado inaugurando algum novo estacionamento público, não tendo tempo para assuntos menores.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
Não ao aborto
Estamos mais ou menos acostumados a votar bem ou mal e, a partir daí, não nos preocupamos mais com o ''trabalho'' dos nossos eleitos. Brevemente nossos representantes irão votar projeto de lei sobre a legalização do aborto. Será que não há cristãos suficientes no Brasil para barrar esta barbaridade? Precisamos nos unir contra o extermínio de inocentes e indefesos. Vamos escrever ao presidente Lula e aos deputados exigindo que este projeto não seja aprovado e que nem entre em votação. Estima-se que no Brasil ocorra cerca de um milhão de abortos clandestinos por ano. Se essa lei for aprovada esse número deverá crescer muito e pagaremos a conta através dos planos de saúde ou da saúde pública. E crescerá muito também o número de mulheres sofrendo de depressão e culpa pelo crime que cometeram, pelo assasinato de seu próprio filho. Vamos agir e rezar para que os deputados rejeitem essa lei.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã





