Impunidade

Sou médico e faço plantão duas vezes por semana à noite num Pronto-Socorro. Posso dizer que tenho todas as noites um acidente de moto, seja por atravessar um sinal vermelho, dirigir bêbado, sem capacete ou com visor aberto. Dias atrás, pouco depois das 5 horas da manhã, foi levado pelo pessoal do Siate um cidadão bêbado que tinha se acidentado (graças a Deus sozinho ao bater no meio fio do Lago Cabrinha). Foi suturado, foram feitos curativos e medicado. Ficou numa maca dormindo até o dia seguinte. Quando acordou, nem sequer agradeceu a atenção dada e foi embora. Acredito que deve de ter ido para casa, pegou a sua moto e saiu por aí livre e tranquilo para seguir bebendo e cometer um acidente mais grave ou matar uma pessoa. Qual seria a diferença entre este indivíduo e um assaltante que pode matar um inocente por irresponsabilidade da Justiça? Este indivíduo não deveria responder perante a lei e ter no mínimo a carteira suspensa? Fiz essa pergunta ao pessoal da Siate e, no lugar de uma resposta adequada, só escutei brincadeiras do tipo ''Doutor, faça um curativo e dê açúcar pro coitado''. Deveria haver um protocolo nos hospitais ou deveria ser função do próprio Siate em denunciar este tipo de delinquente. Gostaria de uma resposta do Detran, do Siate ou da Polícia.

RICARDO LUIS MENA VARGAS-PRADA (médico) - Londrina


Falta de educação

Cansada de ser alvo da falta de educação em porta de escola particular, faço uso desse veículo de comunicação para sensibilizar algumas pessoas que no, no mínimo, têm atitudes incorretas para não usar uma expressão mais pesada. As escolas são particulares, mas as ruas são públicas. Necessitamos obedecer as leis de trânsito. Senhores pais, não atrapalhem o trânsito parando em fila dupla, não ameacem atropelar o pedestre que está atravessando a rua, não forcem a passagem colocando em risco a segurança das pessoas e de outros veículos. Não façam grosserias só porque estão com um carro importado. Eu sei que a educação formal não garante obediência às regras para um bom convívio social. Mas, adianta o pai pagar para seu filho uma boa escola (geralmente com mensalidade cara), se ele, pai, não dá um bom exemplo em situações corriqueiras como essa? Pais que agem como donos das ruas e do mundo, principalmente nas portas das escolas, geralmente têm filhos que ameaçam professores com a famosa frase ''eu pago o seu salário''. O pior é que essas crianças e adolescentes chegam às universidades particulares repetindo essa frase para o zelador, para o porteiro e até para os professores. Não podemos educar sem dar um bom exemplo de conduta.

IVONE GUERREIRO DI CHIARA (professora) - Londrina


Caseiro

Estou estarrecido e atônito. Como é que pode um simples caseiro afrontar o segundo homem mais poderoso da República do Brasil e o primeiro da ''república de Ribeirão''? Um país sério como o nosso não pode deixar isso acontecer! Temos que brecar isso já! Vamos vasculhar a vida desse sujeitinho e desqualificá-lo e se for possível arrumar um BO e até prendê-lo. Será que dá para deportá-lo pro Iraque ou pro Haiti? Vamos mandá-lo embora, afinal ele não cumpre com suas obrigações laborativas. Fica espiando as sacanagens, os ''menages a trois'', as nossas mumunhas... enfim é um bisbilhoteiro das nossas altas questões republicanas. É por essa e outras que o BBB-6 não repete o sucesso das versões passadas. Afinal, na vida real da nação há mais sacanagem do que na artifical telinha.

TITO VALLE (advogado) - Londrina


Dengue

Assim como outros cidadãos, recebi uma notificação da Prefeitura de Londrina, sobre a possibilidade de ser multado caso seja encontrado foco do mosquito em minha residência ou comércio. O interessante desta notificação é observar que após vários anos gastando nosso dinheiro na tentativa inútil de acabar com o Aedes aegypti, a administração pública resolva penalizar o contribuinte mais uma vez. Isso é no mínimo, bitributação. Já pagamos pelos carros conhecidos como ''fumacê'', pelo agentes de saúde e tudo o mais. Essa notificação é o atestado de incompetência formalizado pela administração petista. Não estou defendendo nem mosquitos e nem seus criadores, porém, me preocupa o destino final de mais um tributo que estão tentando classificar como multa.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina


Amor à pátria

O Brasil vale muito mais do que qualquer partido político. Não podemos a cada ano eleitoral vivermos sobressaltos econômicos. Tivemos em 2002 a chamada ''marcação a mercado'' que enfiou a mão no bolso dos pequenos e médios investidores. Para a corrida aos cargos majoritários, é uma espécie de vale tudo, inclusive apostar no quanto pior melhor. Temos que superar esses episódios do passado e ingressar na era da civilização democrática. Não adianta tapar o sol com a peneira, o povo sabe muito bem distinguir as coisas. Brasil ame-o ou deixe-o, estamos precisando de muito amor à pátria. Nosso país não merece viver de aventuras, temos que ter rumo, e tranquilidade para trabalhar e produzir, independentemente de quem estiver no governo.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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