CARTAS
Somos palhaços
Essa é a sensação ao término de cada CPI. Esse bando de ladrões disfarçados de parlamentares, zombam descaradamente da população ao inocentar seus comparsas de quadrilha ou de outras participantes do pacto de acobertamento mútuo. Essas CPIs são inúteis. Paralisaram o Congresso e só serviram para escancarar aos olhos do povo que a grande maioria de nossos parlamentares não vale absolutamente nada. Ganham fortunas, não trabalham, roubam à vontade, enganam os contribuintes que pagam seus salários, posam de moralistas e vítimas de armações políticas. Renunciam aos seus mandatos quando acuados, aposentam-se com salário integral ou reelegem-se para continuar lesando nosso bolso. Onde está a OAB que tem muita força e poderia mobilizar-se contra toda essa injustiça? E o Ministério Público?
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina
O grande medo
De que tem medo o PT e o sr. Luiz Inácio Lula da Silva? O que mais pode surgir nos depoimentos feitos às CPIs? Quando o depoente era o motorista do Collor, recebeu todo o apoio da oposição da época, justamente aqueles que, hoje, recorrem ao Supremo Tribunal Federal para calar um caseiro que diz o que sabe sobre um dos homens fortes do governo. Com o agravante da quebra de sigilo bancário do mesmo caseiro, feita em tempo recorde e que sequer foi solicitada à Justiça, quando outros personagens amigos e colaboradores do governo, com solicitações e convocações oficiais, recorrem às liminares para encenarem pantomimas de ''eu não falo'' ou de ''ninguém precisa saber nada da minha vida''. Qual será o monstro que ainda está encaixotado, esperando uma brecha para aparecer em público? Porque o enorme medo que transparece nas ações desesperadas do PT e do presidente Lula nos faz imaginar que ele seja imenso e capaz de devorar muita gente.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Mensalão
Não dá para aceitar, num país como o nosso, as leis são desrespeitadas até por aqueles que as criaram. Exemplo típico e atual é a comprovação do envolvimento de vários deputados federais com o caixa 2, financiado por Marcos Valério. É inexplicável como os nossos representantes no Legislativo federal, a cada dia que passa, nos comprovam que legislam em causa e benefício próprios, fazendo uso em larga escala do corporativismo, do jogo de interesses, do toma-lá-dá-cá, sem pensar no bem coletivo. É uma inversão dos valores éticos e morais, coisa insustentável e inaceitável. Tomara que a memória e a consciência dos cidadãos, no momento de concretizar o voto, nos auxiliem na escolha de melhores candidatos, tendo como base o seu passado limpo e sua idoneidade moral.
WALTER ABOU MURAD (biomédico) - Londrina
Leitura
Como grande homem que foi e sempre apaixonado pela leitura, literatura, Rui Barbosa tinha uma visão futurista quando disse que chegaria um dia em que o homem sentiria vergonha de ser honesto, tamanha era a corrupção no tempo em que ele esteve neste mundo. Hoje a corrupção é de dimensões intermináveis, seu veneno está em toda parte em que se possa imaginar. Ainda temos um presidente que diz que é chato ''ler'', ou seja, estudar, aprender, ter caráter, formação íntegra, opinião própria, pensamento coletivo e não individual, ter fé, andar de cabeça erguida, ser honesto, inteligente, observador, autocrítico construtivo. Nosso governo é corrupto e o sistema falido. E nossos governantes exalam podridão (salvo raríssimas exceções). Esses manipuladores de massas sufocam a educação. Querem um povo ignorante, passivo, inculto, usando a máxima da expressão, um povo burro, sem perspectivas de futuro. Nossos governantes não pensam na próxima geração, mas sim na próxima eleição, a qualquer preço. Não terei coragem de votar de novo, não quero ser conivente com esses genocidas.
SÉRGIO RICARDO (segurança) - Londrina
Salas na UEL
Pergunte aos alunos do curso supletivo da UEL que estão há muito sem estudar e pretendem concluir os cursos fundamental e médio para poder correr atrás do curso superior. Pergunte aos alunos de graduação da UEL que, após o acidente ocorrido no dia 12 de fevereiro, estão com medo de entrar nos prédios que possuem rachaduras nas paredes e foram construídos na mesma época do anfiteatro do CESA. Pergunte à atual administração da UEL, que mesmo sabendo da falta de espaço físico, cedeu duas salas da central de salas para um banco que está se instalando na universidade, sendo que outro banco já existente instalou caixas eletrônicos por todo o Campus sem roubar o espaço do corpo discente. As duas salas poderiam atender 40 alunos cada, suficientes para atender 14 turmas em três períodos.
RODOLFO DA COSTA FUNFAS (estudante) - Londrina
Sentimentos
Durante o período de acompanhamento das pessoas atingidas pela queda da marquise da UEL e suas famílias, percebi o quanto era visível a proximidade com Deus que, mesmo na adversidade maior, os sentimentos de amor, grandiosidade e doação prevaleceram. E quando, no último dia 5, a última família retornou a sua cidade, senti a sensação do dever cumprido, mas me dei conta que, além disso, ficou claro o sentimento de que muitas lições de vida aqui estavam sendo deixadas e que permanecerão vivas para sempre.
NILSA MARIA GODOY LEME (assistente social) - Londrina





