Memorial do Pioneiro

Faço um convite a todos os londrinenses que venham à Concha Acústica ver a belíssima homenagem que a prefeitura fez aos pioneiros. É algo que nos remete ao passado numa visão espetacular do que foi Londrina em meados de 1940, cercada por uma lama vermelha, época em que aqui chegava meu avô. Ainda me estarreço com o poder que esta administração possui em me surpreender. No meio da madrugada nos presenteou com esta magnífica obra. Só fico um pouco chateado, pois a chuva de terça-feira não passou de um chuvisco o que impediu que tivéssemos um lamaçal de fazer inveja a Brasília.

NEWTON LEOPOLDO DA CÂMARA NETO (advogado) - Londrina


Concha Acústica

A revitalização da praça da Concha Acústica causa grande preocupação. O poder público sequer consegue manter os espaços públicos existentes. Os banheiros do Bosque, por exemplo, estão lacrados: preferiram colocar cadeados nas portas a arcar com uma reforma que possibilitasse a utilização daquele local pelos frequentadores. O Lago Cabrinha faz muito tempo que está às escuras. O Lago Igapó é outro espaço que convive com vandalismo e abandono. A combinação descaso do poder público e a falta de educação da população, que emporcalha as poucas áreas de lazer que ainda restam, contribuem para que não tenhamos uma cidade melhor, bonita e agradável. Novos espaços públicos para quê? Para aumentar as áreas abandonadas e a vergonha dos poucos conscientes que ainda acreditam que cada um deve fazer a sua parte.

LOURIVAL BARBOSA (aposentado) - Londrina


E o Zerão?

Tão importante quanto a reforma da Concha, com homenagem aos pioneiros e canteiros floridos, deve ser a reforma do Zerão como um todo incluindo o anfiteatro. Praticamente largado, o espaço que deveria servir de orgulho por todos é hoje usufruído por pouquíssimos. O lugar tem tudo para ser o ''Ibirapuera'' de Londrina com apresentações culturais no anfiteatro e não sob lonas pretas improvisadas como palco, além de quadras poliesportivas. Reclamam de falta de segurança, mas será que duas ou três guaritas da PM não seriam suficientes para proteger o local? Será que em um ano de eleições múltiplas não se consegue verbas também para a reforma completa e definitiva do maior e mais belo espaço de lazer da cidade?

FRANCISCO XAVIER DE ALMEIDA JUNIOR (operador de telemarketing) - Londrina


Ruim de serviço

Cada dia fico mais decepcionado com esta administração municipal. Não satisfeitos em nos deixar no escuro durante meses, pior ainda agora sem o horário de verão, enfim resolveram fazer a readequação da fiação para que vândalos não mais roubem os fios no Lago Igapó 2. Mas pasmem! Estão cavando uma valeta profunda para por ali passarem os fios e desestimular a ação dos vândalos, sabedores de que eles não gostam de roubar coisas que dão muito trabalho. Ocorre que esta valeta está sendo cavada por gente sem preparo ou conhecimento: estão enterrando bancos, destruindo galerias de escoamento de águas pluviais e tudo o mais que tem pela frente. Na primeira chuva que vier a nossa pista de caminhada estará comprometida pois a água não será escoada. Resumindo, para consertar um problema estão criando mais alguns. Vão ser ruins de serviço lá em Brasília!

SAMUEL PINTO DE OLIVEIRA (tributarista) - Londrina


MST

Em entrevista ao ''Bom Dia Brasil'' de ontem, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse com referência à quebra de sigilo bancário de Francenildo dos Santos Costa que ''ninguém está acima da lei''. Me entristece dizer ao sr. ministro que ele está um tanto quanto desinformado. Existe sim, e muitos, acima da lei como os sem-terra que fazem e desfazem e nada lhes acontece. Invadem propriedades alheias, matam gado, destróem plantações, laboratórios e fazendas, derrubam árvores e, pior, atacam pessoas e lhes tiram o seu direito de ir e vir. E o que acontece? Nada. E o que o digníssimo presidente faz? Vive com as suas nádegas coladas no assento do Boeing presidencial fazendo turismo às nossas custas e ainda tem coragem de nos dizer para tirarmos o ''traseiro'' da cadeira e irmos trabalhar! Será que somos nós que precisamos trabalhar?

ROSE MARY APARECIDA DE FREITAS (advogada) - Umuarama


Eu acreditava

Eu tinha esperança de que este país estava mudando sua história. Primeiro o ''candidato operário, emanado do povo'', um declarado defensor dos trabalhadores elege-se, democraticamente, presidente da República. Derrotou outros candidatos se apoiando num discurso de moralidade, de ética, de sobriedade e da tão ambicionada honestidade. Montou sua equipe e a nação, ansiosa, imaginava que teria uma administração diferente das anteriores, principalmente do seu antecessor, um declarado neoliberal que conduziu o país à estabilidade econômica, depois de tantas tentativas frustradas. E o que aconteceu? Nada de novo! Parecia que era o replay do último capítulo da novela. Mas com uma diferença: agora o protagonista da trama não encontrava a ''oposição ferrenha'' que sempre fora praticada contra todos os que assumiram esse papel. Mas por que seria? Descobrimos depois: o maior esquema de corrupção já visto na história do Brasil.

CARLOS EDUARDO BONI (empresário) - Cambé

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