CARTAS
Pedágio
O sistema de pedágio no Paraná é uma das heranças malditas do governo anterior. O sr. Lerner deveria ser duramente penalizado por ter assinado um contrato leonino e tão maléfico para os paranaenses. Aliás, se tivesse mais tempo de mandato, o ex-governador teria vendido todo o Estado. Não bastasse o alto custo do pedágio e a falta de outra alternativa aos usuários, somos obrigados a suportar a arrogância do diretor da ABCR que, para defender seus interesses, desvirtua a verdade sobre os sistemas de pedágio europeu e americano. Temos que continuar lutando sempre contra esse verdadeiro achaque aos nossos bolsos. Parabéns à Folha pelo posicionamento opinativo independente e pelas reportagens esclarecedoras sobre esse escorchante sistema de arrecadação implantado no Estado. Esse é o autêntico ''Jornal do Paraná'', a nossa grande trincheira de luta.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Pedágio 2
Parabenizo a Folha pelas reportagens sobre a questão do pedágio no Estado. Durante os anos de 2003/2005 realizei constantes viagens de Campo Mourão a Maringá (90 Km) para aulas e a conclusão do mestrado na UEM. A conta da viagem era sempre pesada: o custo do pedágio com automóvel e moto representava cerca de 22% e 38% do total gasto para se deslocar, sem falar no constante risco de acidente que o trecho oferece, pois a duplicação parou em Floresta (24 km de Maringá). Poderia citar também a falta de abrigos para motos, telefones de emergência, ponte dupla e não uma ponte ampliada, ondulações no asfalto, sinalização. Um aspecto que me chama a atenção é a preocupação constante dos empregados da concessionária local em carpir as laterais da pista, mesmo quando não há necessidade. As perguntas não querem mesmo calar: o valor arrecadado, os investimentos previstos nos contratos, o direito do povo e a estrada dupla?
SIDNEY KUERTEN (professor) - Campo Mourão
Quem é o palhaço?
Faço minhas as palavras do sr. Domingos Sankith Watanabe, tudo parece estar podre. Dos políticos não é mais novidade a sujeira, depois que montaram as apresentações teatrais (CPIs) onde denominam de ''vossa excelência'' os ladrões que foram lá para depor. Agora, aparece o Supremo Tribunal Federal (STF) dando ''diploma de doutorado'' a estes escrotos que saíram de lá rindo na nossa cara. Que nojo! Ovos e tomates podres é o que estes colarinhos engomados de sujeira merecem quando põem os pés no chão dos aeroportos. Votar neles novamente? Façam isto, e depois cerquem o país do Oiapoque ao Chuí com arame farpado e plantem capim para comermos. ''Palhaços'' somos nós sr. Watanabe. Afinal, colocamos cada um deles onde estão com nosso voto.
VALTER APARECIDO LANDGRAF (assistente técnico comercial) - Cornélio Procópio
(In)versão da UEL
Causou-me surpresa a surpresa da sr Maria das Graças Ferreira com meu artigo publicado pela Folha na última sexta. Como integrante do movimento por melhorias na estrutura do curso de Comunicação, sinto-me no direito de levar a foro público a situação caótica que estamos vivendo, com a falta de técnicos e equipamentos. Meu maior espanto é que a sr Maria das Graças tem acompanhado nosso movimento desde o começo. A diretora do CECA utilizou o mesmo discurso farto em números que escutamos há anos das autoridades. Confesso que agradeceria seus esforços e investimentos se isso não lhe fosse uma obrigação pelo cargo que ocupa. Lamento informar à sr Maria das Graças que algum equívoco deve estar acontecendo, pois os números não representam resultados práticos. Convido a diretora do nosso Centro e todo público-leitor a uma visita aos nossos laboratórios para a simples constatação de que o termo ''sucata'' talvez seja um eufemismo generoso de minha parte. Não vejo meu grito por melhorias como destruidor de nada que foi construído. Talvez destrua apenas a tranquilidade dos dirigentes. Mas isso nada me interessa enquanto estudante.
RENATO FORIN JUNIOR (estudante de Jornalismo) - Londrina
Surpresa ou descaso?
A surpresa da senhora diretora do Centro de Educação, Comunicação e Artes, publicada sábado neste espaço, me espanta. Diz que nos destinou R$ 80 mil em equipamentos e não vê ou faz que não vê 20 alunos digitando reportagens em seis computadores ultrapassados, utilizando dois gravadores de voz enormes (os únicos que ainda funcionam, quando há técnico no laboratório para nos emprestar) e câmeras de vídeo que, quando compradas, há cerca de 20 anos, já eram consideradas semiprofissionais. Os equipamentos de televisão do laboratório de telejornalismo são idênticos à Sharp com caixa de madeira que o meu pai comprou quando eu tinha dois anos, em 1987. O nosso telepronter improvisado é motivo de piada. As câmeras fotográficas, daquelas que a gente gira uma manivela para rebobinar o filme, foram compradas bem antes da era dos vultosos investimentos da atual direção do CECA. Também tive de comprar o próprio computador, a câmera fotográfica e os livros. Na primeira semana de aula, nós dois também compramos nossos gravadores, mais R$ 400 do nosso bolso para fazermos o jornalismo de qualidade de cujo mérito gaba-se uma universidade que só tem sucata a nos oferecer. Senhora diretora, dinheiro público é coisa séria. Precisamos e merecemos equipamentos novos, que funcionem e, principalmente, existam.
WILLIAN SANTOS COSTA (estudante de Jornalismo) - Londrina





