Pedágio 1

Parabenizo a Folha pela discussão em torno do pedágio, inclusive trazendo como funcionam os pedágios pelo mundo. Acho que a Folha poderia conhecer também o modelo paulista de pedágio. O preço também não é barato, porém, percebe-se que o que se paga realmente é investido em infra-estrutura, como duplicação, terceiras faixas, retornos com viadutos, serviço social, atendimento médico e odontológico, entre outros. Motos não pagam e chegam a ter abrigos instalados para proteger os motoqueiros da chuva, áreas de descanso e pernoite para caminhoneiros, sistema ''sem parar'' para facilitar a vida de quem passa com frequência nestas rodovias; o ritmo das obras são acelerados e os avanços são sentidos no dia-a-dia. Enfim, rodovias realmente de primeiro mundo. Se os valores pagos aqui são equivalentes aos pagos em São Paulo, por que não dispomos dos mesmos investimentos?

WALDIR DE OLIVEIRA (empresário) - Barbosa Ferraz



Pedágio 2

Gostaria de parabenizar a Folha pelas reportagens referentes ao pedágio. Viajo quase todos os meses para Curitiba, pago sete pedágios, um valor de R$ 80,60 na viagem de ida e volta. Um roubo pela qualidade das estradas. Para que serve o IPVA e a CIDE? Pagamos três impostos pelo mesmo serviço. No momento não vejo nenhuma preocupação dos nossos representantes no Legislativo (estadual e federal) com a sangria feita com dinheiro do povo. Vemos o governo Requião sozinho nesta luta, mas sempre perdendo no Judiciário. Poder que deveria estar preocupado com o roubo ao dinheiro do povo, mas está apenas preocupado com os contratos secretos feitos no governo anterior. Será que o direito do povo não vale mais do que estes contratos?

PAULO ROBERTO SANITÁ (presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tambaora) - Tamboara (PR)


Bonito na foto

Ao abrir a página 4 da edição de quinta-feira da Folha, pude notar a foto do prefeito de Londrina. Fiquei feliz ao vê-lo, pois já havia me esquecido de sua fisionomia e, por vezes, de seu nome. Já estava pronto para parabenizar a fotógrafa Karina Yamada por constatar que o prefeito ainda existe ou pela habilidade dela em encontrar pessoas desaparecidas. Mas ao checar a foto, constatei que se tratava de foto de arquivo, datada de 12-12-05, coincidência ou não, provavelmente a última vez que ouvi falar dele. Agradeço a Folha por não me deixar na ignorância. Agora sei que apesar de Londrina estar à deriva, o capitão não sumiu.

RAFAEL WITTMANN (engenheiro civil) - Londrina


Servidores

Esta semana acompanhei a votação na Câmara Municipal de Londrina que derrubou o veto à proposta de 21% de aumento para os servidores municipais. O prefeito vai contestar judicialmente esse aumento. Em declarações à imprensa tanto o prefeito como o secretário de Fazenda dizem que não há margem para concessão de qualquer percentual no momento, devido à LRF e à dificuldade de caixa da Prefeitura. Louvável posição se estas mesmas pessoas não tivessem autorizado o aumento de 100% para um grupo restrito de funcionários no ano passado. Por que essa distinção?

JAILSON MARTINS DOS SANTOS (estudante) - Londrina


Direitos inalienáveis

A propósito do artigo ''A prostituição e a moral'', do professor Aguinaldo Pavão (Espaço Aberto 12/3), tenho uma objeção. Ele coloca a questão do ponto de vista religioso e laico sustentando que a prostituição não poderia ser considerada imoral ou ilegal do ponto de vista laico. Lamento pela ignorância quanto à nossa Constituição Federal e seus fundamentos, e por sua fraca concepção de dignidade humana. Como se sabe, nossa laica Carta Magna prevê que alguns direitos são inalienáveis, como o da dignidade humana, por exemplo, que concebe o ser humano como um ''fim'' em si mesmo. Desta forma, não cabe a justificativa dada pelo professor, de que se pode fazer o que quiser com o próprio corpo, pois, a dignidade é um direito do qual não se pode abdicar.

WAGNER RODRIGUES (assistente administrativo) - Londrina


Versão da UEL

Causou-me surpresa o teor do artigo ''Rainha da Sucata'', do estudante Renato Forin Júnior, publicado ontem pela Folha. E mais surpresa ainda fiquei quando percebi que o texto se referia ao curso de Jornalismo da UEL. Quando assumi a direção do CECA uma da metas a que me dispus, foi colocar à disposição dos cursos todo o investimento possível para a melhoria da qualidade do ensino. Naquele momento, todos os cursos do CECA necessitavam de grandes investimentos, já que começava o processo de avaliação do MEC. Nos últimos quase quatro anos foi destinado ao curso de Jornalismo um valor aproximado de R$ 80 mil em equipamentos além de R$ 47.580,85 em recursos de custeio nos anos de 2003, 2004 e 2005. Esse valor é muito maior do que o curso recebeu nos 15 anos anteriores. Tenho consciência de que ainda falta muito para sanar as necessidades deste curso, como de outros também, mas tenho absoluta convicção de que nem o curso de Jornalismo como qualquer dos outros cursos do CECA foi esquecido pela administração de modo a merecer a denominação de ''sucata''. Atitudes como a tomada pelo autor do artigo não constróem nada, ao contrário, destróem o que foi construído em tão pouco tempo.

MARIA DAS GRAÇAS FERREIRA (diretora do Centro de Educação, Comunicação e Artes da UEL) - Londrina

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