CARTAS
Descaso
Sou uma cidadã que procura cumprir todas as leis e respeitar os direitos do próximo, mas gostaria muito de ver meus direitos serem respeitados. Minha mãe (83 anos) sofreu uma queda há um mês e foi bem atendida na Santa Casa. Ela teve fratura da bacia e o seu retorno foi marcado para o último dia 15. Eu a levei com alguma dificuldade até o ambulatório da Rua Alagoas, mas para minha surpresa e indignação, constatei que já fazia uma semana que as máquinas de raios X estavam quebradas. Como pode um ambulatório de traumas funcionar sem raios X? Vocês sabem o que é ver pessoas idosas com fraturas, em cadeira de rodas ou mesmo sendo carregadas e não receber atendimento? Os médicos estavam lá, mas fazer o quê? Onde estão nossos governantes? Para onde vão nossos impostos? Onde está o respeito com o ser humano?
ALBA MARTINS SCOTTON (dona de casa) - Londrina
Querida Londrina
Wal-Mart, Sercomtel, criminalidade, bueiros entupidos, mato tomando conta da cidade e praças, decadência no esporte (JAP's, basquete, GR, Tubarão, futsal), mensalão, caixa 2... O que aconteceu com nossa querida Londrina. Socorro! Cadê os dirigentes da cidade? Deixem suas vaidades próprias (venda da Sercomtel, lucrativa antes desta administração e celulares grátis) e olhem para Londrina.
ALDO BOARETTO NETTO (servidor público) - Londrina
Nepotismo
Dias atrás, o presidente da Câmara, Orlando Bonilha, declarou numa rádio de forma arrogante e acintosa que não via problema algum na contratação de parentes dos vereadores e que caso existissem mais vagas seriam elas preenchidas por outros parentes dos ''nobres pares da casa''. Sr. Bonilha, a coisa pública, como o próprio nome diz, deve ser tratada com mais critério do que se nossa fosse, uma vez que não sendo nossa, dela não podemos dispor ao nosso bel-prazer. Como político e administrador público, vossa excelência demonstra tratar-se um bom magarefe, ou seja, aquele que lida com seres viventes desprovidos de inteligência. Para poupá-lo da consulta ao velho Aurélio, magarefe se refere à sua profissão, muito nobre quando exercida com dignidade.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (funcionário público aposentado) - Londrina
Indignação
Cumprimentamos este Jornal pelos editoriais e artigos, e os seus leitores pelos últimos comentários na seção de cartas sobre temas como a crise provocada pelo decreto de febre aftosa no nosso Estado e a indignação com o sacrifício de animais saudáveis, gerando um grande desperdício de alimentos e indenizações com recursos financeiros públicos. Lamentamos apenas que algumas pessoas insistem em atribuir aos agropecuaristas a responsabilidade por tamanha crueldade.
EDSON NEME RUIZ (presidente da Sociedade Rural do Paraná e do Conselho das Sociedades Rurais do Estado do Paraná) - Londrina
Pedágio
A Folha de Londrina, quando trata de concessão de rodovias, não consegue deixar de refletir a sua posição ideológica sobre o assunto, razão pela qual a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias avalia que discussões isentas sobre o assunto não ocorrerão em suas páginas. Não podemos, no entanto, deixar de registrar erros e omissões da matéria ''Pedágio no Paraná: mais custo do que benefício'', publicada no último dia 12. A matéria informa que ''deveria ser criada uma agência reguladora do pedágio'', mas não registra que a Lei Complementar nº 94, de agosto de 2002, cria uma Agência Reguladora de Serviços Públicos de Infra-estrutura no Paraná. O poder concedente não regulamentou a lei, que, portanto, não foi implantada. Assim como não tomou iniciativa para atender à lei e criar uma comissão tripartite com representantes dos usuários, governo e concessionárias. A faixa de domínio de uma rodovia é local destinado à segurança dos motoristas e por isso deve estar livre de habitação ou comércio, conforme normas rodoviárias vigentes. Diferentemente do que informou o diretor do DER, Rogério Tizzot, imediatamente após a redução das tarifas em 50% em julho de 1998, as concessionárias entraram com ação judicial e obtiveram uma liminar em agosto de 1998. A demora de um ano e oito meses para a recomposição da tarifa decorreu do trâmite na Justiça Federal. A suspensão do eixo de veículo carregado causa dano ao pavimento, ao próprio veículo e coloca em risco a segurança dos demais usuários. Na Argentina o pedágio é mais barato sim. Porém, naquele país, o governo subsidia a tarifa. Nos Estados Unidos, o governo está estimulando rodovias pedagiadas, não somente para a construção de novas, mas para a recuperação e operação das existentes. Estados e municípios estão transferindo para a iniciativa privada rodovias pedagiadas, mediante concessões que vão de 75 a 99 anos. O governo francês está transferindo para a iniciativa privada o controle das concessionárias de rodovias de sua propriedade. A empresa italiana Autoestrade deixou de ser economia mista e hoje é controlada pela iniciativa privada.
JOÃO CHIMINAZZO NETO (diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias no Paraná) - Curitiba
- Nota da Redação: A Folha é favorável ao pedágio. Portanto, não se trata de questão ideológica. A Folha não concorda com os preços e defende melhorias das rodovias em geral, inclusive as pedagiadas. E entende que embutir nas tarifas custos de financiamentos também é cláusula que considera questionável.





