Lula e propaganda I

Quando um governo faz muito pouco, e quando o faz erra muito, como é a normalidade do atual, precisa de muita propaganda para ''mudar'' a verdade, ou supervalorizar o pouco que faz. Reproduzindo a coluna de Cláudio Humberto: ''Só com publicidade direta, o governo Lula gasta mais de R$ 1 milhão por dia, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo (Siaf) aos quais a coluna teve acesso. Em 2006, até 6 de março, foram torrados R$ 91.120.534,00 em propaganda''. ''Se agregarmos os gastos da administração indireta (Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, etc.), o escândalo será ainda maior', diz o deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA).'' O gasto com propaganda do governo é, provavelmente, maior que o orçamento de ministérios com finalidade social. Pois, ao persistir esta tendência, serão mais de quatrocentos milhões de reais (traduzindo em salários mínimos são um milhão, cento e onze mil salários por ano). Convenhamos, seria suficiente para comprar milhões de cestas básicas, construir dezenas de hospitais, etc. Este é o lado social do governo?

ADALBERTO BRANDALIZE (administrador) - Londrina


Lula e propaganda II

O Brasil é muito rico. Estamos nadando em dinheiro. Nada falta à população e ninguém tem nada a reclamar ou reivindicar. Tudo às mil maravilhas nesse nosso paraíso social. Nós, felizes contribuintes, pagamos poucos impostos que são muito bem aproveitados. A saúde também nada tem a reclamar, todos seus antigos clamores foram atendidos. Todos os nossos filhos matriculados em escola pública de qualidade e sobram vagas nas universidades. Tem moradia para todas as famílias. Os juros bancários nunca estiveram tão baixos e incentivam a agricultura, a indústria e o comércio. Os aposentados estão recebendo salários e assistência condizentes ao país rico que somos. É por tudo isso que estamos desfrutando, que acho perfeitamente natural que o governo Lula tenha gasto, segundo dados do Siaf, neste ano de 2006 até o dia 6 de março (65 dias) a mísera quantia de R$ 91 milhões, ou seja, praticamente R$ 1,4 milhão por dia em propaganda direta, para enaltecer todos esses benefícios que oferece a nossa agradecida população, sem contar propagandas indiretas (Banco do Brasil, CEF, Petrobrás, etc.). Esse valor daria para alimentar 140 mil famílias, ou seja, 700 mil pessoas diariamente, se estivéssemos num país pobre. Mas não nos faz falta porque moramos num país muito rico.

PATRÍCIA CHUBACI (designer) - Londrina


Justiça

Há alguns dias, nos Estados Unidos, o ex-deputado Randy Cunningham foi condenado a 8 anos e 4 meses de prisão por receber US$ 2,4 milhões de empresas que disputavam concorrência no Departamento de Defesa. De fato, após receber tal notícia tomei consciência do porquê que no Brasil a Justiça acaba falhando quando o acusado é considerado de alto escalão, ou seja, político e/ou associados: faltaria espaço na agenda judiciária para marcar tantos julgamentos e as prisões seriam pequenas demais para o altíssimo número de presos. É uma pouca vergonha termos de nos submeter a esta política e a esta justiça, façamos algo!

ETIENNE DUIM (estudante) - Londrina


Nepotismo

Espero que as mesmas medidas praticadas com relação ao Judiciário possam estender-se ao Legislativo e Executivo: que os cargos sejam ocupados por pessoas comprovadamente capazes e devidamente aprovadas em concursos públicos de cunho honesto e decente. Como não bastasse a contratação de familiares que ocorre em todos os segmentos políticos, podemos ver ainda um descarado ''nepotismo partidário'' em que os cargos são preenchidos por pessoas que não têm qualquer compromisso ou lealdade com a cidade onde são contratadas. Ocupam cargos sem ter capacidade, competência e qualificação, possuindo como perfil apenas ser militante do partido. Que esta prática condenável seja combatida também em Londrina para que a inépcia destes funcionários não degrade a cidade.

MÁRCIA REGINA RODRIGUES (cirurgiã dentista) - Londrina


Mesquinharia

Alguns supermercados de Londrina não fornecem mais sacos de plástico ou sacolinhas de embalagem. Os fregueses que se virem para transportar para casa suas compras. Uns levam rolando dentro dos carros, outros levam nas mãos e vão derrubando pelo caminho, e outros ficam vexatoriamente disputando com os outros fregueses algumas caixas de papelão, usadas. Maneira esta, absolutamente inadequada e anti-higiênica para transporte de alimentos, pois algumas caixas já serviram anteriormente, até para embalar produtos de limpeza. Eles não sabem que gostamos de ao chegar num caixa, sermos cumprimentados com um cordial bom dia, ganhar as sacolinhas, e se possível, até receber ajuda para levar as compras até o carro. Os diretores ou gerentes de lá não deverão se espantar com o sumiço de muitos clientes que, como eu, gostam de gastar seu dinheiro em comércios onde somos tratados com o mínimo de respeito e simpatia.

OSVALDO SANTOS JUNIOR (arquiteto) - Londrina


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