Celulares I
  De muito mau gosto e infeliz o comentário do sr. Orlando Bonilha, representando nossos vereadores no caso celular. Sr. Bonilha, por favor, diga quem são os vereadores que não conseguem, com o salário de vereador e todos os auxílios adicionais, colocar comida em casa. Mas não pense que é por pena que desejo ajudá-los. Desejo apenas saber quem não tem condições de controlar seus gastos, pois se fazem isso com seus salários, imaginem o que não devem fazer com o dinheiro público...
GABRIELA COSTA
(empresária) Londrina

Celulares II
  Fiquei compadecida com a atual situação vivenciada pelos vereadores de Londrina. Como pode um tão ilustre vereador, representante do povo londrinense sobreviver com um salário de pouco mais de 5 mil reais, assim como declarou o vereador Bonilha. Em tempos difíceis como este tem vereador que não está conseguindo levar comida para casa. Um homem que não consegue prover o sustento de sua família perde a dignidade e a auto-estima. Quantos assalariados têm neste Brasil, que contam com a luxuosa quantia mensal de 350 reais, para comer, beber, vestir, morar e manter filhos e esposa. Rogo, ao centro Regional de Assistência Social que venha socorrer os nossos representantes municipais. Cidadãos londrinenses mobilizem-se em prol de nossos vereadores. Estes não necessitam de celulares com 300 reais de créditos mensais e sim de auxílio alimentação, cesta básica. Unidos somos fortes, fazemos a diferença. Parabenizo este grande homem que teve coragem para tornar pública a vergonhosa situação de vereador passando fome, num País de campanha contra fome.
ELISANDRA VENTURA DE ANDRADE
(Professora) - Londrina

SOS ao trem
  O Museu Histórico de Londrina sempre foi reverenciado por sua beleza e pelos seus acervos guardados com tanta segurança e cuidados. Entretanto, a cidade de Londrina observa a falta de cuidados com o vagão de passageiros do trem ‘‘Maria Fumaça’’. Qualquer pessoa que passar aos fundos do museu e em cima do Terminal Urbano presencia o prejuízo histórico. À mercê dos fatores climáticos como a chuva e o sol, o vagão está sendo destruído pelo tempo. O teto do vagão está sendo ressecado e há, pelo o que pode ser observado de longe, pequenas rachaduras. A falta de cuidado por parte do Museu Histórico com o vagão tão importante na nossa história vem provar a falta de investimentos e capacitação administrativa para o zelo da nossa cultura. É preciso fazer algo para salvar um dos maiores patrimônios da nossa cidade, uma das maiores identidades da nossa terra. É preciso que o poder público tome posições imediatas para melhor cuidar de nossos acervos.
PAULO AUGUSTO SEBIN
(estudante em Jornalismo) - Londrina

Agropecuária
  Será que para o governo ético do PT, a agropecuária que tem condições de gerar milhares de empregos com um investimento menor, quando comparado ao emprego gerado no setor automobilístico, não tem importância alguma? Basta ver a situação que se encontram os produtores rurais. Situação humilhante, pois a produção oriunda dos campos não tem preço suficiente para cobrir os custos da atividade, condição que tem aumentado o endividamento do setor rural, estando próximo o limite suportável. Esta política de valorização do real tende a levar o País a uma condição insustentável para determinados setores do agronegócio. Hoje são os produtores rurais que estão sentindo os efeitos brutais desta política, mas sem dúvida que em médio prazo tal situação vai contaminar outros setores da economia. Considerando que se trata de um governo totalmente alheio, que não sabe de nada e não viu nada acontecer ao seu redor, acredito que tudo está no rumo certo para este governo. Quebre quem quebrar, independentemente do setor da economia, ele não vê nada mesmo, pelo menos enquanto estiver batendo recordes de arrecadação de impostos.
JUSTINO CORREIA FILHO
(técnico em agropecuária) -
Bela Vista do Paraíso

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