Ah, se fosse meu avô!

Já não fazem pecuaristas como antigamente. Se alguém tivesse a coragem de entrar na fazenda do meu avô e fazer aquilo que vi nos jornais, Deus o livre! Nem um preá iam conseguir matar. Bem, para começar ninguém podia passar da porteira. Patrimônio é coisa da gente. Mas meu avô, senhores, com ele a conversa era outra.

ANANIAS J.S.C. DOS SANTOS (estudante) - Londrina


Paraná de panacas

Quem tem sangue nas veias não consegue se conter ao ler a reportagem da Folha mostrando a matança de bois no Paraná. Cadê os nossos políticos? Cadê as autoridades? Cadê as lideranças do povo? Cadê as Ongs? Cadê os defensores dos animais? Inventaram uma doença que nunca foi comprovada, que nem Papai Noel acredita: vêm aqui, matam nossos animais e jogam no lixo. E a história do Paraná como fica? E o orgulho do nosso povo? A nossa moral? Aqui tudo se compra com dinheiro? Chega a dar nojo. Vou cuspir na urna.

ALICIO MASSAN (agrônomo) - Santa Mariana


Aftosa

Depois de tanta teimosia jurídica de parte a parte, foram abertas as valas para o sacrifício bovino nas boas e férteis terras vermelhas do Norte do Paraná. Secadas do rosto todas as lágrimas de crocodilo, o que fazer de agora em diante para que a desventura passada não se perpetue? É claro que a receita os muitos ''interessados'' na matéria sabem de cor (ou será que ainda não sabem?): seguir o receituário oficial, que diz o modo e a época certa de furar o couro bovino com a bendita dose das vacinas contra o mal desnecessário. Aos criadores, resta esperar receber o quanto antes do órgão federal competente as ''indenizações devidas''.

CLÁUDIO VICENTE DA SILVA (funcionário público) - Londrina


Vírus H5N1

Uma pandemia está prevista pelo mundo todo. Avalia-se que poderá causar mais de 50 milhões de mortes em todo planeta. Pior que a gripe espanhola em 1918. O vírus H5N1 já está atingindo a Europa e está previsto para chegar no Brasil em setembro. Segundo dados, os 90 milhões de vacinas que o Brasil comprou, no caso de uma tragédia, só beneficiarão 5% da população. Isso, infelizmente, está por vir. Precisamos urgente de medidas precisas do governo para nos prevenirmos.

BRUNA CRISTINA GOTARDO (estudante) - Arapongas


Mulher

Nesta semana tão simbólica quanto importante para as mulheres, temos que reconhecer as transformações e mudanças que têm ocorrido. A presença dos Conselhos e Secretarias de Mulher, nos municípios de médio e grande porte no Brasil, e a criação da Secretaria Especial de Promoção das Mulheres, com status de Ministério, tem levado mais mulheres a denunciarem os maus tratos de que são vítimas. E é relevante ressaltar o trabalho que muitos órgãos desenvolvem de acompanhamento e tratamento dos agressores, não limitando-se à repressão ou punição, pois parte do princípio de que o preconceito e a violência (seja física, moral ou emocional) são geradas por indivíduos, em grande parte das vezes, abalados e necessitados de ajuda. Parece que o país avança neste sentido e começa a se preocupar de forma concreta com o espaço que a mulher pode e deve ocupar ao lado do homem, buscando a parceria mais que necessária para que o nosso mundo se torne melhor.

ALESSANDRA CRISTINA DA SILVA (comerciária) - Londrina


Respeito

Utilizar palavras jocosas para colocar na mesma vala comum as igrejas evangélicas, os barzinhos, as carrocinhas puxadas por cavalos e os catadores de papel é no mínimo atrevimento e leviandade (artigo ''Londrina, cadê você?'', de Carlos Rachid, publicado no último dia 7 neste Jornal). Não por menosprezo a esses profissionais que, muitas vezes, sustentam a família, catando papel sob sol causticante, mas por misturar as coisas sem o devido respeito da fé evangélica. Para não cometer outra injustiça, senhor Rachid quando falar sobre uma entidade ou sobre quaisquer segmentos da sociedade, abra exceções. Em Londrina, existem muitas igrejas evangélicas com invejável padrão de justiça, de trabalho sério, que edificam e enaltecem nossa cidade. Estas igrejas merecem o respeito.

NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA (professor aposentado) - Londrina

Correção

Na matéria ''ONG aponta 113 casos de contaminação transgênica'', publicada na edição de ontem, uma frase incompleta deu margem à interpretação equivocada em relação ao posicionamento do membro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), José Maria da Silveira, que é favorável às pesquisas para produção de Organismos Vivos Modificados (OVMs). A opinião do professor, no que diz respeito às regras de identificação a serem definidas pelo Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, é que o rigor da legislação sobre os transgênicos, no Brasil, já garante segurança ambiental e humana aos países importadores de OVMs, sendo desnecessária e extremamente custosa uma identificação mais estrita.

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