Vergonha

O título da matéria ''Câmara pagará celulares de vereadores'', publicada ontem na pág. 4 da Folha de Londrina, deveria ser ''População pagará celulares de vereadores''. Mais uma vergonha protagonizada pelos nossos ''nobres edis''. Conforme declaração do diretor da Câmara, Rubens Canizares (ex-vereador não reeleito pelo povo), os ''gastos extras'' estão contemplados no orçamento da Câmara. Com certeza, não foi a população que contemplou esses gastos no orçamento. Foram os próprios vereadores. Poderemos no futuro ver contemplado no orçamento o vale-refeição, vale-roupa, vale-tudo para ''bem atender a população''. Nós temos que nos vingar nas futuras eleições.

JOSÉ ANTUNES DA SILVA FILHO (publicitário) - Londrina


Calçadão x pombos

Ao passar pelo Calçadão, entre a Rio de Janeiro e Maranhão, me deparei com uma cena inusitada: a grande frequência de pessoas que deslizavam e/ou escorregavam no ''petit-pavê'' (principalmente em frente ao Teatro Ouro Verde). A causa estava visível: a enorme quantidade de excrementos de pombos macerada com água e terra que se juntaram (já há algum tempo) em função da chuva. Tal fato originara uma grande mancha de limbo marrom-esverdeada. Não aceito as desculpas de algum ''entendido-responsável'' de plantão explicando que isso se deve unicamente à presença de grande número de árvores existentes no local. Oras, este trecho do Calçadão está tão encardido, sujo e decadente. Isto não ocorre quando se anda um pouco mais, em frente à agência do Banco do Brasil. Esse local está limpo, respirável e não se vê pessoas escorregando. Por que todo esse descaso com trecho mencionado? A quem cabe limpar, diariamente, o limbo e a sujeira deixada pelos pombos? Não temos que travar apenas ''guerra contra a dengue''. Os excrementos dos pombos nos transmitem várias doenças.

HERANA MARCIDELLI FADEL MARQUES (bióloga) - Londrina


Descaso

Há aproximadamente três semanas, durante um temporal, caiu uma árvore enorme na Rua Pio XII, em frente ao Colégio Hugo Simas. O trânsito chegou a ser interrompido para retirada da árvore. Depois de todo esse tempo, o que sobrou da árvore, continua lá, na calçada, impedindo a passagem dos pedestres, que têm que desviar pela rua. Será que só eu vi esse absurdo? Será que as pessoas que passam por ali diariamente não reclamaram da situação? Será que algum responsável da nossa administração pública viu aquela árvore caída? Mais uns dias e as pessoas vão incorporar aquela árvore à calçada e achar que aquilo é normal. Se as pessoas não reclamam de algo que lhes afeta diretamente, o que dirá de reclamarem de coisas que elas não vêem.

CARLOS EDUARDO SARDI (advogado) - Londrina


Indignação

Minha indignação começou quando minha filha, cursando a 8 série, chegou em casa com dúvidas em uma matéria, e eu prontamente pedi o livro para estudarmos juntos. A resposta: ''Pai, a outra 8 tem livro, a minha turma não''. Como admitir que um aluno estude sem livro? Se fala tanto em prioridade em educação e nem livros ainda se tem na sala de aula. E não é problema novo não. No ano passado eram dois ou mais alunos por livro. Não estou culpando a direção do colégio, mas sim os governantes que não enviam o material mínimo para o básico de uma educação aceitável e se vangloriam da redução de analfabetos no Brasil.

ALDO BOARETTO NETTO (servidor público) - Tamarana


Imoral

Antes que o crime prescreva - e fique impune o atentado - eis-me aqui. A autora da carta ''Imoral'' certamente é favorável à Lei de Linch, à Lei de Talião e/ou aos esquadrões da morte. Condena, sem julgamento, uma classe inteira, e não compreende que, por si só, cometeu um crime (certamente, como todos, com direito à defesa). Sua carta fez-me, por outro lado, lembrar que, na Bahia, onde nasci, um jegue passou por sábio, por não ter zurrado.

ROQUE MAGNO SANTOS (livreiro/cordelista) - Londrina


Rainha sem trono

Comemoração e hipocrisia. São estas as duas palavras que resumem a reportagem de Fernanda Borges e Paulo Wolfgang na Folha de domingo 26/2. Comemorar 126 anos não é para qualquer pessoa, ou melhor, é somente para dona Maria Olívia da Silva, o ser humano mais velho do mundo. Apenas com a companhia de um dos 14 filhos, que inclusive nunca se casou para cuidar da mãe e que tem a saúde instável, se sente isolada e desprezada. Este é um problema de muitos idosos no Brasil que por vários motivos são abandonados pelos filhos. Como se não bastasse, são também abandonados pelo Estado, como no caso de D. Maria Olívia. Mas comemorar o quê? A hipocrisia de ser ajudada com uma miséria - ela sequer tem TV em casa - ou a mudança do quarto para a sala quando chove para não ficar embaixo de goteiras? Como é que pode uma rainha ter um trono onde chove em cima?

FRANCISCO XAVIER DE ALMEIDA JÚNIOR (operador de telemarketing) - Londrina


Homeopatia

Apreciei muito a reportagem sobre Homeopatia, publicada pela Folha de Londrina na edição da última segunda-feira. Lembrei-me dos meus primeiros dias em que estudei Homeopatia na Escola Alemaniana do Rio de Janeiro com professores alemães. Naquele tempo, trabalhava no Laboratório do Dr. Adolfo Correia de Araújo, famoso professor de Homeopatia. Me lembro bem que quando o Dr. Adolfo examinava um paciente, indicava as doses do remédio com tanta certeza da cura, que exclamava: ''Tome o remédio homeopático e não precisa de fé!''

METON ARAÚJO DE SOUZA (homeopata) - Londrina

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