Aftosa

Definitivamente não existe gado com aftosa no Brasil. O que aconteceu foi que os grandes frigoríficos haviam fechado vultosos contratos futuros em dólar no exterior. Como o dólar desvalorizou muito, eles ficariam no prejuízo caso não cumprissem os contratos. Como a multa por quebra contratual seria enorme, apareceu a afotsa para quebrar contratos. Daí, vieram os diagnósticos de um único laboratório no Pará que mostrava soropositividade para aftosa nas amostras de sangue enviadas. Claro, se o gado foi vacinado o soro se mostrará positivo. O diagnóstico correto seria por inoculação em camundongo. E veio a ordem de abate de animais sadios com focos de aftosa pipocando aqui e ali. E ficamos fazendo de conta que acreditamos nesse teatro todo, com a cara de palhaço de sempre.

JOÃO ALBERTO TWARDOWSKI (médico) - Guaíra



Direitos da criança

A cada ano deparo-me com uma situação cada vez mais preocupante em nossas escolas públicas: as crianças que deveriam ter uma escola de qualidade, segura, que lhes dê condições de se tornar cidadãos verdadeiros têm os seus direitos violados. Não por falta de estrutura das escolas, falta de professores ou profissionais qualificados para atendê-las, mas sim por serem ''obrigadas'' a compartilhar a mesma sala de aula com menores infratores que estão lá por determinação da Justiça. Menores que espalham a indisciplina, o medo, maus exemplos por toda parte. São como batatas podres que espalham a podridão rapidamente. Senhores promotores, Conselho Tutelar, órgãos que trabalham em prol de nossas crianças e adolescentes, é urgente que se faça uma escola especial para estes meninos e meninas. Não podemos aceitar este tipo de inclusão. Aceitamos sim, a inclusão do deficiente físico e mental, pois este não é deficiente de espírito, nem de valores. Só não podemos aceitar aqueles que semeiam a desordem e ensinam o caminho da marginalidade para tantos outros que sequer têm voz para exigir que seus direitos sejam respeitados.

SANDRA REGINA DE SOUZA MENDES (professora) - Londrina


Isso é justo?

O funcionalismo público quer aumento. Estamos em tempo de arrecadação. Mas o salário mínimo vai ter um mísero reajuste. Isso é justo? Os aposentados com salário acima do mínimo, que contribuíram durante mais de 30 anos, têm seus proventos tão defasados a ponto de reduzirem a cesta básica para poder comprar os remédios que necessitam. Isso é justo? Trabalharam para ajudar o país a crescer e são tratados com descaso pelos governantes. A violência a que estamos expostos nos obriga a viver trancafiados atrás dos muros de nossas casas, com receio de abrir as portas até para leituristas da Copel, Sanepar e agentes de saúde, etc. A leitora Regina Chubaci aplicou epítetos apropriados aos nossos políticos (salvo raríssimas exceções) e nos deixou pouco a acrescentar, a não ser os impublicáveis e ofensivos aos parentes deles. São sanguessugas dos cofres públicos, legislam em causa própria e só apresentam projetos para arrecadar impostos e gerar mais miséria ao país. Reclamar para quem? Isso é justo?

MARIA HELENA GARCIA PEREIRA (aposentada) - Londrina


Farsa do IPI

O governo federal baixou em 5% o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de alguns produtos básicos de material de construção. Com isso, o preço deve cair, certo? Errado! Sabem por quê? As indústrias já anunciaram aumento de preços em percentuais até maiores do que a baixa do imposto. Isso porém, ninguém anuncia na televisão. E como fica o comerciante diante de seus clientes? Não podemos ser responsabilizados por não haver repasse dos benefícios da queda do referido imposto, já que subirão no mesmo grau da queda do imposto. Produtos de indústrias que não subirem seus preços, com certeza vamos baixar quando adquirirmos novos estoques. Mas aquelas que aumentarem vamos fazer questão de informar o consumidor e, dentro do possível, substituir esses produtos por um similar do mercado que não tenha aderido à alta. Esperamos que essa moda não ''pegue'' entre as indústrias!

DARCI ANTONIO ROTA (comerciante) - Mamborê


Cumplicidade

Por que tantos defendem o nepotismo? Porque parentes dificilmente denunciariam falcatruas e que às vezes são obrigados a devolver parte dos salários para a autoridade que os nomeou. Em alguns casos nem precisaria devolver. Ficaria como uma mesada a filhos, esposas... paga pelos ''trouxas'' contribuintes. O que precisaria mudar é a denominação de tais cargos de confiança para cargos de cumplicidade.

VALCIR JOSÉ MARTINS (administrador) - Maringá


Bom exemplo

Como assídua leitora da Folha de Londrina, entusiasmo-me com as inovações deste jornal e, nos últimos meses, tem chamado minha atenção a seção ''Sua Saúde'' do Caderno Cidades, que diariamente apresenta respostas para indagações, dúvidas e curiosidades dos leitores. Tal como a Folha Cidadania, considero ''Sua Saúde'', bem como a seção ''Seus Direitos'', um bom pretexto para orientar nossos filhos e alunos adolescentes e não permitir que o sedentarismo do dia-a-dia nas grandes cidades nos faça esquecer que temos algo muito importante para cuidar e que se constitui em nosso maior bem: a vida! A vida com dignidade. Pois é isto que temos diante de nossos olhos, quando um grande jornal como a Folha, abre espaços para que possamos não só nos informar, mas também buscar a reflexão e a ação de uma vida melhor.

CRISTINA BRISOLA (instrutora de culinária) - Londrina


Correção

- Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem da Folha 2, a escola rebaixada para o grupo B do canraval de Londrina foi a Unidos do Jardim Paulista

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