CARTAS
Aftosa fabricada
A desunião dos pecuaristas e a falta de liderança foi o elo que o minitro da Agricultura achou para fabricar e propagar a febre aftosa em nossa região. Somente após 6 meses é que o ministro, baseado num laudo que para ser analisado não leva mais de 15 dias, escolheu a Fazenda Cachoeira em São Sebastião da Amoreira como foco de aftosa. Mal sabe ele que a dita fazenda é um exemplo de criatório e manejo. Não satisfeito, volta a eleger mais 6 focos de aftosa na região. Até a fazenda modelo do Cesumar entrou no rol das infectadas. Acho que o ministro não gosta da agropecuária, mas a falta de liderança dos nossos políticos é estranha. Um prejuízo de mais de R$ 220,00 por cabeça desde que começou esta falsa aftosa não foi suficiente para os nossos líderes abrigarem a causa. A Sociedade Rural é que deveria encabeçar um movimento junto às autoridades para acabar com essa farsa. Não é hora de pensar em feira. Ao persistir esta situação, até o evento vai sofrer. Está na hora de aparecer pessoas com o espírito de liderança e não com espírito festivo.
MILTON N. SIMÕES
(empresário) - Londrina
Lula em campanha
É lógico só Lula está fazendo campanha política com o dinheiro do povo, de forma descarada e, em certos momentos, até antiética. Ele precisa é governar o país. No problema da aftosa, ele teria que ter tomado a frente, afastado este ministro incompetente. Não é possível que em 5 meses não se saiba com clareza se existe ou não aftosa no Paraná. Porém, ele está mais preocupado com o futuro pessoal do que com o do povo. O reparo nas estradas está comprovando que é dinheiro suado do povo sendo jogado fora. O problema maior é que os que se apresentam como seus concorrentes, são iguais a Lula: pessoas que não demonstram a capacidade e idoneidade que se exigem de um mandatário da nação.
ADALBERTO BRANDALIZE
(administrador) - Londrina
Mato de Londrina
Nos últimos dias, notícias veiculadas nos meios de comunicação informam que a Prefeitura de Londrina e a empresa Visatec, responsável pela roçagem e capina na cidade, estão muito satisfeitas uma com a outra. Deveriam perguntar se os cidadãos estão satisfeitos com os dois, porque é algo que não ocorre. Terrenos públicos e particulares estão cobertos de pequenos bosques. Alegam os responsáveis que a culpa é da chuva constante. É de se supor que uma empresa que se propõe a fazer este tipo de serviço esteja preparada para todas as variações climáticas ou então deve procurar outro tipo de atividade, menos sujeita a imprevistos. Outra alegação é a de que muitos terrenos são particulares e seus donos é que deveriam fazer a capina. A Prefeitura disponibilizou um telefone (3334-2030) para que pudessem ser feitas reclamações e afirmou que faria a capina e cobraria do proprietário. Há duas semanas, liguei e informei que na rua Irmão José V. de Souza há terrenos de responsabilidade de duas imobiliárias que estão com o mato altíssimo. Também na rua Carlos Gil há dois terrenos onde o mato já alcança a rua. Não sei se a situação ocorre porque o bairro Vale do Cambezinho é distante ou se o matagal é uma das reservas de biocombustível do Lula, visto que é constituído, basicamente, por pés de mamona. Prefeitura, Visatec, não estou satisfeita com nenhum dos dois.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Sucessão na UEL
Na edição do dia 12/2, a Folha publicou as fotos dos candidatos a reitor da Universidade Estadual de Londrina em eleição que será realizada em abril. É voz corrente que a nossa universidade, orgulho de toda a região, sofre interferência de grupos partidários o que, convenhamos, nunca poderia acontecer pois o caráter de universalidade de instituições de objetivos tão nobres faz com que estejam acima de interesses nem sempre convergentes com os da coletividade. Imagino que um reitor, ante a magnificência do cargo seja, sim, um político no verdadeiro sentido do termo, que regule com generosidade e sabedoria a relação que deve existir entre a instituição e a sociedade que, sendo a real mantenedora de todas as entidades públicas, delas espera a retribuição segundo o mister de cada uma. Que o próximo reitor possa, com maior ênfase, promover o entrelaçamento de nossa universidade com a população da região, numa parceria que, certamente, resultará em benefícios inestimáveis.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI
(funcionário público) - Londrina
Limite de gastos
É de estranhar o que estão pretendendo nossos parlamentares com as mudanças de regras para as próximas eleições. Demonstra uma vez mais interesses próprios para se perpetuarem no poder. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz amém à Câmara Federal e ao Senado porque é conivente. É preciso que o TSE tenha mais autonomia e poderes nas campanhas eleitorais. Mesmo após a campanha, o TSE deveria fazer com que os eleitos cumprissem os juramentos de posse e também entrar com pedido de cassação aos que não cumprissem. Os cartórios eleitorais deveriam receber denúncias de eleitores contra políticos, de vereador a presidente da República. Cabe ao TSE resgatar este conceito mesmo que seja através de um plebicito para resgatar a dignidade dos poucos homens públicos de bem que temos.
RUBENS VERPA
(agricultor) - Porecatu
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