Aftosa

O que está acontecendo com o caso da aftosa no Paraná é preocupante. A economia paranaense está pagando um alto preço pela aparente teimosia de técnicos do Ministério da Agricultura. A pecuária brasileira hoje é considerada de ponta, - mas aparentemente não pode ser exemplo, pois as autoridades permitiram que regiões livres da aftosa voltassem a ter a doença. E onde presumivelmente não existe aftosa, por inúmeras evidências apontadas, o Ministério insiste em dizer que há animais infectados. Este exemplo de tirania não cabe em um governo petista. Se o gado fosse do MST não seria sacrificado. É hora de as entidades protetoras dos animais se pronunciarem, pois os que devem defender os interesses econômicos do Estado e do País, parecem ter chegado ao final da linha e estarem capitulando.

ANTENOR RIBEIRO (radialista) - Londrina


Justiça tarda

As revogações das prisões do ex-prefeito de Maringá Jairo Gianoto e do ex-secretário de Fazenda Luiz Antonio Paolicchi deixaram em muitos a sensação de que a frase ''a justiça tarda mais não falha'' não é verdadeira. Que a Justiça quase sempre tarda é indiscutível. No caso específico dos desvios de recursos da Prefeitura de Maringá, cinco anos já se passaram e só agora saiu a primeira condenação do ex-prefeito, embora, Paolicchi e outros dois funcionários foram condenados nos primeiros processos em 2002, e o ex-secretário até já cumpriu parte da pena. E de quem é a culpa pela lentidão da Justiça? Há quem aponte falhas nos códigos de processos, burocráticos e desatualizados, como a principal causa da morosidade da Justiça. A verdade é que via de regra há um excesso de processos.

VALCIR JOSÉ MARTINS (administrador) - Maringá


Temos heróis

Queria que Deus olhasse por quem precisa. Sei que Deus não tem culpa das tristezas do ser humano, nós é que tornamos tudo mais difícil. Não queria pensar nas tragédias da humanidade, mas quem vai pensar, então? Quando deito no travesseiro fica difícil dormir quando se sabe que milhões de pessoas não têm a mesma sorte. Neste mundo tão competitivo, ter o pão de cada dia considero uma vitória. O Brasil é um país vitorioso, mas os verdadeiros campeões são aqueles que acordam às 6 da manhã, rezando para que o hoje seja melhor que ontem. São aqueles que não acreditam em mais nada, mas mesmo assim sonham o mundo diante de um filho. Os verdadeiros heróis são aqueles que sobrevivem nas favelas contrariando as estatísticas. Para ser herói, basta ser pai de família e sustentar cinco filhos com um salário mínimo de R$ 300.

VANESSA TAVARES DA SILVA (servidora pública) - Ortigueira


Saúde precária

A precariedade da saúde brasileira é notória, desde o atendimento até a execução, pois faltam médicos. Mas o que é inadmissível é a falta de humanidade de nossos dirigentes em protelar a ajuda à saúde. Enquanto isso, hospitais estão sendo fechados pelo não-repasse de verbas. É claro que não podemos ser tão pessimistas, pois gasta-se R$ 100 milhões para a convocação extra do Congresso sem efeito algum. Aí, vem o ministro da Saúde todo pomposo dizendo que vai investir R$ 7 milhões? Que falta de bom senso e distribuição de renda!

JORGE LUIZ AMPESSAN (professor) - Arapongas


Tragédia na UEL

Na noite de domingo, dia 12 de fevereiro, recebemos a notícia, através do telefone celular, por um dos funcionários do Hospital Universitário, de Londrina, de que nosso filho Leandro estava envolvido em um acidente que aconteceu no anfiteatro da UEL, onde caiu uma marquise. Peguei o primeiro vôo que consegui de Belo Horizonte para Londrina. Fui recebido pelos médicos, enfermeiros e assistentes sociais que, com presteza e clareza, colocaram-me a par de todo o tratamento que estava sendo ministrado a meu filho. Por conta da universidade, providenciaram acomodações em um hotel e colocaram à disposição um carro da UEL para me levar aonde eu precisasse ir. Mas o que mais me confortou foi ver que meu filho, apesar do que aconteceu, estava sendo bem tratado. Vendo o amor, a dedicação e o desprendimento colocados por todo este pessoal, em volta não só do meu filho, mas de todos os outros estudantes envolvidos nesta tragédia, e também por seus familiares, vi que houve uma magia de amor, solidariedade humana funcionando, que eu como pai, envolvido nela, nunca mais esquecerei. Neste momento não devemos fazer acusações infundadas, mas agradecer sempre o que está sendo feito por nossos filhos, com amor e desprendimento de toda equipe da UEL.

SÉRGIO LUIZ FERNANDES DRUMMOND (pai do biólogo Leandro Drumond) - Belo Horizonte


Bueiro entupido

A Sanepar esclarece que a manutenção das galerias de águas pluviais e bueiros é de responsabilidade da Prefeitura. A afirmação de que ''sendo constatado que o motivo do surgimento das rachaduras é a infiltração de água decorrente do transborde do bueiro (...) é possível obter da empresa responsável pela manutenção da rede de esgoto indenização pelos danos causados'' (Coluna Seu Direito, Folha Cidades, 21/2) é infundada e pode induzir os proprietários de imóveis a erro. A Sanepar, como concessionária dos serviços de abastecimento público de água potável e coleta e tratamento de esgoto em Londrina, se responsabiliza apenas por danos causados em virtude de acidentes como rompimento das tubulações ou refluxo de esgoto da sua rede.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA SANEPAR - Londrina

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