Quem paga a conta?

Como pecuarista responsável, durante várias vacinações, contribuí com uma sobretaxa sobre as doses contra febre aftosa, além dos impostos que o governo já arrecada. Com esta sobretaxa que eu e milhares de pecuaristas pagamos criou-se o Fundepec que visava proteger os criadores do resurgimento de focos desta doença. Nunca foi finalidade da categoria juntar dinheiro para proteger-se da ingerência de nossos governantes. Os recursos que eram da União e que deveriam ser liberados e administrados por eles através do Ministério da Agricultura não apareceram. Gostaria de manifestar meu voto de ''não'' quanto à utilização dos meus recursos para indenizar os colegas irresponsavelmente envolvidos neste foco virtual. Me solidarizo ao Carioba, aos Turquino e demais companheiros, mas espero que o dinheiro venha dos cofres da União e não do Fundepec.

PAULO MAURICIO ACQUAROLE (produtor rural) - Londrina


Revogar votos

É certo que revogar um plebiscito soa um tanto estranho porque essa revogação será votada por uma Câmara de Vereadores sem muita credibilidade junto à população. Esse plebiscito foi realizado de forma incomum, pois chamou-se toda a população para decidir sobre um assunto que deveria ser de alçada de economistas, administradores de empresas e de especialistas na área de rentabilidade empresarial. A consulta foi feita ao povo porque havia desconfiança que a venda do que restou da Sercomtel fosse roubada como aconteceu com os outros 45%. A análise da rentabilidade da Sercomtel Celular e a evolução do mercado empresarial do setor não permite mais aventuras: a única saída é a sua venda e com urgência. Tal alienação deveria ser realizada mediante compromisso fixado em lei, especificando que os recursos obtidos seriam obrigatoriamente aplicados em obras devidamente identificadas, para que a população pudesse fiscalizar melhor o destino do dinheiro. Seria uma operação ''casada'' de igual forma que foi feita recentemente com a ampliação do Shopping Royal/urbanização da Av. Ayrton Senna.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina


Lucro dos bancos

Graças a nós, usuários, o lucro dos bancos deve somar US$ 20,9 bilhões em 2005, resultado 38% maior que o registrado em 2004. Esta estimativa me causa indignação, não que seja contrária ao crescimento da economia, mas sim pelas intermináveis horas que passamos em filas de acesso aos caixas, problema que poderia ser facilmente resolvido com a contratação de pessoal, gerando mais empregos. Ah, investem em automação! Mas como eletronicamente, trocar cheques, pagar contas vencidas, esclarecer as abusivas taxas cobradas, lidar com dificuldades visuais, motoras e outras tantas? Outro dia, num conceituado banco, cheio daqueles cartazes com pessoas felizes e satisfeitas, um único caixa atendendo e 39 pessoas na fila de espera, provavelmente sem almoço, com horário para retornar ao trabalho. Não podemos nos calar diante disso!

MARGARET LOPES DE OLIVEIRA (secretária) - Londrina


Heróis sem caráter

É flagrante a falta de um debate ético sobre qual é a direção que devemos tomar para que a ''Terra de Santa Cruz'' deixe o berço esplêndido e depois de letárgicos 500 anos mostre para que veio. Candidatos teremos aos montes, projetos factíveis até agora nenhum foi cogitado. Só temos atitudes demagógicas e hipócritas, debates de alto nível inexistem. Caminhamos para a mesmice. É, Charles de Gaulle tinha razão! Como pode ser sério um país que cultua heróis sem caráter? Levamos mais de 500 anos para acabar com o nepotismo no Judiciário. Falta ainda acabar com o nepotismo no Executivo e Legislativo.

RENILDO VICENTE QUEIROZ (consultor técnico em biotecnologia) - Ibiporã


Procuradoria

No último dia 13, me dirigi à Promotoria dos Direitos Constitucionais e fui prontamente atendido pelo promotor Paulo Tavares que me orientou a procurar a Procuradoria do Trabalho. Ao chegar lá, fui atendido por um funcionário que me informou não ser possível conversar com o procurador do Trabalho. Ele deu algumas informações que me deixaram descontente. Um funcionário não está gabaritado para dar informações referentes a artigos constitucionais ou leis. Tais informações, queria obter com o procurador. Será que não atender ao cidadão em um órgão público é praticar a ética e a cidadania? Será que fui o único a não ser atendido pela referida procuradoria?

JONAS VIEIRA DA COSTA (professor) - Londrina


Versão da Urbs

Com referência à carta do leitor Fernando Gustavo Barbosa, publicada na edição de 18/2, a Urbs esclarece que não houve multa no caso do motorista que passou mal quando estacionava o carro na rua André de Barros entre a Marechal Floriano e a Lourenço Pinto, vindo em seguida a falecer. Ao contrário, a agente da Diretran que se aproximou da aglomeração formada no local agiu prontamente em socorro da vítima. Ao perceber que havia um senhor deitado no interior de uma das lojas, procurou atendê-lo aplicando seus conhecimentos de primeiros socorros, adquiridos em treinamentos oferecidos pela própria Urbs a seus funcionários. Ela também ajudou a esposa do motorista a avisar familiares e comunicou o ocorrido à Central da Diretran informando a placa e o modelo do veículo para que agentes que passassem depois da troca de turno tivessem conhecimento do fato. Portanto, as anotações feitas pela agente ao aproximar-se do veículo não serviram para lavrar um auto de infração, mas para repassar informações à central da Diretran, preservando o veículo de uma eventual multa por outros agentes.

SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PREFEITURA DE CURITIBA

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