Agressão e revolta

Fui agredida em um posto de gasolina no dia 3 de dezembro de 2005, quando fomos comprar um maço de cigarros na loja de conveniência. Ali estavam vários carros parados com som ligado e rapazes bebendo e fazendo zoeira. Quando meu marido e o namorado de minha filha desceram do carro e entraram na loja, os rapazes começaram a falar palavrões para mim e minha filha de 16 anos. Desci do carro e fui tirar satisfação. Fui agredida ali mesmo pelos delinquentes: deram socos em minha boca com garrafa de cerveja, quebraram 6 dentes, cortaram meu rosto com os cacos da garrafa e ainda me quebraram duas costelas. Demos queixa na 10 SDP, foi chamada a viatura enquanto fui atendida na Santa Casa. Resultado? Até agora a polícia nada fez: não pegou os autores e nem me deu notícias. Agora, preciso da cópia do laudo do IML para entrar com pedido de seguro saúde e sou obrigada a ''recolher'' taxinha para o Funrespol (fundo da polícia) de R$ 7,28 mais um requerimento com firma reconhecida para pegar uma cópia do referido laudo. Que absurdo! Além de ser agredida e quase morta, ainda sou obrigada a recolher dinheiro para o fundo da polícia que não fez nada até agora! O pior é pensar que somos nós quem pagamos os salários deles.

MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina


Combustível

A edição da Folha de 19/2, aborda o problema de adulteração de combustíveis na cidade e o presidente do sindicato da classe afirma que Londrina é o centro de adulteraqção de combustíveis. O Ministério Público (MP), que sempre investigou os postos para analisar se existia formação de cartel nos preços, precisa agir urgentemente para investigar por que os postos da cidade oferecem gasolina a R$ 2,25, álcool a R$ 1,60 e o diesel a R$ 1,73 (dumping). Sabe-se que os produtos de fornecedores chegam nos postos assim: gasolina a R$ 2,16, álcool a R$ 1,59 e o diesel a R$ 1,68, assim a margem de lucro do posto é irrisória. Não seria salutar o MP reunir os operadores de postos e estabelecer um porcentual de lucro sobre o preço de custo do produto para evitar que se compre produtos adulterados evitando manter preços irreais que acabam forçando todo o segmento a acompanhar aqueles preços? Segundo abalizadas análises de custo, um posto precisa ter uma margem bruta de no mínimo 15% sobre o preço de custo, pois de 10 a 12% serão absorvidos pelos custos fixos e de manutenção. Isto traria tranquilidade para o operador e daria ao consumidor a certeza de ter no tanque do seu veículo um produto dentro das conformidades.

NIVALDO ANTÔNIO PIGATTO (comerciante) - Londrina

Palocci

O ministro Antonio Palocci anunciou o pagamento de uma grande parte de nossos compromissos com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Parabéns ao ministro e às autoridades monetárias do Banco Central. O bom senso predominou nessa resolução. O raciocínio é claro: melhor pagar essa importância vultosa porque temos esse dinheiro em caixa do que pagar os juros correspondentes aos US$ 15 bilhões. Ter dinheiro na gaveta e dever lá fora é o tipo de conduta burróide.

JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina


Carandiru

Como pode um país que tem a Constituição regida com base nos direitos humanos, na paz e na solução pacífica dos conflitos absolver um homem que matou 111 pessoas no presídio do Carandiru? Destas, 80 nem haviam sido condenadas como prega a própria Constituiçao: a pessoa só é considerada culpada após o julgamento. Mas mesmo que já tivessem condenadas, existe pena de morte no Brasil? É lamentável que a vida no Brasil tenha este valor. Espero que tal veredicto não encoraje comandantes Brasil afora. Quero acreditar em nome de Deus e da vida que pessoas como o coronel Ubiratan seja uma espécie rara em extinção.

AMILTON APARECIDO ALVES (estudante) - Londrina


'Dudagate'

No Brasil há muitos políticos sem caráter. Não sei se é generalizado, pois tem até um tal de Mão Santa e um Inocêncio, mas provavelmente sem caixa dois não tem. Como será que descobriram o ''Dudagate''? Será que ele se entregou? Se verificarem a caixa preta, vão descobrir que quem denunciou foram os antigos clientes do Duda: eles já tinham se beneficiado e agora são os delatores e devem passar como os senhores da moral e ética.

MÁRCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis


Itaipu

Causou-me enorme surpresa ler na edição de ontem desta ''Folha'', as declarações do líder do Governo na Assembléia Legislativa do Estado, deputado Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB). Nelas, o deputado com quem tenho afável e cortês convivência, principalmente em suas andanças por Foz do Iguaçu e região, disparou informações que não correspondem à verdade. Disse ele ter ''cópia de quatro contratos de publicidade da Itaipu no valor de R$ 32 milhões com a agência de Duda Mendonça''. Infelizmente e apesar de nossa amizade, o deputado Dobrandino foi enganado por alguém disposto a envolvê-lo numa falsa acusação. Itaipu fez, em março de 2004, uma concorrência pública nacional para a contratação de agências de publicidade. Nenhuma delas pertenceu ou pertence ao sr. Duda Mendonça, bem como a Itaipu nunca fez qualquer contrato com esse senhor. Me coloco à disposição do deputado Dobrandino, um parlamentar que sempre buscou a verdade, para esclarecer esse e qualquer outro fato ou ilação que por ventura envolvam a Itaipu Binacional.


HELIO TEIXEIRA (assessoria de comunicação social da Itaipu Binacional) - Foz do Iguaçu

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