Campanha eleitoral
Podemos considerar como um primeiro passo para acabar com gastos de caixa 2 o projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados e que prevê a redução de gastos em campanha eleitoral. O projeto prevê somente a proibição de gastos com distribuição de brindes, a realização de showmícios e a utilização de outdoors. Estes, com certeza, não são os maiores gastos na campanha eleitoral. O principal seria a proibição de caixa 2 para pagamentos de marqueteiros nas campanhas, com previsão de pesadas multas e até mesmo a reclusão do candidato infrator. Se isto não ocorrer, que se legalize a total liberação de investimento privado nas campanhas sem limite de gastos.
JAIME JUNIOR SILVA CARDOZO (contador) - Londrina

Cidadania
Antigamente, as pessoas não se preocupavam em ter documentos. Além disso, era muito caro e difícil para consegui-los. Hoje, há mais facilidade para se obtê-los. Quando falo sobre este assunto lembro de minha bisavó que trabalhou tanto como dizia ela na roça, no pesado. Só que, infelizmente, ela demorou para fazer seus documentos e, por isso, não tinha como comprovar o trabalho e já velhinha precisando se aposentar sentiu tantas dificuldades. Faz 23 anos que ela fez os documentos. Mas por não ter as informações necessárias para ser cidadã documentada, perdeu anos de aposentadoria. E o pior: ficou viúva muito cedo, criou sozinha os filhos sem saber que poderia receber o benefício do governo. Que pena que minha bisavó sofreu tanto! Mas ainda hoje existem pessoas desinformadas que sequer sabem que têm direitos. A cidadania mudou a história de muitas pessoas e facilitou a nossa vida. Por isso, é muito importante ser um cidadão bem informado. Esta é a historia da minha e de muitas bisavós.
CAMILA RIBEIRO BEZERRA (estudante) - Campo Mourão

FHC e o PT
O senhor FHC e demais tucanos, defensores da democracia, poderiam esclarecer um nó que se encontra acima da minha capacidade elucidativa. Se, como afirma FHC, ''a ética do PT é roubar'', como classificar um presidente que, hipoteticamente, burla uma Constituição democrática para manter-se no poder por mais 4 anos? Será que posso chamá-lo de golpista? Mas aí vem outra dúvida, pois os tucanos e seus simpatizantes costumam chamar o presidente venezuelano Hugo Chávez de golpista. Porém, pelo que me recordo o Chávez, além de eleger-se democraticamente, deu uma segunda chance para o povo avaliá-lo, através de um referendo, ou seja, nem mesmo ele, um militar convicto e um tanto autoritário, precisou chegar a tal ponto. Permaneço sem compreender o imbróglio. Então, se não é um golpe, um atentado contra a democracia, do que se trata? É sempre bom lembrar que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
ANDRÉ AUGUSTO ALBARA (estudante) - Londrina

Política inibidora
É óbvio que o ministro Antonio Palocci quer que Lula se candidate antes de junho, assim Lula não larga a gorda ''teta'' e ainda prosseguirá com sua política que inibe o investimento, desacelera o crescimento, reduz a possibilidade de emprego, continua o crescimento ridículo da economia, os serviços básicos como saúde, educação e segurança continuarão com verbas insuficientes e, principalmente, o dinheiro caro, resultado de juros altos e impostos crescentes. Tudo isto com a justificativa de conter a inflação. O Brasil precisa de um governo com uma mentalidade mais gerencial e maior capacidade de gestão e planejamento. Em síntese, de pelo menos um plano claro, eficiente e moderno de governo e disto o Governo Lula nunca chegou nem perto.
ADALBERTO BRANDALIZE (administrador) - Londrina

Lei penal
Quero parabenizar o jornalista Walmor Macarini pelo artigo ''Com a alma iluminada'' (9/2). O sistema penal brasileiro necessita de urgentes reformas tanto na aplicação da lei e sua celeridade, como também nos critérios adotados na execução da pena. É lógico que o caminho é a busca pela recuperação. Assim como é óbvio que todo delinquente é um doente e necessita ser tratado como tal. É necessário buscar o motivo que o levou à prática delituosa e, se é um doente de causa social ou biológica, aplicar o tratamento adequado. A Lei de Execução Penal (7.210, de 11/7/1984), nos artigos 10 a 27 do capítulo 2, trata da assistência material, saúde, jurídica, educacional, social e religiosa e a obtenção de trabalho ao preso. Infelizmente, porém, na prática, na maioria dos presídios isso não ocorre por falta de investimentos por parte do Estado. O Estado deve mudar o conceito de punição entendendo que a ''violência gera a violência'' e investir em penitenciárias amplamente modernizadas, onde o recluso terá a oportunidade de ser reeducado e ser reintegrado no meio social. Onde, enfim, ele possa ser tratado com respeito e dignidade e que prevaleçam os princípios fundamentais dos direitos humanos.
JOSÉ ONTIVERO (advogado) - Londrina

Seleção de GR
É com satisfação que estamos acompanhando o empenho pela reativação da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica (GR), que por uma década treinou na Unopar de Londrina e de onde obteve grandes resultados internacionais. Portanto, a decisão unilateral da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) de destituir a seleção de GR em muito prejudicará os esforços pela valorização do esporte nacional. A postura da CBG, pois, precisa ser revista. Como membro da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, já propomos e realizamos uma audiência pública, de âmbito nacional, para debater tal crise. Recentemente realizou-se também uma audiência semelhante em Londrina, e em seguida estivemos acompanhando uma comitiva até o Ministério do Esporte, onde fomos recebidos pelo secretário-executivo Orlando Silva. Dele, obtivemos o compromisso de apoio pela reativação da seleção.
ALEX CANZIANI (deputado federal) - Brasília (DF)

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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