Morte ou multa?

Na última segunda-feira, me deparei com uma cena comovente: uma senhora dentro de um carro, parado irregularmente, pedia socorro ao perceber que o marido estava passando mal. Eles foram logo atendidos por pessoas prestativas que rapidamente o tiraram do veículo e chamaram o serviço de ambulância (SAMU), que infelizmente não pôde fazer muito. Uma agente do serviço de trânsito ao ver a aglomeração de pessoas, foi logo querendo aplicar multa em uma pessoa que acabava de falecer. A ''periquita'' (como são chamados os policiais que fazem este tipo de trabalho) deveria fazer o seu papel como uma pessoa solidária, humana e generosa, mas ela não se importou com um ser humano, uma vida, com as pessoas ao redor e com a família e o homem que precisava de ajuda. Será que ela não tem família? Sei que estamos em um país que o dinheiro fala mais alto, é multa pra tudo e pra todos, mas será que para esta profissional a multa vale mais que uma vida? É por isso que o Brasil está onde está!
FERNANDO GUSTAVO BARBOSA (estudante de Jornalismo) - Curitiba


Desabamento

O desabamento da marquise do anfiteatro do CESA na Universidade Estadual de Londrina expõe a grandeza do abandono e deteriorização da nossa universidade, a ponto da infiltração, corrosão e a falta de sorte serem apontados como os únicos responsáveis pela morte do estudante João Cesar Eugênio de Boscoli Rios e diversos feridos. Os nomes dos responsáveis pela execução da obra o reitor na época, o engenheiro, o governador e o CREA-PR até o momento não foram mencionados. Aquilo que alguns chamam de tragédia pode ter outros nomes: irresponsabilidade. A culpa vai ficar com a fatalidade que não tem CPF e nem residência fixa. A imagem da cidade se refaz e daqui a um ano poucos se lembrarão do ocorrido.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina


Solidariedade

Meu primeiro sentimento frente ao acidente ocorrido na UEL foi de profundo pesar pela morte e ferimento dos estudantes atingidos e pelo sofrimento de suas famílias, colegas e amigos. Gostaria também de externar minha solidariedade aos organizadores e participantes do XXVI Congresso Internacional de Zoologia, aos professores, funcionários e estudantes da Universidade Estadual de Londrina. Por fim, quero solidarizar-me com a reitora Lygia Pupatto e sua equipe que, com a mesma seriedade e dedicação demonstradas na direção da UEL, vêm enfrentando este difícil momento.
MARCIA LOPES (secretária Executiva do Ministerio do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) -Brasília (DF)


Políticos

Parabenizo e me solidarizo com a agrônoma Regina Chubaci Machado pela carta ''Políticos desvairados'' (14/2). Para mim, político é pior que traficante, pois este vende e compra quem quer. Ao contrário dos políticos que matam nas estradas, nos hospitais, de fome, na aposentadoria, na merenda escolar, bolsa família e por aí afora, roubando e ficando ricos e até milionários às custas do sofrimento do povo. Estes para mim são os verdadeiros assassinos. Não entendo como conseguem pôr a cabeça no travesseiro e dormir com tanta coisa acontecendo. Também não entendo é o que dirão aos filhos de onde veio tanta riqueza. Será que vão dizer que foi roubando deste povo tão sofrido? E seus filhos quando crescerem? Que profissão terão? Está na hora do povo dar um basta nestas roubalheiras. Não votando mais em ninguém. Não caiam mais na lábia destes vagabundos que só pensam no povo em época de eleições.
LUCINÉIA DE ABREU (designer) - Londrina


FAT e Senac

No ano passado, procurei o diretor do Senac para conseguir a isenção da mensalidade do curso de estilismo. Ele pediu para que eu escrevesse uma carta explicando o motivo do pedido. Assim o fiz, mas até o hoje espero por uma resposta. Este ano, o mesmo está acontecendo com a diarista Cida que é viúva, ganha pouco e quer melhorar de vida fazendo um curso de cabeleireira. Também lhe pediram para escrever uma carta pedindo isenção da mensalidade. Ela liga lá para saber a resposta, mas enrolam até a pessoa desistir. Será que o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) é somente para quem tem Q.I.?
MANOEL RAIMUNDO BERLIM (segurança) - Londrina


Humilhação nos ônibus

Fiz inúmeros pedidos ao serviço de transporte urbano de Londrina questionando o porquê da inexistência de uma lei ou norma que permitisse às crianças o direito de viajar gratuitamente nos ônibus. Atualmente, elas são obrigadas a se rastejar nos coletivos para viajar de graça, principalmente aquelas mais pobres cujas mães precisam deixá-las em creches. Temos que acabar com essa humilhação. Há vários anos tenho buscado esclarecimento a esse respeito, e a única resposta que tive foi constatar que estão fabricando novos coletivos com catracas mais altas e longas até o chão com o propósito de dificultar ainda mais a passagem de crianças. Enviei várias correspondências à Prefeitura de Londrina e ao prefeito Nedson Micheleti, mas até hoje sem nenhuma resposta sobre a solução do problema. Espero que o órgão de defesa da criança e do adolescente tome alguma providência para acabar com essa humilhação.
JOEL DINO DE SIQUEIRA (aposentado) - Londrina

Correção

- Ao contrário do que informou o ex-jogador Zequinha no texto publicado ontem na página 3 da Folha Esporte, a Associação de Funcionários do Iapar (AFI) não possui nenhum acordo ou convênio com o CBTD.

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