CARTAS
Igapó descuidado
O Lago Igapó, próximo à barragem, torna-se ponto de encontro de jovens que necessitam de limites das autoridades, uma vez que colocam o som de seus carros em volume extremo, estacionando-os sobre o gramado. E o que vemos acontecer ali são cenas que careceriam de serem vistas e não contadas. Capô de carros forrados de latas de cerveja, motos empinadas, carros que ''fritam'' os pneus no asfalto. Os lagos 1 e 2 encontram-se em total abandono. Lixo que vai desde garrafas pet, sacos plásticos, peixes mortos a entulhos de construção. Sem falar no estado lastimável com buracos que são um atentado à integridade física das pessoas que estão ali buscam o contrário. Se o Igapó fosse em Curitiba, Gramado, Cambé ou qualquer outra cidade, certamente estaria muito bem cuidado. O descaso se verifica inclusive nos jardins da Praça dos Três Poderes que ratifica que estamos ao abandono, já que a administração de Londrina não cuida sequer do próprio quintal.
JOSMAR OZEAS DOS REIS (aposentado) - Londrina
Advocacia criminal
Nos últimos dias a sociedade assistiu um escárnio contra os advogados criminalistas, resultante da incompreensão que recai em desfavor de tão nobre profissão. Ocorre que o advogado criminalista ao defender eventual acusado, está defendendo a própria sociedade, considerando ser o direito de defesa resultante de uma batalha secular, se tratando de uma vitória custosa para muitos. A hipótese aventada nas últimas cartas publicadas de se condenar um acusado pela prática de um crime hediondo, sem defesa, equivale a autorizar um médico a não atender uma pessoa baleada durante a prática de um assalto, deixando-a morrer. Certamente opiniões contrárias serão manifestadas, porém é importante frisar que o advogado criminalista não defende apenas o acusado, na verdade ele defende ainda um direito conquistado com muita luta, coragem e, acima de tudo, com muitas vidas.
MARCOS CÉZAR KAIMEN (diretor da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas) - Londrina
Salvem o Quati
Uma pergunta que sempre se cogita na região leste de Londrina: por que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA) nada faz para conter a poluição do Ribeirão Quati? A população que convive sempre com o mau cheiro nas madrugadas, que vê o rio amanhecer com mais agentes poluentes a cada dia, não suporta tanta impunidade e injustiça. Apenas com uma ação mais drástica por parte da população seria possível fazer valer a justiça, por exemplo: se todos entrassem com uma ação popular contra as empresas poluidoras e a SEMA. Somente assim a SEMA será forçada a exercer de fato sua função social.
PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina
CPI
Impressionante o depoimento dado à CPI dos Bingos pela ex-assessora do PT de Londrina Soraya Garcia. Quem não assistiu perdeu a preciosa chance de conhecer o esquema da última campanha municipal do PT. Não foi desqualificada pela bancada petista pois sua sinceridade impressionante calou a todos. Uma brasileira exemplar que merece o nosso respeito. Parabéns Soraya!
HUGO PEDRA ALMEIDA (administrador) - Londrina
Insegurança
Onde foram parar as cinco bicicletas roubadas de minha casa? Será que foram para desmanche, ilegalmente vendidas ou foram parar nas mãos de algum traficante como objeto de escambo? Todas foram furtadas dentro de nossa residência e, claro, conosco em casa. O que assusta, mais que o furto em si, é a sensação de insegurança: nada nem ninguém para nos proteger. Esse episódio não se compara com o que ocorre em nossa pobre cidade, onde todos estão à mercê desses indivíduos que roubam, traficam, matam, cientes que nada lhes acontecerá. Fazer um B.O. para quê? Só temos cinco certezas: impunidade, descaso, medo, violência e que continuaremos pagando impostos para nada.
JOÃO MARCELO RIBEIRO (advogado) - Londrina
Desrespeito
Quarta é dia de cinema mais barato, e toda a muvuca que encontramos nas filas para comprar ingresso mostra que o brasileiro ainda tem muito que aprender. Na quarta-feira (1/2) uma pessoa reservou cinco lugares de uma fileira central. Uma gestante e o marido, que chegaram no horário correto para início do filme, perguntaram se havia alguém naqueles lugares (era visível que não), mas de forma arrogante a pessoa afirmou que sim. A gestante e o marido tiveram de procurar outro lugar, àquela altura no ''gargarejo'' da sala. Já os ''donos'' dos cinco lugares chegaram atrasados tumultuando o início do filme. Enquanto permitirmos que pessoas reservem cadeiras sem numeração, as quais pagamos o mesmo preço pelo direito de sentar bem, teremos políticos que usam e abusam de nosso dinheiro, riem de nós e depois esbanjam seus rostos em propagandas: diga não à corrupção! Por isso, o Brasil é cada vez mais daqueles que adoram tirar vantagem.
ETIENNE DUIM (estudante) - Londrina





