Está difícil
Para cada notícia sobre corrupção há mais de 500 inserções da propaganda oficial (com dinheiro público). Penso que nunca um governo anunciou tanto. Ou, quem, sabe mentiu tanto. Provas incontestes de denúncias são desclassificadas. E dá-lhe propaganda!. Sem falar que o mar de corrupção é meio que disfarçado pela mídia, com algumas exceções. Sorte do governo que faz o que quer. A própria CPI é meio capenga. Estamos todos anestesiados. Será um feitiço? Ninguém reage?

DIM O. B. MIOLA
(estudante) - Londrina


Vale-tudo
  Milhões de brasileiros estão com a cuia na mão estendida esperando chegar o dia para receber o ‘‘vale-isso’’, o ‘‘bolsa-aquilo’’, o ‘‘auxílio-não-sei-o-qu꒒. O que foi criado para resolver uma situação passageira passou a ser um palanque eleitoral: quem teve a idéia? quem investiu mais? E, nessa disputa, talvez até apareça um candidato prometendo a todos os brasileiros o direito de ter duas cuias. Com isso, dizem que muitas pessoas estão melhorando de vida? Agora, vão deixar de ser os ‘‘abaixo da linha da pobreza’’, porém qual a perspectiva de subir de nível social e ficar no nível da pobreza? Nem tudo está perdido, afinal o Brasil está querendo um acento na ONU e pelo menos isso é possível de se conseguir.

MANOEL JOSÉ RODRIGUES
(tapeceiro) - Porecatu


Radicalismo
  A esquerda radical não tem mais lugar no mundo. Assim como o liberalismo excessivo não convém à sociedade. Há que buscarmos o equilíbrio, e entrarmos em harmonia com as demais economias. Protecionismo é o tema mais comentado. Ele faz parte do jogo democrático, porém não pode ser radicalizado, uma vez que exportar é preciso. Se a moeda é o denominador comum das trocas, quanto mais o mundo produzir e exportar, mais pessoas estarão participando desse poder de consumo. É a verdadeira aldeia global, quem dela ficar de fora só terá a perder. Chamo a atenção das grandes potências à não se prevalecerem de suas posições, pois estarão plantando vento e colherão tempestade. O bom-senso, as regras claras, a fidelidade dos compromissos, as Leis internacionais, haverão de serem respeitadas. Veja bem que o jogo do bicho, mesmo sendo uma contravenção em nosso país, nunca deixou de pagar o prêmio ao ganhador, por que? Se o jogo não tiver mais confiabilidade o sistema se acabará. Paternalismo, assistencialismo, sem que haja uma contrapartida de quem os recebe, não é justo para quem se esforça e produz. Também, não pode haver a exploração, e o massacre àquele que trabalha. O mundo precisa aprender a conviver com os avanços tecnológicos, e aceitar que não há mais como retroceder para os tempos das cavernas.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina


Desabafo
  O Detran-PR e seu tentáculo em Londrina, a CMTU, são organismos que, por princípio, deveriam regular e orientar o trânsito. Porém, o tumor maligno da politicagem já transformou esses órgãos em armadilhas de arrecadação, cabide de empregos, indústria de multas e, em ano de eleição, em desavergonhados cabos eleitorais. Com uma simples posse de uma pá e de um galão, são arremessados nos buracos pedrisco e piche, serviços esses muitas vezes com garantia de duração de apenas algumas horas. Milhões de reais são torrados sem licitação, em flagrante descumprimento da Constituição. Quais valores são gastos numa vergonhosa e falsa operação tapa-buracos com escandalosa campanha eleitoreira vinculada na mídia, estas últimas com gastos ainda mais imorais? Em quais vias públicas grassa a má conservação, o que associado à imprudência são apontados como os maiores vilões das estradas? Evidente que há péssimos motoristas e é clara a precariedade das nossas estradas. Talvez, seja necessário uma delação premiada para que voltem regulamentar o trânsito da maneira clara e honesta.

ROBERTO TEIXEIRA
(empresário) - Londrina


Menos deputados
  O povo precisa ou tem benefícios em ter 513 deputados federais? Em breve pesquisa que fiz entre conhecidos e pelo contido na coluna ‘‘Fala Cidadão’’ da Folha de Londrina, a maior parte da população acha que não. Entende-se que a redução deste número traria, entre outros, os seguintes benefícios: redução de custos com salários, convocações extraordinárias, assessores, passagens, auxílios diversos, aluguéis de carros e imóveis, aposentadorias, etc; um número menor de deputados permite aos eleitores acompanhar o desempenho de cada um, o que atualmente é impossível; nos conchavos como o ‘‘acordão’’ e corrupção é mais fácil identificar os meliantes; proporcional ao número de eleitores as campanhas reduziriam os custos; e como a administração moderna é ‘‘por resultados’’ pode-se acompanhar quem está realmente trabalhando e que está só ‘‘deputando’’. Um número próximo a 100 deputados federais é mais do que suficiente, levando-se em conta o resultado decepcionante e a vergonha que fazem as pessoas íntegras passarem. E por extensão aplicar para os deputados estaduais e vereadores.

ADALBERTO BRANDALIZE
(administrador) - Londrina


Vamos à luta
  O Brasil sofre e nós também sofremos, pois a cada dia a mídia nos informa tristes notícias sobre os nossos representantes. Mas esse não é o primeiro problema do Brasil a enfrentar, pois já temos quase 506 anos de história, e durante todo esse tempo o Brasil sempre passou por dificuldades. Sofreu com a escravidão, mas a venceu; sofreu com a opressão da ditadura, mas também a venceu; e venceu outros problemas porque lutou. As pessoas acreditaram que unidas poderiam mudar, e o Brasil conseguiu. E hoje não é diferente do passado, os problemas são outros, mas a força de lutar por mudanças, continua em nosso sangue!

DAVID THIAGO RIBEIRO SANTANA
(estudante) - Ibiporã

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