CARTAS
Até quando?
Que tristeza constatar que os proprietários da Fazenda Cachoeira estão perdendo tempo e dinheiro pra tentar junto à Justiça a indenização pela perda dos 1,8 mil bovinos daquela propriedade! Será que ninguém notou que estamos em ano de eleições e a manobra política foi feita justamente para baixar o preço da carne e a população menos endinheirada poder comprar a tão necessária proteína? Alguém já reparou que o preço da picanha caiu nos açougues? Será que as pessoas não se lembram das imagens das vacas loucas cambaleantes na Europa? Por que não mostraram, até agora, nenhum animal com os sintomas da febre aftosa? Onde estão estes animais da Cachoeira? Pelo que vi estão fortes e sadios e ao longo destes mais de 60 dias nenhum animal pereceu! Sempre soube, pelos ''causos'' contados pelos meus avós, que os animais infectados acabavam sucumbindo em função da grande quantidade de aftas pela boca, e que, pelo fato de não poderem comer e engolir, ficavam com a boca aberta, babando incessantemente até sua morte. Contavam ainda que os animais de casco partido - bovinos, porcos, caprinos e ovinos - eram vítimas da tal doença por que pela fenda dos cascos é que a contraíam. Então, até quando vão nos fazer de palhaços e aceitar calados mais esta manobra vil para amealhar algumas centenas de votos?
ROBERTO KELLER JUNIOR (jornalista) - Londrina
Passe livre
''Criaremos o passe livre para os alunos. O passe livre é totalmente viável para os estudantes e sem o tão temido aumento de tarifas. Esta é uma proposta que ajudará a acabar de vez com a evasão.'' Este é apenas um trecho do Plano de Governo do prefeito Nedson Micheleti. Cinco anos se passaram, uma nova eleição foi vencida e nada de criar o passe livre. E, o pior, a tarifa do transporte coletivo continua a aumentar, mantendo-se entre as mais caras do País. É difícil entender por que o representante dos trabalhadores é tão inflexível às necessidades de seus representados. O prefeito do PT parece nem ligar para as dificuldades do povo que o elegeu. Ou a sociedade se organiza (assim como os estudantes estão fazendo), para cobrar do prefeito alguma solução, ou amarga as consequências de mais um governo que sabe prometer e que sabe também não cumprir sua palavra.
JOSÉ AUGUSTO BARBOSA URBANEJA (estudante) - Londrina
Rótulo errado
Tem gente que não gosta de ser rotulada, mas acho que os rótulos são importantes. Imagine que alguém se apropriasse do seu nome. Essa pessoa comete crimes dos mais hediondos. A polícia descobre e a imprensa divulga. Você, estarrecido, vê seu nome sendo difamado e quer provar que não é o responsável, e sim um falsário. Mas é tarde, pessoas já fazem as idéias mais erradas a seu respeito. É isso que acontece com o Espiritismo. A religião linda que adotei, por pregar a caridade e o amor ao próximo, está novamente em evidência, só que erroneamente ligada a atos bárbaros. A mãe, que atirou a filha recém-nascida no lago, é rotulada de espírita pelas pessoas que a conheciam porque ela fazia ''oferendas''. E não é a primeira vez que associações desse tipo acontecem. Espiritismo não tem nenhuma espécie de oferenda, quanto mais sacrifícios humanos. O espiritismo verdadeiro não prega nada que fuja à moral do Cristo e, um dia, esses mal-entendidos serão desfeitos.
ANDRÉ REINALDO ACORSI (jornalista) - Londrina
Segurança
A segurança da cidade e de nossas famílias depende da ação de cada um de nós. O governador já mostrou a sua impotência e o nosso prefeito, a sua incompetência. Diante disso, temos de ser parceiros do governo, como está fazendo a Associação de Moradores do Parque Guanabara, que se prontificou a ser fiadora de um imóvel que alocará uma das divisões da Polícia Civil de Londrina. Temos de nos reunir com o comando da Polícia Militar, com os delegados da Polícia Federal e Civil, para sabermos como poderemos colaborar, para que tenhamos uma cidade mais segura. Sabemos que, além do problema do efetivo da polícia não atender à demanda da cidade, a frota de veículos das polícias é diminuta e que parte está parada por falta de manutenção ou combustível, problemas que com o empenho da população poderão ser sanados.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina





