Criança que chora

As imagens e o som do choro de uma indefesa criança recém-nascida percorreram o Brasil e o mundo. Tendo sido colocada em um saco plástico e jogada num lago, a criança acabou sendo salva porque, providencialmente, duas pessoas passavam pelo local e ouviram os ''apelos'' da pequenina prestes a se afogar. Por outro lado, milhões de vidas no mundo inteiro estão sendo impedidas de se desenvolver ainda no ventre materno. Totalmente indefesas, são dilaceradas por mãos humanas e impedidas de nascer e viver! O que é mais terrível? Infelizmente, milhões de crianças têm que prolongar o primeiro choro. Choram ao nascer e continuam chorando de fome e morrem de inanição. Milhares crescem em condições adversas e se tornam adultos despreparados. E o Estado? E os nossos políticos? Estarão eles preocupados com o sofrimento do povo? Estarão realmente interessados em criar mecanismos eficientes para resgatar crianças e adolescentes ''em situação de risco'' como eles próprios dizem? Será que um povo à mercê de políticos tão corruptos pode ter alguma esperança? Pais assassinos, políticos corruptos e Estado ausente, o que é mais terrível?

OSÉAS PEÇANHA DO NASCIMENTO (músico) - Londrina


Nepotismo no TJ

A liminar que mantém o nepotismo no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná é muito suspeito e aparentemente imoral, pois para a própria OAB/PR a decisão do TJ foi em causa própria. O desembargador Celso Rótili de Macedo questiona: ''E se o parente tem qualificação?''. Sejamos lúcidos e imparciais, se ele tem competência passará no concurso. Se sete desembargadores antes do sr. Celso Macedo devolveram o processo declarando-se incompetentes para julgar por serem parte interessada ou manterem parentes nos gabinetes, é sinal que a coisa vai muito mal na Justiça. É preciso que algum poder com o mínimo de ética e bom senso ponha fim ao nepotismo.

ADALBERTO BRANDALIZE (administrador) - Londrina


Até quando?

Enquanto temos de trabalhar muitos anos para garantir uma mísera aposentadoria, somos obrigados a ver políticos acusados de roubar milhões inimagináveis de nossos bolsos, fugindo covardemente dos processos de cassação ao alegar ''grave doença'' e outras desculpas esfarrapadas. Quando os brasileiros vão começar a cobrar resultados do governo, fazer valer o dinheiro destinado aos políticos? Alguém pode me responder?

ETIENNE DUIM (estudante) - Londrina



Políticos

Neste país tão desigual, vereadores usam o dinheiro público para fingir que vão a congressos. Filmados e gravados desmentem naturalmente. Os deputados federais se autoconvocam, mas a maioria não trabalhou e recebeu seus salários, sem desconto. No Brasil é assim: políticos trabalham pouco (para roubarem mais), ganham em dobro e estabelecem cotas mínimas de presentes. E nossas crianças? Devemos pedir a Deus que não permita mais que nossas crianças morram, vítimas de doenças físicas e sociais. Estas últimas, em sua maioria decorrem da impunidade dos crápulas que desviam o dinheiro público. O dinheiro aplicado em programas assistencialistas funciona como antitérmicos: baixam a febre mas não combatem a infecção. Não sobra dinheiro, mas sobra incompetência e politicagem.

RENILDO VICENTE QUEIROZ (técnico em biotecnologia) - Ibiporã


Ceticismo

Desde crianças somos ensinados de que a Justiça é o poder mais soberano de uma nação, pois cabe a ela promover o cumprimento da ordem, da moralidade e da honestidade. Só que as pessoas andam ficando céticas quanto a isso. Um dos motivos do ceticismo é a imprópria atuação do ministro Nelson Jobim com suas decisões sempre favoráveis aos envolvidos em corrupção que são abordados pelas CPIs, que com tremenda dificuldade tentam apurar esses escândalos políticos.

HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)


Cães®MDBO¯ ®MDNM¯soltos

Dias atrás, voltando para casa fui surpreendido pela preocupante cena de um cachorro da raça Pit Bull solto na calçada de uma rua. Sem coleira ou focinheira, o animal passeava próximo a uma árvore observado por uma pessoa parada no portão aberto de uma residência. Gosto de cães, mas apelo ao bom senso deste proprietário numa região com alta circulação de pedestres como as proximidades da Av. Duque de Caxias. Será que o proprietário se julga seguro o suficiente para deter o cão a tempo no caso de uma situação inesperada? Não espere que mais um caso concreto e quase sempre trágico envolvendo estes cães venha confirmar os temores de quem mora ou passa por aquela região.

CRISTIANO DA VEIGA SAMBATTI (professor) - Londrina


Índios

Resposta à carta da prof. Grasiela Diniz da Luz Marquito (28/1), admito que, como fez a Folha, do dia 14/1, generalizei no título do artigo, do dia 22/1, com o termo ''fazendeiros'', mas no conteúdo usei os termos adequados. Como inicialmente os proprietários não tiveram boa direção jurídica, escrevi um texto contundente, mas franco, para alertá-los a buscar indenização pela escritura que possuem em vez de tentarem impedir a demarcação. Há convênio para indenizar produtores, entre a Funai e o Incra e entre governos federal e estadual. A Folha, de 14/1, confirma o ajuste de jagunços. Ou será que eram jagunços desarmados? Quanto à área de 1.238 hectares, para o Incra é pouco, foi a isso que me referi, mas é preciso lembrar que os índios renunciaram a mais de 10 mil hectares a que tinham direito.

OSIAS RAMOS ARNAUD SAMPAIO (estudante) - Santa Amélia

mockup