CARTAS
Estamos mudos?
No último domingo deparei-me com uma questão que há muito pensava fazer utilizando este espaço da Folha de Londrina. A pergunta da sra. Márcia Guimarães ''cadê todo mundo?'' é estarrecedora e deplorável sobre todos os aspectos. Ela revela o quanto nós somos considerados pelas autoridades federais, estaduais e, principalmente, municipais. Até agora não vi um vereador se manifestar cobrando do governo estadual maior policiamento. Por que será que temem tanto o governo estadual? Aumentou a população e não houve aporte na mesma proporcionalidade policial (pessoal e material). Também não vi nenhum questionamento ao Executivo sobre medidas que reduzam a criminalidade ou a discussão sobre a reativação da guarda municipal, que já existiu em Londrina. Quanto aos deputados, vamos aguardar que se juntem aos clamores dos londrinenses. Também estão devendo. O Executivo municipal parece mudo a tudo isso. Também sem qualquer ameaça do Legislativo! Poderia pelo menos questionar os executivos estadual e federal na busca de solução para Londrina. Mas, felizmente, aos poucos a omissão dos cidadãos vai acabando. E como lembrou a sra. Márcia, as eleições vão chegar e com certeza as coisas irão mudar.
ALVARO MANOEL RODRIGUES ALMEIDA®MDBO¯ ®MDNM¯(engenheiro agrônomo) -Londrina
Barulho
Há alguns anos me mudei para a região do aterro do Lago Igapó 2, justamente em busca de silêncio. Mas parece que nesta cidade não existe lei, pois resolveram que esta região, até então livre de barulho, é ótima para grandes encontros. Pela terceira semana consecutiva a Prefeitura, juntamente com a RPC, está promovendo finais de semana festivos. Até aí nada contra, mas é preciso fazer tanto barulho a ponto de termos que fechar as janelas para poder conversar? Quem é que fiscaliza essa barulheira, se a própria Prefeitura está envolvida? Seria bom se algum órgão tomasse alguma providência. Meus ouvidos agradeceriam.
MONICA DELAMURA (funcionária pública) - Londrina
Justiça real
Parabéns ao juiz Federal Eduardo Appio, da 2 Vara do Juizado Especial Federal de Londrina (Folha 28/1), pela enobrecedora atitude de sair de seu gabinete e ir pessoalmente visitar famílias que batem às portas da Justiça para reivindicar um mísero salário mínimo, valor este determinado pela Lei 8.743/93 que garante benefício assistencial aos idosos e portadores de deficência física ou mental sem condições financeiras para subsistência. Quando estagiava na Faculdade de Direito, tive a oportunidade de vivenciar o drama de pessoas que requeriam o tal benefício e tinham seus pedidos indeferidos pelo simples fato de a renda per capita de 1/4 do salário mínimo por pessoa da família ultrapassar em míseros reais o valor estipulado pela lei, não se levando em conta o estado de miserabilidade e necessidade a que estas pessoas se encontravam.
MARCO ANTONIO BORGES PREZUTTI (bacharel em Direito) - Cambé
Ciganas
Não sei se o que senhor Milton Martiniano de Melo considera ''como mínimo de cultura''. Se forem diplomas, lembro que cultura quer dizer civilização, conhecimento, o que não necessariamente se adquire em escolas. E a cultura do povo cigano é milenar. Infelizmente, os gadjós (não-ciganos) gostam de falar contra sem conhecer o mínimo dela. Os trajes do sumô são roupas esportivas e não trajes típicos. E espero, sinceramente, que nenhum lutador de sumô resolva tomar satisfações por chamá-los de ''fraldões''. A distinta psicóloga (obrigada) é frequentadora diária do Calçadão, pois meu escritório fica nele localizado e o atravesso várias vezes ao dia, passando inclusive pela esquina da Rua João Cândido, onde estão as ciganas. Se houver um órgão público que tenha a responsabilidade de tirar as ciganas do Calçadão, solicito que retire também os pedintes que nos xingam e amaldiçoam quando não lhes damos moedas e os corneteiros que nos perturbam com suas pregações tendenciosas e preconceituosas.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Moacir Costa
No último domingo, considero que o dr. Moacir Costa, em seu artigo, ultrapassou os limites do senso comum. Ao fazer elucubrações sobre o tamanho do órgão genital masculino na página dois de um diário tão amplamente difundido, o autor foge da conveniência do que deve ser escrito em um lugar para apresentação de opiniões e idéias para todas as faixas etárias. Podemos imaginar a situação constrangedora de um pai vendo sua filha de 12 ou 16 anos lendo um artigo sobre tal assunto. Seria necessário ou conveniente o dr. Moacir tratar com tanta desenvoltura de temas de sexologia nesse local privilegiado?
MARCO AURÉLIO FORNAZIERI (médico) - Londrina
Hosken
Enquanto vemos no País as maiores barbaridades, falcatruas e a falta de respeito, o Paraná perdeu o último dos moicanos, Dr. José Hosken de Novaes, advogado, político e cidadão na mais verdadeira acepção da palavra nos deixou, indo sem dúvida alguma, morar no céu. Ficamos entristecidos pela sua perda na vida terrena, mas alegre ao mesmo tempo, pois conseguiu esse homem culto, simples, humilde e extremamente capacitado, sair ileso desse lamaçal político, imundo, em que vivemos.
ARISTIDES RODRIGUES (presidente da Associação dos Advogados de Cambé) - Cambé
Correção
- Diferentemente do informado ontem no artigo ''Pequena homenagem ao grande homem'' (Espaço Aberto), Mário Jorge de Oliveira Tavares é consultor de Telecomunicações e Administração.





