CARTAS
Ousadia
Os bandidos são bem informados: lêem jornais, ouvem rádio, assistem televisão e se comunicam entre si. Aqui, eles têm a certeza da liberdade de ação e se sentem à vontade para agir cada vez mais ousados. Temos tido muitos crimes e assaltos durante o dia em pleno centro de Londrina. Recentemente uma jovem foi baleada ao sair de uma agência bancária na Av. Higienópolis com a Rua Goiás por volta das 13 horas. Mais ou menos nesse mesmo horário, uma outra pessoa teve uma arma apontada contra o seu peito ao sair de outra agência bancária na Av. Higienópolis com a Rua Pio XII. Temos que dar um basta nessa situação. Temos que cobrar do Estado, do Município ações que possam mudar esse quadro atual de insegurança que vivemos. Temos que fazer com que os bandidos, ao ouvir o nome Londrina, sintam arrepios e medo de agir em nossa cidade.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Descaso
Ninguém morreu, mas se tivesse morrido, o descaso das autoridades seria o mesmo, e ainda por cima culpariam a vítima por ter reagido à agressão em defesa de sua filha. Porém, se conseguirem prender o bandido, os Direitos Humanos estarão de prontidão para defendê-lo, pois vivemos numa época em que os direitos são para os bandidos e traficantes, além de políticos corruptos. Nunca soube, em caso de assassinato, que alguém fosse visitar a família atingida pela tragédia para ver se precisava de alguma coisa. E para nós, cidadãos comuns, ficam os impostos a pagar, para financiar a corrupção que campeia pelo país. IR, IPTU, IPVA e tantos outros ''is'' deveriam ter seus vencimentos ao longo do ano e não no início, quando os pais estão sobrecarregados com matrículas, compra de material escolar, além de passes para o transporte, uniformes etc. Estamos ao desamparo de todas as esferas de governo. Em ano de eleição, abra os olhos, cidadão.
MARIA HELENA GARCIA PEREIRA (aposentada) - Londrina
Holocausto
Andei pelo Brasil e constatei o que os nossos governantes atuais e anteriores fizeram com o meu país. Por isso, concedo-me o direito de incriminá-los e condená-los moralmente à maior pena possível existente em nossa falida Justiça. Esse bando de ladrões que se intitula de ''classe política'' é o único responsável pelo estado de absoluta miséria de grande parte de nossa população, que vive jogada à própria sorte (ou azar) no interior de estados potencialmente muito ricos como MG, BA e MA e ainda GO, TO, PE, SE e AL. São brasileiros miseráveis, mendigos, adultos e crianças morrendo de fome e de verminose, implorando por uma migalha de alimento ou ''qualquer coisa pelo amor de Deus''. É impossível assistir a tamanha degradação humana sem sentir ódio de nossas ''autoridades políticas''. Enquanto esses infelizes agonizam com suas crianças até sem roupa para cobrir seus frágeis corpinhos deficientes, nossos políticos e suas quadrilhas esbanjam dinheiro público. Ganham fortunas e nada produzem. Que nossos políticos inúteis levantem suas bundas gordas das poltronas de seus luxuosos gabinetes e conheçam de perto nossa triste realidade.
MARILENA CHUBACI (dona de casa) - Londrina
Salário mínimo
É sabido que ninguém com um pouco mais de preparo intelectual trabalha por um salário mínimo. Nesse caso, o que resolve não é o aumento do mínimo, mas sim a educação para todos. Esse é o princípio aplicado pelos países mais adiantados do mundo. Na questão da Previdência, é uma enorme injustiça para quem sempre contribuiu com o maior número de salários mínimos. Estamos fartos de ver pela televisão segurados que se aposentaram com onze, doze e até vinte salários mínimos e hoje recebem apenas quatro. Ocorre, ainda, que muitos desses que recebem o mínimo, muitas vezes nada contribuíram, mas estão aposentados pelo mínimo. A política de renda mínima não pode estar inserida na Previdência Social, teria que estar em outro ministério, talvez, do bem-estar social. Não se pode misturar aquele que contribui para garantir o seu padrão de vida, na velhice, com aquele que nada contribuiu e vive de uma renda mínima doada pelos impostos pagos pela sociedade.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Ciganas
Gostaria de tecer alguns comentários sobre a carta do sr. Milton Martiniano de Melo, publicada domingo pela Folha, sobre as ciganas do Calçadão. As ''roupas horríveis das ciganas'' são o traje típico de um povo, tal como o quimono para as japonesas. O que elas dizem não são ''baboseiras'', apenas o povo cigano não perdeu (como os não-ciganos) a capacidade de prestar atenção nas mínimas coisas, correlacioná-las e interpretá-las. As ''supostas'' pedras preciosas são, na sua maioria, ágatas, quartzo branco ou rosa e ametista, pedras brasileiras semipreciosas muito valorizadas pelos turistas. Quanto a ''ficarem puxando as pessoas pelos braços'', é a mesma tática comercial empregada pelas dezenas de jovens que fazem cartões de loja. Quanto às ciganas, basta passar longe delas ou recusar com um educado ''não, obrigado''. Quanto a pedir às ciganas que leiam as mãos de nossas autoridades, creio que nem com todo o poder Deus e Sara Kali isso seria possível. As mãos devem estar limpas para que se possa ver com clareza as suas linhas.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicológa) - Londrina
Correção
- A nota ''Assaltantes roubam meio milhão em Cambé'' (Paraná, pág. 7, 231) informou erroneamente o valor levado de uma empresa da cidade na semana passada. De acordo com os proprietários da Açucaralon, os ladrões levaram cerca de R$ 60 mil em dinheiro e cheques de terceiros.





